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Déficit habitacional
(N
o
 de domicílios)
Até 100 mil
De 100 a 200 mil
De 200 a 500 mil
Mais de 500 mil
N
0
460 km
RR
AM
AP
PA
RO
MT
GO
DF
TO
AC
MS
SP
PR
SC
RS
RJ
ES
MG
BA
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
Brasil: déficit habitacional relativo por unidades da federação – 2010
EQUADOR

TRÓPICO DE
CAPRICÓRNIO 
50° O 
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
Déficit habitacional
(em %)
Menos de 10
De 10 a 15
De 15 a 20
Mais de 20
N
0
460 km
RR
AM
AP
PA
RO
MT
GO
DF
TO
AC
MS
SP
PR
SC
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MG
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MAP
AS: DACOST
A MAP
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A
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Capítulo 5  –  Urbanização no Brasil 
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Desafios para um novo modelo de urbanização no Brasil
“São seis os desafios que o Brasil enfrenta para 
construir um novo modelo de urbanização, elenca a 
professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo 
da Universidade de São Paulo, Raquel Rolnik: ‘Para 
começar, é preciso superar a ambiguidade da inser-
ção territorial da população de baixa renda’. 
‘Existe há cem anos um lugar ambíguo chamado 
favela, que fica na periferia, tem as piores locali-
zações, a pior infraestrutura urbana. É um espaço 
de transitoriedade permanente, ambiguidade que 
paradoxalmente a democracia consolidou. A era Lula 
incluiu esses moradores nas esferas de consumo, 
colocando em cena novos usuários, como os peque-
nos comerciantes, os motociclistas, o que exacerbou 
a crise urbana, porque esses novos incluídos não 
cabem nas cidades como estão desenhadas.’
Na mesa ‘Urbanismo e Cidades Inteligentes: as 
Metrópoles Possíveis’, que encerrou a primeira parte 
do evento ‘Metrópoles Brasileiras: o Futuro Plane-
jado’, [...] Rolnik afirmou ainda que é necessário 
‘romper’ a prática do controle da política urbana 
pelos operadores privados, do transporte urbano, 
do lixo, das construtoras, que são financiadores dos 
políticos a quem cabe regular essas operações. 
Como terceiro elemento, mencionou a neces-
sidade de criar mecanismos para estruturar uma 
política urbana transformadora e sustentável de 
longo prazo, no horizonte de 20 anos, contrariando 
o modelo em que prevalece o período eleitoral de 
4 anos, que acelera a realização de obras e sufoca o 
planejamento estruturado.
A professora disse também que é preciso criar um 
modelo de financiamento do desenvolvimento urbano, 
hoje conectado ao mesmo sistema direcionado pelo 
calendário eleitoral que demanda obras de curto prazo 
sem olhar o futuro. Padece desse mesmo mal o que ela 
chamou de desafio federativo, já que o modelo tripar-
tite – federal, estadual e municipal – não dá conta da 
gestão metropolitana, pois ‘uma megacidade como São 
Paulo não tem estrutura de gestão para enfrentar os 
problemas da megalópole, enquanto Tóquio e Frank-
furt, por exemplo, são estruturadas como Estados e 
não como um aglomerado de municípios’.
Por último, citou a necessidade de ‘construção do 
espaço público como elemento estruturador’, porque 
as cidades não devem ser destinadas à iniciativa 
privada. ‘A gestão urbana se dá hoje exatamente 
como era na ditadura militar, mas a sociedade bra-
sileira está madura e querendo enfrentar a questão 
da reforma urbana’ – finalizou.”
TARSO
Savio de. O desafio da inserção territorial da população de baixa renda. 
Carta Capital, 21 jul. 2014. Disponível em: . Acesso em: dez. 2015.

 Cite os seis desafios para um novo modelo de urbanização brasileira comentados no texto.
Vista de Salvador (BA), 2015. O crescimento 
desordenado gera desigualdades socioeco-
nômicas aparentes e um espaço segregado.
SÉRGIO PEDREIRA/PULSAR IMAGENS
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Unidade 2  |  Espaço geográfi co e urbanização 
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1.
  O que é especulação imobiliária? Escreva sobre a sua influência no processo de organização do espaço urbano. 
Ela ocorre em seu município? Exemplifique.
2.
  Observe as imagens a seguir. Comente os tipos de habitações retratadas e apresente situações comuns e as 
diferenças relacionadas ao modo de vida e à mobilidade das pessoas que habitam essas moradias.
Vista aérea do bairro Jardim Oceânico, no Rio de Janeiro (RJ), 
situado a cerca de 25 km do centro da cidade, 2016.
Vista aérea da periferia de Carapicuíba (SP), 2014.
Faça no 
caderno
1.
  (IFPE 2014) Analise a figura e o texto a seguir para 
responder à questão.
 
“Da falta de saneamento básico à ausência de asfalto, 
os obstáculos variam – até a localização do assen-
tamento pode ser um problema. ‘As favelas costu-
mam surgir em regiões que outros empreendimentos 
imobiliários não ocuparam: sob pontes e viadutos, 
à beira de córregos ou em encostas de morros’, diz 
Alex Abiko, professor de engenharia civil da USP. A 
urbanização de favelas no Brasil é recente. Nos anos 
60, os moradores eram simplesmente removidos. 
Depois, por volta dos anos 80, programas do governo 
passaram a resolver questões pontuais, como redes 
de água. Hoje, os projetos incluem não só infraestru-
tura, mas também melhora na qualidade de vida.”
Disponível em:
Acesso em: 3 set. 2013.
 
Assinale a alternativa que descreve corretamente 
a forma de ocupação observada na imagem, tão 
comum em muitas cidades brasileiras. 
a)
  Construções em área sujeita a inundações perió-
dicas nas épocas mais chuvosas.   
b)
  Área assistida pelo Poder Público, em relação ao 
problema de déficit habitacional.   
c)
  Ocupação ilegal em área de unidade de conser-
vação ambiental.   
d)
  Construções em encosta com obras de contenção 
e drenagem das águas da chuva.   
e)
  Ocupação de área de risco, em encosta sujeita a 
deslizamentos de terra.   
2.
  (Enem 2014) “
A urbanização brasileira, no início 
da segunda metade do século XX, promoveu uma 
radical alteração nas cidades. Ruas foram alargadas, 
túneis e viadutos foram construídos. O bonde foi a 
primeira vítima fatal. O destino do sistema ferrovi-
ário não foi muito diferente. O transporte coletivo 
saiu definitivamente dos trilhos.”
JANOT
L. F. A caminho de Guaratiba. Disponível em: 
. Acesso em: 9 jan. 2014 (adaptado).
 
A relação entre transportes e urbanização é expli-
cada, no texto, pela 
a)
  retirada dos investimentos estatais aplicados em 
transporte de massa.   
b)
 demanda por transporte individual ocasionada 
pela expansão da mancha urbana.   
c)
 presença hegemônica do transporte alternativo 
localizado nas periferias das cidades.   
d)
 aglomeração do espaço urbano metropolitano 
impedindo a construção do transporte metroviário.   
e)
  predominância do transporte rodoviário associado 
à penetração das multinacionais automobilísticas.   
LUCA A
T
ALLA/PULSAR IMAGENS
O IMP
ARCIAL
DELFIM MAR
TINS/PULSAR IMAGENS
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Capítulo 5  –  Urbanização no Brasil 
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JOVENS NO BRASIL
Mesmo com a taxa de natalidade no Brasil dimi-
nuindo nas últimas décadas, o país ainda é considerado 
um país jovem, com aproximadamente 22 milhões de 
adolescentes entre 12 e 17 anos (dados do IBGE, 2013). 
Essa fatia da população força o poder público a 
investir em cultura, na criação de postos de trabalho e 
meios de profissionalização. A falta de oportunidades 
para os jovens é uma realidade, principalmente para 
aqueles que vivem nas periferias das cidades. Essas e 
outras medidas são alicerces importantes para o desen-
volvimento social deles. 
Engana-se quem pensa que os jovens se preocu-
pam apenas com as inseguranças e conflitos pessoais 
da idade. Desde cedo eles convivem com a realidade 
da sociedade, como a deficiência da educação, os 
serviços precários de saúde, a violência que inclui 
desde aquela relacionada à desigualdade social até a 
de gênero e cor da pele. 
São dilemas que milhões de adolescentes convivem 
diariamente. Para haver uma mudança nesse cenário, 
é importante adotar uma postura ativa e contestadora: 
agir efetivamente na sociedade agora e nas próximas 
décadas e acreditar que outra realidade é possível.  
Diante disso, a nossa proposta de investigação é: O 
que os jovens podem fazer considerando esse cenário? 
Quais são as questões que podem comprometer o futuro 
dos jovens? Estará a sociedade brasileira garantindo a eles 
as oportunidades necessárias para um futuro promissor? 
Leia a seguir os depoimentos de dois adolescentes 
brasileiros, extraídos de uma publicação da ONU (2011).
Para informações, orientações complementares e sugestões para avaliação, 
consultar o Manual do Professor – Orientações didáticas.
O direito de ser adolescente
“O maior desafio da adolescência é ser adoles-
cente. É não pensar tanto no futuro. É não ter tanto 
medo do futuro, do que vamos ser amanhã, quando 
crescermos. É aproveitar toda essa alegria que temos, 
é falar, se divertir, sair, brincar, ter responsabilidade 
também. É aproveitar toda essa fase maravilhosa, 
essa época em que a gente pode fazer o que quer, 
mas agindo de forma a respeitar as pessoas mais 
velhas, agindo de forma a não prejudicar ninguém.”
Aline Czezacki, de 16 anos. Ponta Grossa (PR).
“Nós convivemos diariamente com uma série de 
limitações. Às vezes, um adolescente vai ao posto 
de saúde atrás de uma informação, e não há um 
profissional adequado pra atender. Além disso, eles 
pensam que acesso à educação é ter passagens de 
ônibus, ir ao colégio e depois pra casa. Mas a gente 
sabe que educação é ter acesso ao teatro, à cultura, 
à música, à biblioteca, e isso falta realmente.”
Landerson Siqueira Soares, de 18 anos. Rio de Janeiro (RJ).
Sites que podem ajudá-lo na realização deste projeto:
IBGE
www.ibge.gov.br/series_estatisticas
Educação & Participação 
www.educacaoeparticipacao.org.br
Mapa da Violência 
www.mapadaviolencia.org.br/mapa2014_jovens.php
Portal Aprendiz 
http://aprendiz.uol.com.br
Revista Adolescência e Saúde 
www.adolescenciaesaude.com/default.asp
O direito de ser adolescente 
www.unicef.org/brazil/pt/br_sabrep11.pdf
Relatório Mundial sobre Drogas 2015 (World Drug 
Report 2015, em inglês)
www.unodc.org/documents/wdr2015/World_Drug_
Report_2015.pdf
PROJETO: SITUAÇÃO DOS JOVENS NA SOCIEDADE BRASILEIRA


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