Territorio e Sociedade3 pnld18 pr pontualOK. pdf


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COLÔMBIA
VENEZUELA
PERU
BOLÍVIA
GUIANA
SURINAME
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO
PARAGUAI
MT
MS
GO
PE
AL
BA
MG
ES
SP
PR
SC
RS
URUGUAI
Atol das
Rocas
Arquipélago
de Fernando
de Noronha
MANAUS
PORTO VELHO
BELÉM
MACAPÁ
SÃO LUÍS
FORTALEZA
TERESINA
NATAL
JOÃO PESSOA
RECIFE
MACEIÓ
ARACAJU
SALVADOR
PA
CE
PI
DF
TO
CUIABÁ
CAMPO GRANDE
VITÓRIA
BELO HORIZONTE
CURITIBA
FLORIANÓPOLIS
PORTO ALEGRE
GOIÂNIA
BRASÍLIA
RIO DE JANEIRO
SÃO PAULO
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
50° O
RR
AM
RO
AC
AP
PB
SE
RN
PALMAS
BOA VISTA
RIO BRANCO
RJ
CHILE
ARGENTINA
MA
Guiana
Francesa
(FRA)
Amazônia
Nordeste
Centro-Sul
Capital de país
Capital de estado
Grandes regiões
N
0
535 km
Fonte: MAGNANO, Angélica A. Revista Brasileira de Geografia. Rio de Janeiro, 
v. 57, out./dez. 1995. p. 77.
SONIA V
AZ
leitura
a federação brasileira: 
uma análise geopolítica 
e geossocial
De Manuel Correia de 
Andrade e Sandra Maria 
Correia de Andrade. 
Contexto, 2003.
Aborda a construção 
histórica de uma grande 
unidade federativa no 
país, a expansão territorial 
brasileira ao longo do tempo 
e as diferenças regionais 
que foram sendo formadas 
ao longo do processo de 
desenvolvimento econômico.
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Capítulo 10  –  Brasil no século XXi e regionalização do território 
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língua portuguesa
Amazônia

 Elabore um comentário sobre o cartum.
os “Quatro Brasis”
Considerando o processo histórico de ocupação e transformação do território pela 
sociedade, que nos levou ao atual estágio do meio técnico-científico-informacional
3
, o 
geógrafo Milton Santos e sua equipe propuseram outra regionalização para o território 
brasileiro (figura 11). 
Figura 11. Brasil: divisão regional segundo milton santos – 1979
EQUADOR
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO
50° O
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
COLÔMBIA
VENEZUELA
PERU
BOLÍVIA
GUIANA
SURINAME
PARAGUAI
MT
MS
GO
PE
AL
BA
MG
ES
SP
PR
SC
RS
URUGUAI
Atol das
Rocas
Arquipélago
de Fernando
de Noronha
MANAUS
PORTO VELHO
BELÉM
MACAPÁ
SÃO LUÍS
FORTALEZA
TERESINA
NATAL
JOÃO 
PESSOA
RECIFE
MACEIÓ
ARACAJU
SALVADOR
PA
CE
PI
MA
DF
TO
CUIABÁ
CAMPO GRANDE
VITÓRIA
BELO HORIZONTE
CURITIBA
FLORIANÓPOLIS
PORTO ALEGRE
GOIÂNIA
BRASÍLIA
RIO DE JANEIRO
SÃO PAULO
RR
AM
RO
AC
AP
PB
SE
RN
PALMAS
BOA VISTA
RIO BRANCO
RJ
Guiana
Francesa (FRA)
CHILE
ARGENTINA
N
0
425 km

Concentrada
Amazônia
Centro-Oeste
Nordeste
Capital de país
Capital de estado
Regiões
3 O meio técnico-científico-informacional surgiu no contexto da Terceira Revolução Industrial, ou Revolução Técnico-
-Científica. Sobre o assunto, consulte o Capítulo 1 do Volume 1 e também a Unidade 2 do Volume 2 desta coleção.
Fonte: SANTOS, Milton; SIlVEIRA, María 
Laura. 
O Brasil: território e sociedade 
no início do século XXI. São Paulo/Rio 
de Janeiro: Record, 2001. p. 268-273.
SONIA V
AZ
GLAUCO
GLAUCO. Folha de S.Paulo, 30 maio 2008.
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unidade 4  |  Brasil: perspectivas e regionalização 
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Para estabelecer essa regionalização, foram consi-
derados os seguintes aspectos: 
•  a quantidade de recursos tecnológicos avançados 
(redes de telecomunicações e de energia, equi-
pamentos de informática);
•  o volume de atividades econômicas modernas 
nas áreas financeira (bancos, bolsas de valo-
res, corretoras de títulos), comercial (shopping 
centers, empresas de e-commerce), de serviços 
(provedores de acesso à internet, agências de 
publicidade, consultorias, centros de pesquisas, 
empresas ligadas à mídia, universidades), indus-
trial (empresas que utilizam robôs e sistemas 
automatizados);
•  a situação da agropecuária em relação à mecani-
zação e à integração com a indústria. 
Dessa forma, Milton Santos e sua equipe de 
pesquisa estabeleceram uma divisão regional em 
“quatro Brasis”:
Região concentrada: composta de denso sistema 
de fluxos, em razão dos elevados índices de urbaniza-
ção, por atividade comercial intensa e alto padrão de 
consumo doméstico e de muitas empresas. É centro de 
tomada de decisões do território brasileiro, abrigando 
atividades modernas e globalizadas, como alguns seto-
res financeiros e de serviços (figura 12).
Centro-Oeste: nele estão presentes características 
da modernização, em razão do emprego de alta tecno-
logia na produção agropecuária, marcadamente expor-
tadora e com ampla utilização de insumos agrícolas, 
comercializados por grandes empresas multinacionais 
(figura 13). O Centro-Oeste está plenamente integrado 
à economia globalizada. 
Nessa região, o desenvolvimento do agronegócio e 
a instalação da capital federal (Brasília) contribuíram 
para o estabelecimento de uma rede urbana integrada 
por sistemas de transportes e de telecomunicações.
Nordeste: excetuando-se o período de grande 
desenvolvimento da economia canavieira (séculos XVI 
e XVII), de modo geral a atividade econômica teve pouco 
dinamismo em razão da agricultura pouco intensiva e 
da urbanização irregular, restrita a alguns pontos do 
território, sobretudo o litoral. 
Nessa região, as atividades econômicas modernas 
e o uso de recursos tecnológicos avançados ainda são 
relativamente pontuais, restritos às regiões metropoli-
tanas e integradas de desenvolvimento e às cidades 
médias – Campina Grande (PB); Feira de Santana (figura 
14), Vitória da Conquista, Itabuna, Ilhéus (BA); Caruaru 
e Petrolina (PE); Mossoró (RN); Arapiraca (AL); Juazeiro 
do Norte, Sobral, Crato (CE).
Figura 12. 
A Av. Brigadeiro Faria Lima é um dos centros finan-
ceiros e comerciais da cidade de São Paulo (SP). Está próxima 
à Marginal Pinheiros, importante eixo de circulação da cidade. 
Fotografia de 2012.
Figura 13.
 O Centro-Oeste abriga grande quantidade de agroindús-
trias, processadoras de mercadorias agrícolas e oriundas da criação 
de animais. Na imagem, setor industrial em Rio Verde (GO), 2010.
Figura 14. 
Feira de Santana (BA) é um dos principais entronca-
mentos rodoviários do Brasil. Fotografia de 2016.
SERGIO ISRAEL/PULSAR IMAGENS
CADU GOMES/CB/D.A PRESS
SERGIO PEDREIRA/PULSAR IMAGENS
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Capítulo 10  –  Brasil no século XXI e regionalização do território 
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Esses recursos também estão presentes nas áreas de agricultura mais modernas, 
como o oeste baiano, o sul do Piauí e do Maranhão, e nas regiões de fruticultura 
irrigada do Vale do São Francisco, entre Bahia e Pernambuco, e do Vale do Açu, no 
Rio Grande do Norte, entre outros.
Amazônia: trata-se de uma região de baixa densidade demográfica e poucos recur-
sos tecnológicos. A atividade extrativa, com beneficiamento dos produtos da floresta, 
é uma atividade econômica importante, podendo ser ambientalmente sustentável e 
gerar renda para a população local, inclusive para os povos da floresta (figura 15). 
As áreas destinadas à agricultura mecanizada e 
a outras atividades agropecuárias modernas são 
pontuais e estão presentes mais na porção leste 
do estado do Pará. 
A Zona Franca de Manaus – que concentra 

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