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Figura 15. 
Beneficiamento da cas-
tanha-do-pará em cooperativa na 
cidade de Lábrea (AM), 2015.
EDMAR BARROS/FUTURA PRESS
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unidade 4  |  Brasil: perspectivas e regionalização 
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Na faixa de fronteira estão as cidades-gêmeas 
(uma de cada lado da linha de limite entre os terri-
tórios), que possibilitam uma maior integração eco-
nômica, comercial e cultural entre os países frontei-
riços. São vários, também, os problemas verificados 
na faixa de fronteira: contrabando, tráfico de drogas, 
tráfico de animais, ingresso ilegal de imigrantes, 
entre outros.
Observe algumas dessas informações sistema-
tizadas e cartografadas no mapa a seguir.
Brasil: território, faixa de fronteira, arcos e cidades-gêmeas – 2011
60° O
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
EQUADOR

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SURINAME
GUIANA
Saint George‘s/
Oiapoque
Lethen/
Bonfim
Santa Elena/
Pacaraima
Letícia/Tabatinga
Islândia/
Benjamin Constant
Santa Rosa/
Santa Rosa
do Purus
Cobija/
Brasileia
Iñapari/
Bolpebra/
Assis Brasil
Guayaramerín/
Guajará-Mirim
San Matias/
Cáceres
Puerto P. Chica/
Porto Murtinho
ARGENTINA
BOLÍVIA
PERU
COLÔMBIA
VENEZUELA
CHILE
PARAGUAI
URUGUAI
Ype-Jhú/
Paranhos
Ciudad del Este/
Puerto Iguazu/
Foz do Iguaçu
Puerto Suarez/
Corumbá
P.J.Caballero/Ponta Porã
Capitan Bado/Cel. Sapucaia
Salto del Guayra/Guaíra/
Mundo Novo
Bernardo Irigoyen/
Barracão/
Dionísio Cerqueira
San Javier/Porto Xavier
Santo Tomé/São  Borja
Artigas/Quaraí
Rivera/Livramento
Acegua/Aceguá
Rio Branco/
Jaguarão
Chuy/Chuí
Bella Vista/Bela Vista
AM
RO
RR
AP
PA
ARCO NORTE
ARCO CENTRAL
ARCO SUL
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PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
TO
GO
DF
MS
MT
AC
Guiana
Francesa
(FRA)
Alvear/Itaqui
Paso de Los Libres/Uruguaiana
Bella Union/
Montes Caseros/
Barra do Quaraí
Fluvial com ponte
Fluvial sem ponte
Terrestre
Cidades-gêmeas
Faixa de fronteira
Principais rios
Limites internacionais
Tipo de articulação
BOA VISTA
MANAUS
RIO
BRANCO
BELÉM
MACAPÁ
FORTALEZA
TERESINA
CAMPO GRANDE
NATAL
RECIFE
MACEIÓ
ARACAJU
SALVADOR
VITÓRIA
SÃO PAULO
CURITIBA
BRASÍLIA_PORTO_VELHO_SÃO_LUÍS_CUIABÁ'>FLORIANÓPOLIS
PORTO ALEGRE
BELO
HORIZONTE
BRASÍLIA
PORTO
VELHO
SÃO LUÍS
CUIABÁ
CAMPO GRANDE
JOÃO PESSOA
RIO DE JANEIRO
CURITIBA
PORTO ALEGRE
BELO
HORIZONTE
GOIÂNIA
BRASÍLIA
PALMAS
N
0
360 km
Fonte: Ministério da Integração Nacional. Bases para uma proposta de desenvolvimento e integração da faixa de fronteira 
2010. p. 20 e 23. Disponível em: 
. Acesso em: fev. 2016.
1.
  Observando o mapa e considerando também as informações do texto, analise a presença de diversas cidades-
-gêmeas com articulações terrestre e fluvial com ponte, na perspectiva da participação do Brasil em blocos 
econômicos regionais. 
2.
  Levando-se em conta o que foi abordado na questão anterior e também a distribuição das atividades 
econômicas no território brasileiro, considerando as regiões e os estados brasileiros com paisagens mais 
transformadas e com maior presença de indústrias e áreas mais amplas de agropecuária modernizada, a 
que conclusão se pode chegar?
3.
  Por que no Arco Norte a densidade de cidades-gêmeas com articulações terrestre e fluvial com ponte é menor?
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Capítulo 10  –  Brasil no século XXI e regionalização do território 
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Brasil recua e reduz projetos de cooperação e doações para a África
“Falta de recursos e de interesse começam a desmontar a ofensiva comercial e diplomática do Brasil na África
Após ganhar espaço e influência no continente 
durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula 
da Silva, que abriu 17 embaixadas e fez inúmeras 
viagens a países africanos, o país está recuando.
O orçamento dos programas de cooperação do 
governo brasileiro na África caiu 25% desde 2012, 
e vários projetos estão parados. A FGV [Fundação 
Getúlio Vargas] tinha 60 projetos na África há três 
anos e agora tem dois.
A Vale encerrou atividades de exploração mineral 
em três países africanos e vendeu parte das opera-
ções em Moçambique à Mitsui, no fim do ano pas-
sado [2014]. A Petrobras devolveu cinco blocos de 
exploração nos últimos dois anos.
E as exportações brasileiras para a África (pico 
de US$ 12,22 bilhões em 2011) fecharam 2014 em 
US$ 9,70 bilhões, recuo de 20%. No mesmo período, 
as exportações totais do Brasil caíram 12%.
O Pró-Savana, um dos projetos mais emble-
máticos, está em marcha lenta. A parceria de 
Japão, Brasil e Moçambique visa desenvolver a 
agricultura da região do corredor de Nacala (norte 
moçambicano), de características similares às do 
Cerrado brasileiro.
Para isso, a Embrapa montaria um laboratório de 
solos e o Japão, outro. O laboratório dos japoneses 
está pronto. Já o de Lichinga, que teria seu custo de 
US$ 1,5 milhão financiado pelo Brasil, por meio da 
ABC (Agência Brasileira de Cooperação), está parado 
por falta de recursos, segundo apurou a Folha.
‘[…] China, Índia e Turquia ganham espaço com 
o recuo do Brasil no continente’, diz [Adriana Abde-
nur, professora da PUC-RJ].
A execução orçamentária da ABC (montante efe-
tivamente usado) caiu 25% – de R$ 36,9 milhões em 
2012 para R$ 27,8 milhões em 2014. A agência tinha 
253 projetos ou atividades na África em 2010. No 
ano passado [2014], eram 161.
‘Todos os projetos estão atrasados e com dificul-
dades. Só não faltam recursos para a área de algo-
dão, que tinha dinheiro proveniente do contencioso 
comercial com os Estados Unidos’, afirma à Folha 
uma pessoa envolvida nos projetos. […]
A ABC renegociou com alguns países, pedindo 
para compartilhar custos – quem não topou teve pro-
jetos cancelados. Agora a agência está concentrada 
em concluir projetos já iniciados.
Mesmo assim, por falta de recursos, alguns foram 
abandonados pela metade. É o caso do centro do 
Senai em Maputo (Moçambique) para capacitar mão 
de obra. Os equipamentos foram comprados, mas 
faltam os US$ 3,5 milhões necessários à reforma da 
área designada para o centro. 
[…]


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