Territorio e Sociedade3 pnld18 pr pontualOK. pdf



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  TRABALHO NO BRASIL
o desemprego e outros problemas relacionados ao trabalho, como a baixa 
remuneração, os trabalhos escravo e infantil, constituem nos dias atuais gran-
des desafios ao Brasil. Essas questões tornam-se ainda mais complexas se 
considerarmos as dimensões do país, as desigualdades entre as regiões e a 
instabilidade econômica provocada pela crise econômica e política desenca-
deada em 2014/2015.
InforMalIdadE no MErCado dE TraBalho 
Apesar de ainda apresentar elevado grau de informalidade em sua economia, 
o Brasil, na última década, mostrou uma melhora expressiva na formalização 
do mercado de trabalho (figuras 8 e 9), incluída a formalização do emprego 
doméstico. Contudo, essa melhora no período foi revertida a partir de 2015, em 
função da crise econômica e política iniciada naquele ano. Em situação de crise e 
aumento do desemprego, parte da população busca estratégias de sobrevivência 
na informalidade.
figura 8. Brasil: trabalho formal e informal  
(% da população ocupada) – 2004
Trabalho informal – 54,3%
Trabalho formal – 45,7%
Fonte: Síntese dos indicadores sociais 2015: uma análise das condições de vida da população brasileira. Disponível em: 
Acesso em: jan. 2016.
figura 9. Brasil: trabalho formal e informal  
(% da população ocupada) – 2014
Trabalho formal – 57,7%
Trabalho informal – 42,3%
SITuação do EMPrEgo
Em meados dos anos 1990, as taxas de desemprego aumentaram significa-
tivamente no Brasil. Contribuíram para tal situação a abertura econômica e a 
consequente concorrência dos produtos importados, que provocaram a falência 
ou a queda da produção de muitas empresas brasileiras; a política de juros altos
responsável pelas dificuldades de novos investimentos; os baixos investimentos 
do Estado em infraestrutura e em outros setores da economia e na esfera social. 
Contribuíram, ainda, a automação e a robotização na produção de mercadorias 
e serviços. 
A partir da primeira década de 2000, o Brasil, favorecido pelo dinamismo da 
economia mundial e especialmente da China, retomou o crescimento econômico, 
priorizou investimentos em programas sociais (como o Bolsa Família) e melhorou a 
distribuição de renda. Essas medidas foram fundamentais para diminuir as taxas de 
desemprego. A ascensão social de milhões de brasileiros permitiu a ampliação do 
mercado interno e do nível de crescimento econômico. 
Embora a crise de 2007/2008 tenha enfraquecido o ritmo do crescimento eco-
nômico, as taxas de desemprego permaneceram em queda até meados de 2014.  
Consulte a Síntese dos indicadores 
sociais para acompanhar o provável 
crescimento da informalidade no Bra-
sil a partir de 2015.
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Capítulo 7  –  Sociedade e economia 
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O Brasil enfrentou por um tempo a crise mundial através da desoneração de impostos a 
determinados setores produtivos, esforçou-se para manter os investimentos e os gastos 
públicos e os programas sociais. Com essa fórmula as despesas superaram as receitas 
federais e as finanças públicas deterioraram-se rapidamente. Contribuíram para isso a 
desaceleração da economia chinesa, nossa principal parceira comercial, e a queda do 
valor das commodities, os produtos que mais vendemos no mercado mundial. 
A partir de 2015 a crise estava instalada e o desemprego começou a elevar-se 
em ritmo acelerado (figura 10). 
Figura 10. Brasil: taxa de desemprego anual (em %)* – 2003-2015
2003
14
8
2
11
5
2009
2012
2014 2015
2006
12,3


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