Territorio e Sociedade3 pnld18 pr pontualOK. pdf


Página72/519
Encontro29.09.2021
Tamanho
1   ...   68   69   70   71   72   73   74   75   ...   519
Fontes: BOLÍVAR, Iago. Horror em 
Beslan marca nova centralização do 
poder na Rússia. Folha de S.Paulo
3 mar. 2009. Disponível em: 
folha.uol.com.br
>; Atlas des crises 
et des conflits. Paris: Armand Colin, 
2013, p. 33 e 41.
Figura 8.
 Combatentes chechenos 
durante cerco do exército russo na 
capital Grózny, durante a primeira 
guerra da Chechênia, em 1995.
SONIA V
AZ
P
A
TRICK CHAUVEL/SYGMA/CORBIS/FOTOARENA
37
Capítulo 2  –  Confl itos étnico-nacionalistas e separatismo 
TS_V3_U1_CAP02_031_059.indd   37
23/05/16   19:03


Em 1999, os rebeldes chechenos retomaram 
os combates e ataques terroristas a Moscou e a 
outras cidades russas. Associados a guerrilheiros 
fundamentalistas islâmicos, daguestanis inva-
diram a república vizinha do Daguestão, com o 
objetivo declarado de criar um Estado Islâmico 
independente na região do Cáucaso. O Dagues-
tão é a república russa estratégica, com a maior 
área de acesso ao Mar Cáspio e, atualmente, 
com maior número de ações terroristas no país. 
Essas ações armadas deflagraram a Guerra 
do Daguestão ou segunda guerra da Chechênia, 
cuja ofensiva militar reduziu a capital Grózny a 
escombros e dizimou parte expressiva da popu-
lação civil. Os russos assumiram o controle da 
situação no início do ano 2000, mas os combates 
continuam por meio de ações terroristas (figura 9). 
A instabilidade ainda é latente na região.
•  Ossétia do Sul e Abecásia
Outro movimento separatista, mas na parte asiática do Cáucaso, ocorrido no com-
passo da instabilidade econômica e política que levou ao colapso da União Soviética, 
deu-se na Geórgia, envolvendo a Ossétia do Sul e a Abecásia. 
Apesar de situada no território da Geórgia, a Ossétia do Sul mantinha relações 
de identidade com a Ossétia do Norte (em território russo), com a qual compartilha 
raízes étnicas e culturais comuns; já os georgianos da Ossétia do Sul representavam 
menos de um terço da população. A guerra separatista foi desencadeada no início 
de 1990 e se estendeu por mais de um ano.
Na Abecásia, tentativas separatistas provocaram uma guerra civil em 1992. O 
governo georgiano tentou negociar maior autonomia com as lideranças separatis-
tas e abriu diversas possibilidades de diálogo, 
desde que não questionassem a integridade 
territorial do país.  
A tensão entre as repúblicas separatistas e a 
Geórgia aumentaram com a eleição de Mikhail 
Saakashvili (1967-), em 2004. A política externa 
do presidente Saakashvilli esteve direcionada a 
integrar a Geórgia à União Europeia e à Otan. 
Essa política pró-Ocidente aproximou ainda mais 
o governo russo dos separatistas, tanto da Ossétia 
do Sul como da Abecásia. Após conflitos e com o 
apoio do exército russo, a Ossétia do Sul e a Abe-
cásia conquistaram a independência (figura 10).
A Rússia sinalizou claramente diante desse 
confronto separatista que estará disposta a des-
locar suas tropas e a fazer uso da força militar 
sempre que seus interesses forem ameaçados 
na região. 
Apesar das disputas econômicas com as 
outras potências pelos recursos econômicos e 
naturais das regiões do Caúcaso e do Mar Cáspio, 
os interesses e a presença ostensiva da Rússia 
deverão prevalecer por longo tempo.


Compartilhe com seus amigos:
1   ...   68   69   70   71   72   73   74   75   ...   519


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal