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SE
De 0,1 a 15,0
De 15,1 a 50,0
Mais de 50,0
Saldo migratório
(mil pessoas)
Positivo
(imigração maior)
De 0,1 a 100,0
Mais de 100,0
Negativo 
(emigração maior)
O Nordeste, apesar de permanecer ainda como polo importante de emigração, 
vem apresentando uma diminuição nessa perda populacional, pois, por conta das 
dificuldades encontradas no Sudeste, uma parcela da população nordestina tem 
retornado ao seu local de origem, caracterizando uma migra•‹o de retorno. 
Outra tendência que vem se verificando nos fluxos migratórios internos é o des-
locamento de pessoas das grandes para as médias cidades, uma vez que muitas 
dessas cidades vinham apresentando ritmo de crescimento do PIB bem superior à 
média nacional, antes da crise econômica de meados da década de 2010. São cida-
des que, além das ofertas de emprego, atraem pela qualidade de vida que oferecem. 
Diversas cresceram na esteira do desenvolvimento do agronegócio, como Barreiras, 
na Bahia, outras em função do fortalecimento do setor de serviços e de setores 
industriais, como Feira de Santana, na Bahia, Anápolis e Aparecida de Goiânia, em 
Goiás, Betim e Pouso Alegre, em Minas Gerais, Joinville e Itajaí (este com destaque 
para o porto), em Santa Catarina. O 
boom da atividade mineradora, puxada pelas 
exportações, favoreceu o crescimento expressivo de cidades médias no Pará, como 
Parauapebas, Marabá e Castanhal.
Os dados do Censo de 2010 também apontavam para uma redução no número 
de migrantes que chegavam à Região Norte, resultado, provavelmente, do relativo 
esgotamento da expansão da fronteira agrícola para essa região. De qualquer forma, 
essa região recebeu muitos migrantes em décadas anteriores, quando o avanço da 
agropecuária foi expressivo, bem como a estruturação de áreas de exploração mineral. 
Atualmente, alguns fluxos para a Região Norte também estão associados a disponi-
bilidade de trabalho em grandes projetos hidrelétricos, como os do Rio Madeira (Santo 
Antônio e Jirau) e, mais recentemente, do Rio xingu (Belo Monte). 
Fonte: FERREIRA, Graça M. L. Atlas 
geográfico: espaço mundial. São Paulo: 
Moderna, 2013. p. 133.
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unidade 3  |  espaço, sociedade e economia 
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Observe no mapa (figura 11) que diversas áreas da Região Norte chegam a ter 
mais de 20% de imigrantes no total da população ou até mais de 35%. O mesmo se 
verifica na Região Centro-Oeste, sobretudo no centro-norte de Mato Grosso, área de 
forte expansão do agronegócio (figura 12).
figura 11. Brasil: migrantes na população total – 2010
EQUADOR


TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO 
50° O 
OCEANO
ATLÂNTICO 


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