Territorio e Sociedade3 pnld18 pr pontualOK. pdf



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Número de servidores
De 0,1 a 0,9
De 1 a 9
De 10 a 54
De 73 a 278
De 312 a 741
Sem dados 
A espessura dos fluxos é proporcional 
à capacidade de interligação disponibilizada
pelos operadores (mais de 300 em 2005)
 
BRASIL
ESTADOS
UNIDOS
CANADÁ
CHINA
ÍNDIA
JAPÃO
AUSTRÁLIA
N
0
2.500 km
Fonte: FERREIRA, Graça M.L. Atlas geográfico: espaço mundial. 4. ed. São Paulo: Moderna, 2013. p. 55.
Note que os fluxos entre os servidores, que partem sobretudo das cidades e chegam a elas, são 
mais intensos entre os países desenvolvidos.
2 Sobre a hierarquia urbana das cidades brasileiras, veja o Capítulo 5 deste volume.
SONIA V
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Capítulo 4  –  Urbanização mundial 
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METRÓPOLES E CIDADES GLOBAIS
As metrópoles são cidades populosas, adaptadas à economia globalizada. Em 
geral, preservam suas tradições, sua arquitetura e seu patrimônio histórico, caso 
principalmente das cidades europeias. Costumam ter as melhores instalações 
urbanas, concentram as principais universidades e bancos do país, além de sediar 
as maiores empresas nacionais e transnacionais. Constituem o mais importante 
centro de consumo, poder político, inovação e difusão cultural. Nelas também 
se concentra uma vasta gama de serviços especializados e de estabelecimentos 
comerciais diversificados.
As metrópoles são polos cuja influência se estende sobre cidades de uma vasta 
região geográfica. Constituem grandes centros de atração de investimentos e estão 
articuladas com as cidades globais, podendo, em alguns casos, ser classificadas 
como tais. No entanto, sua importância e capacidade de polarização geralmente 
estão restritas ao território nacional.
Segundo Milton Santos, também deveriam estar associadas ao conceito de metró-
pole características como direitos humanos e cidadania (direito a moradia, educação, 
saúde, emprego, segurança etc.), o que limitaria esse conceito a algumas cidades 
dos países desenvolvidos.
Várias metrópoles tornaram-se cidades globais a partir da década de 1990, fruto 
do processo de globalização inclusive nos países classificados como emergentes.
A participação do país na economia global depende muito da ampliação das 
funções das grandes cidades, de modo que estas se tornam centros de negócios e 
passam a articular-se com os principais polos econômicos mundiais e, ao mesmo 
tempo, com o mercado nacional. Portanto, elas são o principal elo do país com o 
exterior, em razão de seu dinamismo econômico (sobretudo o setor dos serviços) 
e de sua infraestrutura diversificada e moderna, com eficientes equipamentos de 
telecomunicações (telemática), portos e aeroportos, redes de hotéis, importantes 
centros de compras etc. (figura 13).
Nos países mais integrados à economia globalizada, as conexões com a econo-
mia mundial são feitas principalmente a partir das cidades globais. Elas possuem 
uma dimensão econômica e política, pois promovem a regulação das operações 
financeiras de mercados e empresas, além de serem consideradas centros de poder 
político nacional e internacional.
Figura 13. 
Zurique (Suíça) é 
uma importante cidade glo-
bal, sede de grandes institui-
ções financeiras e de diversas 
empresas. Na imagem, vista 
noturna da cidade em 2014.


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