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Figura 14.
 Painel eletrônico marca 
35 °C no bairro do Flamengo, no 
Rio de Janeiro (RJ), 2014. Estu-
dos conduzidos pela Universidade 
de São Paulo (USP) demonstra-
ram que, em um dia quente de 
verão, as temperaturas em uma 
avenida cercada de prédios, con-
creto, asfalto e vidros podem ser 
até dois graus mais altas do que 
num parque arborizado na mesma 
cidade. Se essa mesma avenida 
fosse arborizada, a temperatura 
atmosférica poderia diminuir 
cerca de um grau, mas a sen-
sação térmica para os pedestres 
seria de até 12 graus a menos.
ISMAR INGBER/PULSAR IMAGENS
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Unidade 2  |  Espaço geográfico e urbanização 
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Algumas áreas verdes que restam em muitas grandes cidades brasileiras se trans-
formam em parques urbanos destinados às atividades de lazer e entretenimento. Tal 
fato acaba sendo explorado pela especulação imobiliária nos bairros do entorno, já 
que a população pode desfrutar de uma melhor qualidade do ar, de um 
microclima 
mais ameno e de uma paisagem esteticamente atraente.
•  Destinação do lixo
A quantidade e o destino do lixo produzido nas áreas urbanas também são sérios 
problemas ambientais. Ao ser depositado em terrenos impróprios, o lixo causa mau 
cheiro, proliferação de roedores e baratas e contaminação do solo e da água (com 
o chorume), provocando danos sociais e ambientais (figura 15).
O aumento da quantidade de lixo produzido e a falta de espaço destinado à 
construção de aterros sanitários dificultam a resolução do problema. Eles acabam 
sendo construídos em áreas cada vez mais distantes das cidades, já que as pessoas 
não devem morar em lugares próximos a eles. As operações de despejo dos resíduos 
sólidos passam a ficar cada vez mais custosas, onerando os cofres públicos.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)
Para lidar com o crescente volume de lixo produzido nas cidades e os problemas advindos dele, foi 
criada, em 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que regula amplamente a questão, incen-
tivando hábitos de consumo sustentáveis e a reciclagem, e responsabilizando fabricantes, distribuidores, 
comerciantes, o Estado e o cidadão pela diminuição do volume de resíduos e dos impactos por eles gerados.
Entre as principais determinações da PNRS, estão a logística reversa, que responsabiliza os fabricantes 
por todo o ciclo de vida de seus produtos, inclusive o descarte e a destinação corretos de embalagens e 
produtos descartados, e a proibição dos lixões a céu aberto, que devem ser substituídos por 
aterros sanitários.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos previa que em 2014 não deveriam existir 
mais lixões no Brasil, mas houve prorrogação do prazo para 2018. Em 2014, apenas 
cerca de 40% do lixo produzido no país tinha destino adequado, ou seja, em aterros 
sanitários, onde há melhor proteção para minimizar a contaminação do ar, do solo 
e de lençóis freáticos. Com a existência dos lixões, esses três elementos sofrem 
contaminação, pois em sua formação não existe nenhum tipo de preparação, como: 
manta de argila e PVC para proteger o solo e o lençol freático; cobertura diária para 
não poluição do ar; captação e queima do metano; tratamento do chorume – resíduo 
da decomposição do lixo orgânico. Além disso, o índice de reciclagem de materiais, 
apesar de ter crescido nos últimos anos no país, ainda é muito baixo: menos de 5% 
dos resíduos são destinados à coleta seletiva.
Microclima 
Variação climática que ocorre 
em uma área dominada 
por determinado tipo de 
clima. Ocorre, por exemplo
nas grandes cidades, onde 
a maciça sobreposição de 
concreto e asfalto e a vegetação 
escassa levam a um aumento 
da temperatura atmosférica em 
algumas áreas.


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