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participação de professores de História e Sociologia


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participação de professores de História e Sociologia. 
Sempre que o tema permitir, é interessante orientar 
os estudantes a pesquisar a realidade que os cerca, 
como, por exemplo, a ocorrência de determinada 
situação na escola, no bairro ou no município.
•  Movimentos xenófobos no mundo atual.
•  A civilização chinesa e a hindu.
•  A importância da influência dos africanos na 
cultura brasileira.
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•  A importância da influência dos povos indígenas 
na cultura brasileira.
•  Conflitos relacionados à invasão de Terras 
Indígenas.
•  Movimentos relacionados aos afro-brasileiros 
no Brasil atual.
•  Os conflitos étnico-nacionalistas na atualidade.
•  A situação atual do conflito israelo-palestino.
•  Os recentes ataques terroristas – motivações 
e reações.
•  Levantamento das universidades brasileiras 
que aderiram ao sistema de cotas para afro-
descendentes e de como aplicam esse tipo de 
ação afirmativa. Os estudantes deverão ela-
borar um texto em cuja introdução dissertem 
sobre a origem desse tipo de ação afirmativa 
e como ela é levada a cabo em países ao 
redor do globo, como Brasil, Estados Unidos 
e África do Sul.
Debates
As pesquisas sugeridas anteriormente podem 
dar subsídios aos estudantes para debates interes-
santes. Incentive e oriente esse tipo de atividade, 
mostrando-lhes a importância de se informar sobre 
um assunto antes de debatê-lo e de apresentar 
argumentos, e não meras especulações. Durante o 
debate, os estudantes têm, ainda, a oportunidade de 
desenvolver importantes aspectos atitudinais, como 
expressar claramente os pensamentos, respeitar a 
opinião alheia, mesmo discordando dela, esperar a 
vez de se colocar, entre outros.
Considerando os ataques terroristas da atualidade, 
proponha aos estudantes uma discussão sobre o 
tema: direitos humanos e perdas de vida nos ata-
ques terroristas. Para estimular a discussão, retome o 
conceito de terrorismo, suas principais motivações e 
modos de atuação. Em seguida, conduza a discussão, 
fazendo-lhes perguntas do tipo: 
•  Em que medida órgãos e países estrangeiros, 
sobretudo as grandes potências, podem ou não 
atuar em questões nacionalistas de um país? 
•  De que maneiras é possível contrapor-se a 
governos e suas decisões respeitando-se os 
direitos humanos? 
•  Como conciliar interesses divergentes de pes-
soas, grupos e nações? 
Comente que os Estados que ratificaram o Sistema 
Internacional de Proteção dos Direitos Humanos, 
elaborados ao longo de décadas, devem cumprir 
e respeitar os parâmetros lá estabelecidos. Nessa 
perspectiva, a segurança é um direito fundamental, 
que deve ser garantido, assim como os demais, e em 
observância às normas jurídicas estabelecidas pela 
comunidade internacional. Assim, a investigação e 
a punição dos crimes de terrorismo devem ser rea-
lizadas dentro da legalidade, ou seja, garantindo a 
segurança e a dignidade das populações. 
Expressão artística: diversidade 
O tema desta unidade pode ser trabalhado pelos 
estudantes por meio da expressão artística. A questão 
da diversidade étnica apresenta inúmeras possibilida-
des de uso da criatividade. A expressão artística, por 
sua vez, possui vertentes variadas, e os estudantes 
podem optar por alguma delas, individualmente ou 
em grupos, para realizá-la. 
Música, dança, teatro, poesia, crônica, desenho, 
pintura, escultura, grafite, charge, colagem, fotogra-
fia, vídeo ou mesmo a combinação de algumas dessas 
expressões podem ser explorados em atividades na 
sala de aula ou na escola, compreendendo exposi-
ções e apresentações em que os estudantes terão 
a oportunidade não só de revelar suas habilidades 
como também de demonstrar sua compreensão dos 
temas estudados.
Algumas sugestões:
•  Desenho ou colagem de fotografias em que 
se revele a influência da cultura africana na 
moda, nas artes, nas ciências, na política e na 
economia brasileiras.
•  Grafite sobre o tema dos conflitos étnico-nacio-
nalistas. Para a atividade, os estudantes podem 
utilizar espaços da escola (como muros) ou 
até da comunidade local, caso seja possível 
(investigue antes essa possibilidade, consul-
tando órgãos públicos ou até mesmo donos 
de algumas propriedades privadas). Caso não 
seja possível utilizar espaços na escola ou na 
comunidade para a realização dos grafites, os 
estudantes poderão usar grandes folhas de 
papel 
kraft ou cartolinas coladas.
•  Apresentação musical de composições pró-
prias ou existentes envolvendo temas rela-
cionados às diversas culturas indígenas e/ou 
afrodescendentes.
•  Realização e apresentação de vídeos em que 
se mostrem situações de convivência pacífica 
de etnias no espaço público.
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Estudo do meio
Proponha aos estudantes uma visita a uma comuni-
dade quilombola ou indígena que seja de fácil acesso. 
Antes, porém, discuta com eles os objetivos a serem 
alcançados (conhecer aspectos dos modos e das 
condições de vida dessas comunidades, sua história, 
desafios e conquistas, como se integram às pessoas de 
fora de sua comunidade, entre outros), e as estratégias 
a serem utilizadas para isso (pesquisa preliminar sobre 
a comunidade a ser visitada, entrevistas com seus 
membros, observação da paisagem etc.).
O estudo do meio é uma atividade rica e de 
extrema importância para a compreensão e a signi-
ficação dos conteúdos trabalhados em Geografia. É 
potencializado se desenvolvido com professores de 
outras disciplinas. Seu sucesso, no entanto, requer 
atividades a serem desenvolvidas com os estudantes 
antes, durante e depois da ida a campo. 
Para subsidiá-lo na realização do trabalho de 
campo, sugerimos a leitura do texto a seguir, bem 
como do texto “Etapas na organização do estudo do 
meio”, que apresentamos na página 311. 
O trabalho de campo e o ensino
“A utilização do trabalho de campo como ins-
trumento didático não tem sido alvo de muitas 
reflexões. Não deveria ser assim, afinal, todo 
professor de Geografia – principalmente dos 
ensinos Médio e Fundamental – já deve ter se 
irritado quando ouviu de seus estudantes ou dos 
professores de outras disciplinas que no dia tal 
não haveria aula porque tinha passeio, marcado 
pelo professor de Geografia... Será que de fato 
promovemos passeios?
Em uma das poucas contribuições para este 
debate, Lacoste [...] considera que a expedição/
exposição tem importante papel de formação dos 
estudantes de Geografia, mas insuficiente, pois 
não passa de iniciação à pesquisa. O mesmo autor 
critica as excursões de ônibus, nas quais ‘os pro-
fessores, nas diferentes paradas que previram no 
percurso, fazem um discurso diante dos estudantes 
passivos’ (LACOSTE, Yves. Pesquisa e trabalho de 
campo. In: 


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