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Amazônia: terra com 
futuro
De Marcelo Leite. 
Ática, 2006.
Trata-se de aventuras 
protagonizadas por 
adolescentes na Amazônia. 
Ao misturar a ciência 
geográfica com a ficção, o 
autor torna a leitura mais 
prazerosa e divertida.
Amazônia: contrastes 
e perspectivas
De Charles Pennaforte. 
Atual, 2006 (Coleção 
Geografia sem fronteiras).
Discorre sobre os 
desafios de explorar 
economicamente a 
Amazônia sem destruí-la.
BIBlIOTECA NACIONAl, RIO dE JANEIRO, BRASIl.
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unidade 4  |  Brasil: perspectivas e regionalização 
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Figura 29.
 Exploração de bauxita 
em Carajás (PA), 2012.
dentre vários outros, destaca-se na história da ocupação da Amazônia o Projeto 
Grande Carajás. O projeto reuniu diferentes atividades e setores, como a indústria 
extrativista, a construção de uma hidrelétrica (Tucuruí) e de uma estrada de ferro, 
conforme estudado na Unidade 2 do Volume 1 desta coleção. Veja a figura 29.
rodovias como vetores do desmatamento
O complexo da Amazônia é um dos menos servidos em transporte rodoviário e 
melhor em hidroviário. A construção e a recuperação de rodovias que cortam a região 
amazônica são cercadas de polêmicas entre diferentes setores da sociedade. Isso 
porque, apesar de facilitar a circulação de mercadorias e pessoas, as rodovias são 
os grandes vetores do desmatamento. 
A recuperação da BR-319, inaugurada em 1976, com aproximadamente 900 km 
de extensão e única ligação por terra entre Porto Velho (RO) e Manaus (AM), foi muito 
criticada. As obras para recompor a rodovia, que teve trechos retomados pela floresta, 
foram iniciadas em 2008. Para tanto, o Ministério do Meio Ambiente, por meio do Ibama
determinou que fossem criadas unidades de conservação e, além disso, sistemas de 
monitoramento para acompanhar intervenções no espaço localizado às suas margens. 
O entorno da BR-319, dentro do bioma Amazônia, é um dos locais que apresentam 
mais expressiva biodiversidade e um dos mais preservados.
Também gerou preocupação entre os ambientalistas o asfaltamento da BR-163 – 
Cuiabá-Santarém –, que servirá, em boa parte, ao escoamento da produção agrícola 
de Cuiabá (MT) até Santarém (PA), na confluência dos rios Tapajós e Amazonas, 
de onde as mercadorias poderão seguir para o mercado externo, por via fluvial até 
o Oceano Atlântico.
indústria
A atividade industrial foi implementada na Amazônia com a criação da Supe-
rintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), órgão do governo federal que 
administra a zona Franca. Por meio de parcerias com governos estaduais e muni-
cipais, o órgão procura minimizar o chamado “custo amazônico”, ou seja, aquele 
decorrente da dificuldade de circulação de mercadorias, do mercado consumidor 
reduzido, comparativamente ao Centro-Sul, dos custos de produção maiores – entre 
outros fatores –, que não estimulariam investimentos privados na região amazônica.
Até 2014, a zona Franca de Manaus empregava cerca de 126 mil trabalhadores. 
Com a retração forte na economia no ano seguinte, esse número havia caído para 88 mil 
no final de 2015. As 600 empresas instaladas no polo fazem parte, principalmente, dos 
segmentos de eletroeletrônicos, bens de informática, duas rodas, termoplástico, químico, 
metalúrgico, mecânico, descartáveis (isqueiros, canetas, barbeadores), entre outros.
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Capítulo 11  –  Complexos regionais brasileiros 
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Além da zona Franca de Manaus, a Suframa administra as áreas de livre-comércio, 
que gozam de regime fiscal privilegiado em relação à importação e à exportação e foram 
estabelecidas com a finalidade de promover o desenvolvimento das regiões de fronteira 
da Amazônia e de incrementar as relações bilaterais com os países vizinhos (figura 30).
 
Fonte: Superintendência da Zona Franca de Manaus. Disponível em: 
. Acesso em: dez. 2015.
Figura 30. amazônia: áreas de livre-comércio administradas pela suframa – 2015
Itacoatiara
Tabatinga
Cruzeiro do Sul
Ji-Paraná
Guajará-Mirim
Vilhena
Santana


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