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TerritorioSociedade 3 MP 0103P18053 PNLD 2018 (1)
TerritorioSociedade 3 MP 0103P18053 PNLD 2018 (1)
Figura 13.
 Soldados do exército brasileiro, no 
combate ao mosquito Aedes aegypti, em Recife 
(PE), 2016. Problemas com infraestrutura de 
saneamento básico podem ocasionar a ocorrência 
de doenças e epidemias, como a zika e a dengue.
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Capítulo 5  –  Urbanização no Brasil 
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As dificuldades de abastecimento de água à população das regiões metropolita-
nas são cada vez maiores por causa da poluição das bacias hidrográficas, onde o 
esgoto – muitas vezes sem tratamento – é despejado, e da ocupação das áreas de 
mananciais. Esse problema, associado ao desperdício e a vazamentos, aumenta os 
riscos de racionamento e escassez de água potável nas grandes cidades brasileiras 
(reveja o Capítulo 10 do Volume 1).
Visando rever essa situação foi criado o Plano Municipal de Saneamento Básico 
(PMSB). Essa lei obriga todos os municípios brasileiros a formular políticas públi-
cas que tenham como objetivo levar o saneamento básico a toda sua população, 
incluindo esgotamento sanitário, abastecimento de água, manejo dos resíduos 
sólidos e drenagem urbana. Apesar de sancionada em 2007, a obrigatoriedade 
estava prevista para 2016.
A irregularidade na distribuição de água pelo sistema, com interrupções no 
fornecimento, comuns em vários municípios do Brasil, faz com que muitas pes-
soas armazenem água para consumo em reservatórios destampados que podem 
se tornar um criadouro para o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, 
zika e chikungunya. O Brasil conheceu epidemias de zika e dengue em meados 
da década de 2010. A falta de redes de esgoto é outro fator que contribui para 
ocorrência de epidemias.
•  Poluição do ar
A má qualidade do ar, decorrente da elevada emissão de poluentes, sobretudo 
por veículos, e a falta de áreas verdes são fatores que prejudicam a qualidade de 
vida da população nas grandes cidades brasileiras. Tanto no Brasil como no mundo, 
diversas doenças pulmonares e cardiovasculares são causadas pela péssima qua-
lidade do ar urbano. 
A expansão populacional em ritmo acelerado sobre as áreas limítrofes à man-
cha urbana reduz a quantidade de áreas com remanescentes de vegetação. Além 
disso, as áreas verdes e as árvores das cidades são, muitas vezes, destruídas para 
dar lugar a vias pavimentadas e a construções. Além da piora da qualidade do ar, a 
escassez de vegetação traz outros problemas, como o aumento das temperaturas e 
da sensação de calor (figura 14).

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