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Figura 3. 
Alojamento improvisado de imigrantes haitianos e senegaleses em Caxias do Sul (RS), 
2013. No final de 2015, o governo brasileiro havia concedido autorização de permanência para 
mais de 43 mil imigrantes haitianos que haviam ingressado entre janeiro de 2011 e julho de 2015 
no Brasil (esses haitianos não entram na categoria de refugiados). Também no segundo semestre 
de 2015, o Governo Federal havia reassumido o custeio no transporte de haitianos do Acre para 
São Paulo e estados do Sul do país.
A imigração ilegal para o país não ocorre apenas na fronteira da região amazô-
nica. No início desta década, estrangeiros sem documentos ingressaram no Brasil 
escondidos em táxis, carros particulares ou barcos, principalmente pelo município 
gaúcho de Uruguaiana, limítrofe com a Argentina e próxima do Uruguai.
Um aspecto a ressaltar no caso da entrada de imigrantes no Brasil é o fato de a 
crise econômica global de 2007/2008 ter acarretado um aumento significativo da 
imigração de retorno, ou seja, brasileiros que saíram do Brasil, se estabeleceram 
em outros países, ficaram mais de um ano e, depois, retornaram. Nesse retorno, 
de acordo com o critério da Organização Internacional das Migrações, entram como 
imigrantes no Brasil. No final da década de 2000, cerca de 65% dos imigrantes que 
ingressavam no Brasil eram brasileiros que haviam retornado.
Imigrantes fazem  
a diferença na saúde
Com a implementação do 
Programa Mais Médicos, do 
governo federal brasileiro, em 
2013, médicos cubanos come-
çaram a chegar ao Brasil. Parte 
das vagas ofertadas a médicos 
nesse programa foram preenchi-
das por profissionais de Cuba. 
O Mais Médicos é um programa 
do governo federal do Brasil 
que tem como objetivo ampliar 
o atendimento médico no ter-
ritório brasileiro, em particular 
nas regiões menos favorecidas, 
tanto do espaço urbano quanto 
do rural. Compreende tam-
bém ampliação da oferta de 
vagas nos cursos de  
Medicina no Brasil.
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Capítulo 9  –  Migrações no Brasil 
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Refugiados no BRasil
No contexto da crise mundial de refugiados, em meados da década de 2010, como 
visto no capítulo anterior, o Brasil também passou a receber um maior número de 
pessoas fugindo de conflitos, guerras, perseguições políticas e religiosas. Na década 
de 1990, o país aprovou uma lei que regula a situação do refugiados de acordo com 
a Convenção do Estatuto do Refugiado.
Enquanto em 2011, o país recebeu cerca de 4.300 refugiados, em 2015, somente 
até agosto, entraram no Brasil 8 mil e quatrocentos refugiados. 
O maior número de refugiados no território brasileiro era formado por sírios. O 
gráfico a seguir (figura 4) apresenta a quantidade de refugiados reconhecidos, ou 
seja, aqueles que ao ingressarem no Brasil obtiveram o reconhecimento, junto à 
autoridade migratória. Há, portanto, discrepância de dados entre todos os refugiados 
que estão no país e os reconhecidos.
Fonte: FIORAVANTI, Carlos. As raízes da resistência. Revista Fapesp, n. 236, out. 2015. Disponível em: revistapesquisa.fapesp.br
>. Acesso em: fev. 2016.
figura 4. Brasil: refugiados reconhecidos – 2010-2014
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