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SE
Parte da população
migrante na
população total (%)
5,0
20,0
35,0
Fonte: FERREIRA, Graça M. L. Atlas geográfico: espaço mundial. São Paulo: Moderna, 2013. p. 133.
filMe
Migrantes
De Beto Novaes, Francisco 
Alves e Cleisson Vidal. 
Brasil, 2007. 45 min.
Retrata os obstáculos 
que os trabalhadores 
que migram do Nordeste 
para o interior de São 
Paulo enfrentam no corte 
da cana-de-açúcar. A 
ruptura com a família, as 
condições precárias de 
vida, o excesso de trabalho 
e a falta de assistência 
à saúde são alguns dos 
problemas abordados.
O caminho das nuvens
De Vicente Amorim. Brasil, 
2003. 85 min.
Caminhoneiro 
desempregado decide 
partir da Paraíba, com sua 
mulher e cinco filhos, em 
busca de um salário de 
R$ 1.000,00, e acaba indo 
para o Rio de Janeiro. O 
filme mostra o drama dos 
migrantes nordestinos.
Figura 12.
 Vista de Rondonó-
polis (MT), 2011, localizada no 
sudeste do estado.
 
Rondonópolis 
é uma das cidades médias que 
conquistaram grande cresci-
mento nas últimas décadas em 
função do desenvolvimento do 
agronegócio, que transformou 
a Região Centro-Oeste, desde a 
década de 1970, em importante 
polo de atração populacional.
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capítulo 9  –  Migrações no Brasil 
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MigRação e PReconceito
As migrações, apesar de serem fundamentais na história de todos os povos, 
promovendo desenvolvimento e intercâmbio cultural, muitas vezes são a causa de 
conflitos. Isso ocorre tanto nas migrações internacionais como nas internas. 
No Brasil, sobretudo na Região Sudeste e também na Sul, chegou-se a difun-
dir uma visão equivocada de que a grande concentração de nordestinos nessas 
regiões seria a causa dos problemas sociais dos grandes centros urbanos, como, 
por exemplo, a violência e o desemprego. Muitas vezes, são responsabilizados 
até mesmo por problemas ambientais decorrentes da construção de moradias 
com infraestrutura precária localizadas em mananciais ou outras áreas de pre-
servação ambiental. 
A intolerância aos migrantes às vezes pode levar a ações violentas. No final da 
década de 1980, diversos grupos de jovens racistas surgiram na cidade de São Paulo. 
Esses grupos, inspirados nos movimentos nacionalistas europeus e neonazistas (como 
os skinheads de extrema direita, predominantes na Alemanha), passaram a divulgar, 
publicamente, seu ódio a nordestinos, judeus, afrodescendentes e homossexuais.
Na atualidade, a internet também vem servindo à difusão de ideias preconceituosas 
e palavras agressivas contra migrantes nordestinos e seus descendentes. Não são 
raros sites e blogs que pregam o desprezo e até mesmo o ódio contra essas pessoas.
A mobilidade populacional é uma condição humana. Deslocar-se pelo espaço 
em busca de melhores condições de vida sempre foi uma estratégia de sobrevivên-
cia das sociedades humanas desde os seus primórdios. Dessa forma, dificilmente 
há alguém que não tenha raízes, diretamente ou através de seus ascendentes, em 
terras diferentes da que ocupa no presente. A ONU destaca a mobilidade como 
uma das liberdades fundamentais da pessoa. Portanto, a prática do preconceito 
contra migrantes, sejam internos ou vindos de outros países (imigrantes), evidencia 
desconhecimento das histórias pessoais ou uma recusa a essas histórias (figura 13). 
Há muitos casos em que o preconceito está vinculado à discriminação aos pobres, 
uma vez que suas maiores vítimas provêm de realidades muito adversas, nas quais 
dispuseram de pouco estudo e baixa qualificação profissional. Essa situação traz 
dificuldades muito grandes para que os pobres migrantes possam sair dessa condição 
de pobreza nas cidades para onde migraram. O mesmo preconceito não ocorre na 
mesma proporção contra os migrantes ou imigrantes bem-sucedidos.
Figura 13.
 Bloco representado 
por mulheres de países latino
-americanos, orientais, árabes 
e africanos, na 9
a
 edição da 
Marcha dos Imigrantes, em São 
Paulo (SP), 2015. Entre as ques-
tões levantadas estão a violência 
obstétrica (atos de desrespeito, 
abuso e negligência durante o 

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