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participa, seja da vida familiar, na escola, no bairro


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participa, seja da vida familiar, na escola, no bairro 
onde vive, na cidade onde mora. Afinal, é diferente 
ser adolescente em uma aldeia indígena, na perife-
ria de uma grande cidade, no sertão, ou ainda em 
família, num abrigo, nas ruas, frequentando ou 
não uma escola. Num País com tamanha diversi-
dade e disparidades regionais, étnicas, culturais e 
socioeconômicas, essas adolescências reúnem uma 
pluralidade de possibilidades, expectativas, expe-
riências, significados e desafios para a garantia do 
direito de ser adolescente. 
O papel dos adultos
Para assegurar esse direito de ser adolescente 
de forma saudável, estimulante e protegida, a pre-
sença dos adultos é crucial. Sejam eles pais, educa-
dores, parentes, amigos, vizinhos, autoridades ou 
pessoas que de alguma forma convivem com essas 
garotas e garotos, os adultos precisam assumir uma 
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perspectiva pedagógica, de diálogo, de respeito 
e de referência para a construção de limites e de 
cuidados para com os adolescentes, assegurando 
seu desenvolvimento integral. 
Não há melhor tempo que este, a adolescência, 
para proporcionar a meninos e meninas experiên-
cias que os ajudem nas escolhas sobre sua vida, que 
os orientem sobre como se proteger e proteger o 
outro, que os estimulem a construir sua autonomia
mas também sua alteridade. 
Em casa, na escola, na rua, no posto de saúde, 
em qualquer lugar, nem o autoritarismo, que 
reprime a construção da autonomia, nem a ausên-
cia da orientação e a falta de limites, que normal-
mente resultam em negligência, contribuem para 
a realização do potencial de desenvolvimento dos 
adolescentes como cidadãos e cidadãs. A presença 
adulta na vida dos adolescentes deve ajudar a pro-
mover o diálogo entre gerações e a transformar 
ideias em propostas. Se os adolescentes têm muita 
energia e criatividade, os adultos têm mais reper-
tório, maior leque de práticas e devem assumir 
perante os adolescentes uma postura de troca de 
histórias e experiências. 
Os adolescentes esperam dos adultos esse papel 
de guiar e conversar. Quando se manifestam, em 
conferências, plenárias, eventos e mesmo quando 
são ouvidos em pesquisas, meninos e meninas 
afirmam com clareza a importância que dão à pre-
sença dos mais velhos em seu processo de desen-
volvimento. Realizada pelo Unicef nos anos de 
2003 e 2007, a pesquisa Voz dos Adolescentes
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1 Unicef. A voz dos adolescentes. Adolescentes e jovens do Brasil

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