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geografia e estatística 
(iBge)
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gráficos e documentos 
estatísticos relativos à 
geografia do Brasil.
Banco nacional 
de Desenvolvimento 
econômico e social 
(BnDes)
www.bndes.gov.br
Apresenta dados sobre 
investimentos em diferentes 
segmentos econômicos.
sudene e sudam 
– órgãos de 
planejamento regional
www.sudene.gov.br 
www.sudam.gov.br
Os 
sites divulgam 
informações sobre a 
estrutura organizacional 
dos órgãos de planejamento 
regional, suas atuações, 
agendas de eventos etc.
SITE
SONIA V
AZ
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Capítulo 10  –  Brasil no século XXi e regionalização do território 
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A capacidade geográfica do Estado
“Na década de 1950, consolida-se 
uma estrutura de planejamento esta-
tal, que tem na intervenção no territó-
rio a linha mestra de atuação. O papel 
desempenhado pela construção de 
Brasília, no plano simbólico e mate-
rial, já foi bastante destacado por vários 
comentaristas. A capacidade geográfica 
do Estado, como produtor de espaço, 
mostrou-se em sua plena potência 
nessa obra e no adensamento da malha 
rodoviária realizado no governo Jusce-
lino Kubitschek. Teorias de ponta da 
‘melhor geografia internacional’ esta-
vam na base do planejamento regio-
nal da época, prática bem ilustrada na 
criação da Superintendência de Desen-
volvimento do Nordeste. Mais do que 
em outros períodos da história do país, 
‘governar é construir estradas’.”
MORAES, Antonio C. R. 
Território e História no Brasil. São Paulo: Annablume, 2008. p. 141.
1.
  Por que o autor faz referência, no caso da construção de Brasília, a um plano 
“simbólico e material”? 
2.
  O que você entende por “capacidade geográfica do Estado”?
Outras superintendências criadas foram a Superintendência do Desenvolvimento 
da Região Sul (Sudesul), em 1967, e a Superintendência do Desenvolvimento da 
Região Centro-Oeste (Sudeco), também em 1967. Essas instituições, no entanto
tinham algumas diferenças em relação à Sudam e à Sudene, tais como menor volume 
de investimentos públicos. Acabaram extintas em 1990.
De modo geral, os objetivos da criação dessas superintendências não foram atin-
gidos: após décadas de atuação, as desigualdades regionais no território brasileiro 
continuam acentuadas. Em 2001, o governo federal extinguiu a Sudene e a Sudam, em 
meio a irregularidades e denúncias de corrupção. Em seus lugares foram criadas agên-
cias de desenvolvimento: a Agência 
de Desenvolvimento da Amazônia 
(ADA) e a Agência de Desenvolvi-
mento do Nordeste (Adene).
A partir de 2003, no entanto, 
passou a ser discutida pelo governo 
a recriação das superintendências, 
que teriam estruturas de atuação 
mais amplas no desenvolvimento 
das respectivas regiões do que 
as agências de desenvolvimento. 
No mesmo ano, o governo federal 
encaminhou ao Congresso Nacional 
uma proposta para a recriação da 
Sudeco, para atuar nos estados de 
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e 
Goiás e no Distrito Federal.
Oficialmente, a Sudene (figura 9) e 
a Sudam foram recriadas no início de 
2007. No começo de 2009, também 
foi oficializada a recriação da Sudeco.
Figura 9. 
Sede da Sudene no Recife (PE), 2014.
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unidade 4  |  Brasil: perspectivas e regionalização 
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CompleXos regionais
A regionalização do Brasil em complexos 
regionais, ou regiões geoeconômicas, foi pro-
posta em 1967 pelo geógrafo Pedro Pinchas 
Geiger. Os complexos regionais são: Amazô-
nia, Nordeste e Centro-Sul (figura 10).
Essa regionalização do território brasi-
leiro considera a formação histórico-econô-
mica do país e a modernização econômica 
em curso desde a década de 1960, que 
se manifestou nos espaços urbano e rural, 
estabelecendo novas formas de relacio-
namento entre os lugares do território e 
criando uma nova dinâmica no relaciona-
mento entre a sociedade e a natureza.
Diferentemente das outras divisões 
regionais, a divisão em complexos regio-
nais não acompanha os limites entre os 
estados, havendo aqueles com parte do 
território em uma região e parte em outra. 
O norte de Minas Gerais, por exemplo, que 
apresenta características naturais e socioe-
conômicas iguais às do Sertão nordestino, 
aparece integrado ao complexo regional do 
Nordeste; e o oeste do Maranhão e o norte de Mato Grosso fazem parte da Amazônia.
O Centro-Sul corresponde a cerca de 27% do território brasileiro, mas concentra 
mais de 60% de sua população e é responsável por cerca de 80% do PIB do país. 
As atividades econômicas são bastante diversificadas, com a liderança na produção 
industrial e agropecuária e no setor de serviços (comércio, bancos, turismo e outros). 
Boa parte dos investimentos realizados fora da região é feita por empresas sediadas 
nos estados do Centro-Sul, principalmente São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
O crescimento econômico expressivo é contrastado pelas acentuadas desigualda-
des sociais e econômicas, evidentes tanto no espaço rural como no urbano. Grandes 
centros financeiros e empresariais convivem, lado a lado, com a economia informal. 
Regiões pobres, de economia agrícola precária e pouco competitiva, contrapõem-se 
a uma agricultura empresarial, mecanizada e plenamente integrada ao conjunto da 
economia mundial.
O Nordeste é formado por oito estados mais o leste do Maranhão e o norte de 
Minas Gerais. Corresponde a cerca de 18% do território nacional e abriga 30% da 
população do país. Região economicamente mais rica do Brasil Colônia, hoje apre-
senta os piores indicadores sociais e a maior concentração de pobres do país.
A Amazônia ocupa cerca de 55% do território nacional, onde vivem pouco menos 
de 10% da população do país. Apesar de a área florestada ser dominante em vastas 
extensões, a ocupação e o povoamento relativamente recentes da região foram muito 
intensos. A ocupação mais intensa iniciou-se na década de 1970 com projetos de 
colonização do governo federal e implantação de grandes projetos de mineração e, 
nos últimos anos, sofre o impacto da expansão das atividades agropecuárias.
Durante os governos militares (1964-1985), a ocupação da Amazônia atendia 
também a interesses estratégicos. Entendia-se que a ocupação e a colonização da 
região eram uma forma de impedir a exploração das riquezas naturais por estran-
geiros e a expansão de grupos guerrilheiros contrários ao governo, permitindo maior 
controle da extensa linha de fronteira nacional.
Uma análise mais aprofundada de 
complexos regionais será feita no 
próximo capítulo. 
Figura 10. Brasil: complexos regionais – 1967
EQUADOR



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