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Figura 13.
 Habitantes de Phnom Penh (Camboja) deixam a capital 
acompanhados pelo exército, em 1975.
RUBENS GERCHMAN. OS DESAP
ARECIDOS. 1965.
ROLAND NEVEU/LIGHTROCKET VIA GETTY IMAGES
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Unidade 1  |  Etnia, diversidade cultural e confl itos 
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PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DA ARGÉLIA
A Guerra da Argélia (1954-1962) é um exemplo de violência, violação dos direitos 
humanos e métodos terroristas praticados pelos dois lados envolvidos no conflito.
A guerra foi desencadeada pela Frente de Libertação Nacional (FLN), fundada em 1954 
pelo político argelino Ahmed Bem Bella (1918-2012), que tinha como objetivo lutar pelo 
fim do domínio francês, iniciado em 1830. No início a FLN entrou em conflito direto com os 
extremistas Pieds-Noirs (Pés Negros), como eram denominados os colonos franceses, que 
temiam que o governo parisiense acabasse abrindo mão da Argélia e foram responsáveis 
por frequentes atentados terroristas contra os árabes argelinos. Posteriormente, a luta da 
FLN foi travada contra o próprio exército francês: a França deslocou mais de meio milhão 
de soldados para a Argélia durante a guerra. Apesar das vitórias iniciais dos franceses, a 
FLN desencadeou extensa campanha de terrorismo urbano em agosto de 1956.
Entre janeiro e setembro de 1957, o general francês Jacques Massu (1908-2002) 
conseguiu desestabilizar os grupos que lutavam pela independência. Esse período 
do conflito ficou conhecido como Batalha de Argel. O uso da tortura contra os pri-
sioneiros argelinos foi reconhecido pelo próprio general Massu e por outros militares 
franceses, alguns anos depois.
A França chegou a criar campos de refugiados, cercados de arames farpados, 
para onde foram deslocadas pessoas que perderam casas e propriedades durante 
a guerra, camponeses e franceses simpáticos à causa da independência argelina. 
Mais de 1 milhão de pessoas fugiram para a Tunísia e para o Marrocos por causa da 
violência da guerra ou para se livrar dos campos de refugiados, caracterizados por 
alguns como verdadeiros campos de concentração. Veja a figura 14.
APARTHEID NA ÁFRICA DO SUL
Na África Subsaariana, praticamente nenhum país esteve imune às violações dos 
direitos humanos e ao terror praticado pelo Estado. Mas, sem dúvida, a África do Sul 
marcou o século XX em razão da institucionalização da violência e da segregação 
racial contra os negros.
Os conflitos entre o Estado segregacionista comandado pelos brancos e os movi-
mentos negros tiveram início ainda na primeira década do século XX. Criada em 1910, 
a República da África do Sul promulgou a Lei de Terras, que destinava 87% das terras 
sul-africanas para os 18% que formavam a população branca. Os negros, impedidos de 
participar das decisões políticas, eram considerados apenas mão de obra para agricultura
exploração das minas, serviços domésticos etc. Alguns chegaram a fazer parte da própria 
polícia sul-africana, colaborando, ironicamente, para o cumprimento das leis racistas.
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