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Figura 4.
 Conjunto de habitações 
precárias em Paris (França), 
cerca de 1878.
 
THE BRIDGEMAN AR
T LIBRAR
Y/KEYSTONE BRASIL
O sistema de bulevares 
implantado por G. E. Haussmann 
facilitava o rápido deslocamento 
das tropas de cavalaria e artilha-
ria, além de dificultar a formação 
de barricadas pelo movimento 
operário em confronto 
com a polícia.
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Figura 5. 
Vista aérea do Arco do 
Triunfo, em Paris (França), 2015.
URBANISMO CULTURALISTA
O urbanismo culturalista pensou a cidade pela sua importância cultural e o valor 
estético que apresenta. Ressalta que a estética, no sentido de belo, do espaço urbano 
é fundamental para satisfação das necessidades espirituais dos cidadãos: o espaço 
público deve valorizar o lazer e as atividades culturais, e as edificações devem ser pau-
tadas pela harmonia e beleza, pelas emoções positivas que provocam na vida cotidiana.
O austríaco Camilo Sitte (1843-1903) foi um dos seus precursores, ressaltando a 
importância do espaço público (praças, monumentos e edificações históricas) para 
a vida na cidade. No início do século XX, essas concepções influenciaram interven-
ções urbanísticas em diversas cidades do mundo, inclusive do Brasil, como Rio de 
Janeiro, Santos e São Paulo. No Reino Unido, o urbanismo culturalista baseou-se no 
modelo das cidades-jardins. Concebida pelo arquiteto Ebenezer Howard (1850-1928), 
propunha uma solução para que os indivíduos pudessem compartilhar uma relação 
harmônica com a natureza em pleno ambiente urbano (figura 6).
Figura 6.
 As cidades-jardins, pro-
dutos do urbanismo culturalista, 
foram planejadas para abrigar 
um número limitado de habitan-
tes, sendo servidas por amplas 
áreas verdes, serviços públicos, 
boas vias de circulação e ativi-
dades sociais. Sua concepção 
urbanística marca ainda hoje a 
paisagem de muitas cidades no 
Reino Unido, nos Estados Uni-
dos e em outros países. Na ima-
gem, cidade-jardim em Milton 
Keynes (Inglaterra), 2010.
KENZO TRIBOUILLARD/AFP
ROBIN WEA
VER/ALAMY STOCK PHOTO/FOTOARENA
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Capítulo 4  –  Urbanização mundial 
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URBANISMO NO SÉCULO XX
No século XX, com as tecnologias promovidas pela Revolução Industrial, o concreto 
armado, o ferro, o aço, o alumínio e o vidro, entre outros materiais, criaram novas 
possibilidades de instalação urbana e assentamento da população. O arranha-céu 
possibilitou o crescimento verticalizado e ampliou o adensamento populacional, 
principalmente nas grandes cidades.
O urbanismo da primeira metade do século XX foi marcado pelo 
funcionalismo ou 
racionalismo. Cada espaço da cidade seria, assim, destinado a uma forma específica 
de uso do solo, com o 
zoneamento urbano respondendo a necessidades utilitárias. 
Isso resultou na criação de bairros residenciais, comerciais e de serviços interligados 
por extensas vias de circulação. Observe a figura 7. 
 
No Brasil, a cidade de Brasília, projetada no final da década de 1950 por Lúcio 
Costa (1902-1998) – responsável pela concepção urbanística – e Oscar Niemeyer 
(1907-2012) – responsável pelo projeto arquitetônico –, é o exemplo mais importante 
da influência do urbanismo racionalista. Esse projeto incorporou os princípios do 
urbanismo moderno e os ingredientes próprios da conjuntura econômica do país à 
época, marcada pelo desenvolvimento da indústria automobilística. Brasília foi cons-
truída durante o governo de Juscelino Kubitschek (1902-1976), de 1956 a 1961.
Brasília se transformou num símbolo mundial do urbanismo racionalista e da 
arquitetura moderna (figura 8, na página seguinte). A cidade já foi chamada de 
capital estratégica, por afastar o centro decisório do poder político das grandes áreas 
de aglomeração humana; de cidade do automóvel; de cidade fria, que não acumula 
tradições; e de cidade monumento, pelo arrojo de suas obras arquitetônicas – o que 
a levou a ser reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade.
Atualmente, a realidade dessa cidade planejada é outra, sobretudo no seu entorno 
e particularmente nas cidades-satélites (leia o Entre aspas, na próxima página). O 
crescimento populacional das últimas décadas foi acompanhado pelo aumento de 
favelas. As residências destinadas à população de maior poder aquisitivo se expandem 
sobre as áreas de mananciais e remanescentes de áreas verdes.
Figura 7.
 Projeto desenvolvido 
entre 1922 e 1925 pelo arquiteto 
suíço Le Corbusier (1887-1965), 
um dos principais expoentes do 
urbanismo racionalista europeu
para reestruturar parte do centro 
de Paris, à margem esquerda do 
Rio Sena. Podem-se observar na 
maquete algumas característi-
cas dessa corrente urbanística: 
os arranha-céus e avenidas orto-
gonais e as linhas geométricas.
FONDA
TION LE CORBUSIER
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Figura 8.
 Vista aérea de superqua-
dras residenciais do bairro nobre 
Asa Norte, área tombada pela 
Unesco, em Brasília (DF), 2013.
Ao trabalhar os aspectos arquitetôni-
cos de Brasília é possível acessar o 
site 
da Fundação Oscar Niemeyer (disponí-
vel em: ), que 
apresenta diversas informações sobre 
a vida e a obra de Oscar Niemeyer, res-
ponsável pelos projetos arquitetônicos 
de Brasília, hoje Patrimônio Histórico 
da Humanidade. O 
site apresenta ima-
gens tanto das mais importantes obras 
de arquitetura de Niemeyer, como 
de desenhos, gravuras e esculturas, 
possibilitando uma integração com 
a disciplina de Arte. É interessante 
observar que as linhas curvas e sua-
ves estão presentes em todas as suas 
obras. Outro 
site interessante é o do 
Museu Virtual de Brasília (disponível 
em: PT/plano_piloto.html>). Nele é possível 
também acessar imagens da cidade
além de obter uma explicação deta-
lhada sobre a estrutura e característica 
do Plano Piloto.
2016 DIGIT
AL GLOBE/GOOGLE EAR
TH
RUBENS CHA
VES/FOLHAPRESS


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