Territorio e Sociedade3 pnld18 pr pontualOK. pdf


Fonte: Folha de S.Paulo, 30 out. 2011. Caderno A, p. 27. 1



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Fonte: Folha de S.Paulo, 30 out. 2011. Caderno A, p. 27.
1.
  Como se chama a forma de representação cartográfica utilizada nos dois mapas? Explique-a.
2.
  Observe os dois mapas e indique os continentes em que ocorrerão o maior e o menor crescimento popula-
cional. Aponte as razões para isso.
3.
  Qual será o país mais populoso em 2100?
MAP
AS: DACOST
A MAP
AS
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Unidade 3  |  Espaço, sociedade e economia 
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Malthus, Young e a Revolução Francesa
“Quando a economia política clássica nasceu, no 
Reino Unido e na França, ao final do século XVIII e 
início do XIX, a questão da distribuição [da renda] 
já se encontrava no centro de todas as análises. 
Estava claro que transformações radicais entraram 
em curso, propelidas pelo crescimento demográfico 
sustentado — inédito até então — e pelo início do 
êxodo rural e da Revolução Industrial. Quais seriam 
as consequências dessas mudanças para a distri-
buição da riqueza, a estrutura social e o equilíbrio 
político das sociedades europeias?
Para Thomas Malthus, que publicou em 1798 seu 
Ensaio sobre o princípio da população, não restava 
dúvida: a superpopulação era a principal ameaça. 
Embora suas fontes fossem escassas, Malthus fez o 
melhor que pôde com as informações que detinha. 
Uma importante influência para ele foram os relatos 
de viagem de Arthur Young, agrônomo inglês que 
percorreu toda a França, de Calais aos Pireneus, 
passando pela Bretanha e Franche-Comté, em 1787-
-1788, às vésperas da Revolução Francesa. Young 
narrou a miséria que encontrou na zona rural do país.
Vívida e fascinante, sua narrativa não é, de modo 
algum, imprecisa. Na época, a França era de longe o 
país europeu mais populoso e constituía, portanto, 
um ponto de observação ideal. Por volta de 1700, o 
reino da França já contava com mais de vinte milhões 
de habitantes, num momento em que o Reino Unido 
tinha uma população de pouco mais de oito milhões 
de pessoas (e a Inglaterra, cerca de cinco milhões). A 
população francesa se expandiu em ritmo constante 
ao longo de todo o século XVIII, do final do reinado 
de Luís XIV até o de Luís XVI, aproximando-se dos 
trinta milhões de habitantes nos anos de 1780. Tudo 
leva a crer que esse dinamismo demográfico, desco-
nhecido nos séculos anteriores, de fato contribuiu 
para a estagnação dos salários no setor agrícola e para 
o aumento dos rendimentos associados à proprie-
dade da terra nas décadas anteriores à conflagração 
de 1789. Sem fazer da demografia a única causa da 
Revolução Francesa, parece evidente que essa evolu-
ção só fez aumentar a impopularidade crescente da 
aristocracia e do regime político em vigor.
[...] O grande agrônomo deixou evidente seu 
desagrado com os albergues em que se hospedou 
e demonstrou desprezo pelos modos das moças 
que lhe serviam à mesa. Pretendeu deduzir de suas 
observações, algumas bastante triviais e anedóticas, 
consequências para a história universal. Revelou, 
sobretudo, grande inquietação frente às possíveis 
turbulências políticas e sociais que a miséria gene-
ralizada por ele testemunhada poderia causar. [...]
Quando o reverendo Malthus publicou em 1798 
seu famoso Ensaio, as conclusões foram ainda mais 
radicais do que as de Young. Assim como seu com-
patriota, Malthus estava muito preocupado com as 
notícias políticas vindas da França e, para evitar que 
o torvelinho vitimasse o Reino Unido, argumen-
tou que todas as medidas de assistência aos pobres 
deveriam ser suspensas de imediato e que a taxa de 
natalidade deveria ser severamente controlada, com 
a finalidade de afastar o risco de uma catástrofe glo-
bal associada à superpopulação, ao caos e à miséria. 
Só é possível compreender por que as previsões 
malthusianas eram tão exageradas e sombrias caso 
se leve em conta o medo que tomou de assalto boa 

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