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6 A Primavera Árabe foi discutida no Capítulo 2 do Volume 2.
Organização Internacional 
do Trabalho (OIT) 
Criada pelo Tratado de Paz 
assinado em Versalhes, em 
junho de 1919, após a Segunda 
Guerra Mundial passou a ser a 
primeira agência especializada 
da ONU, em 1946.
lEITura
Adeus ao trabalho?
De Ricardo Antunes. 
Cortez, 2015.
Neste livro o autor procura 
apreender a forma de ser 
da classe trabalhadora na 
sociedade contemporânea 
e as transformações no 
mundo do trabalho.
De acordo com o relatório 
 
Emprego no mundo e visão 
social 2016, havia 197,1 milhões 
de pessoas desempregadas em 
2015 em todo o mundo, 27,3 
milhões a mais do que existia no 
início da crise global, em 2007. As 
projeções preveem a deterioração 
das perspectivas de emprego nos 
próximos cinco anos. 
Fonte: OIT. Emprego no mundo e visão 
social 2016. p. 12. Disponível em: 
. Acesso em: fev. 2016.
* Estimativas.
Fonte: OIT. Tendências globais 
do trabalho juvenil 2015, p. 18. 
Disponível em: 

Acesso em: fev. 2016.
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unidade 3  |  Espaço, sociedade e economia 
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  TRABALHO E ECONOMIA INFORMAL
Entende-se por economia informal o conjunto de atividades não registradas 
legalmente – à margem dos números oficiais que indicam o desempenho da eco-
nomia, como o Produto Interno Bruto (PIB) – e que não sofrem qualquer espécie de 
tributação. Mais da metade dos trabalhadores do mundo, sem contrato e acesso à 
seguridade social, estão na informalidade da economia e é expressivo o volume de 
dinheiro que circula nesse setor, especialmente nas economias menos avançadas.
Os grupos mais atingidos pelo trabalho informal são os jovens, as mulheres e os idosos. 
O comércio ambulante é a face mais conhecida do trabalho informal. Nas grandes cidades
os trabalhadores desse tipo de atividade – conhecidos como camelôs – amontoam-se 
nas calçadas, disputando espaço com pedestres, clientes e comerciantes legalizados. 
Em suas barracas, ou até mesmo no chão, os camelôs comercializam uma infinidade 
de produtos, tanto nacionais como importados, falsificados ou contrabandeados (figura 
6). Além de o setor informal não gerar impostos, não há fiscalização sobre a qualidade 
dos produtos, nem controle das condições de trabalho.
No entanto, parcela significativa dos rendimentos 
adquiridos com a atividade informal é gasta com o con-
sumo de produtos fabricados legalmente e serviços da 
economia formal. O setor informal também constitui uma 
válvula de escape para a fragilidade econômica de vários 
países incapazes de gerar renda ou empregos suficientes 
para o conjunto da população. Sem a economia informal, 
o número de pessoas sem renda seria maior e agravaria 
os problemas sociais em boa parte do mundo. 
Convém salientar também as diferenças entre subem-
prego e trabalho informal. O trabalho informal pode com-
preender atividades como a exercida por profissional com 
curso superior, que trabalha por conta própria, obtém altos 
rendimentos, tem elevada qualidade de vida, mas não 
recolhe impostos. Já o subemprego é caracterizado por 
uma situação em que a atividade informal é incerta, não 
regular e de baixa qualificação (figura 7). 
A questão da informalidade vem se tornando cada vez 
mais complexa em razão da flexibilização das relações 
trabalhistas, já implementada há duas décadas em vários 
países do globo, e entre o final do século XX e o início deste 
século, com algumas variações, no Brasil.
A flexibilização das leis trabalhistas incentiva o sur-
gimento de contratos temporários de trabalho, de tempo 
parcial, ou, ainda, por conta própria. Essa flexibilização 
ou desregulamentação vem sendo acompanhada por um 
intenso processo de terceirização – transferência de ativi-
dades de uma empresa para outras, com vistas à redução 
de custos. Antes, a terceirização estava mais restrita às 
atividades-meio de uma empresa, como serviços de ali-
mentação, limpeza, segurança, contabilidade e consultoria. 
Hoje, porém, ela atinge suas atividades-fim, como a própria 
atividade produtiva de fabricantes de celulares, televisores, 
produtos de higiene e limpeza, alimentos, entre outros. 
Nesses casos, como os salários nas empresas terceiriza-
das são menores, os custos para a empresa que terceiriza 
diminuem, maximizando seus lucros. 
Figura 6. 
Homem observa cubas de banheiro antigas à venda 
em feira livre de Baku (Afeganistão), 2016.
Figura 7.
 Catadores de materiais recicláveis em depósito de lixo 
a céu aberto, no município de Castanhal (PA), 2014.
AZIZ KARIMOV/P
ACIFIC PRESS/LIGHTROCKET VIA GETTY IMAGES
RAIMUNDO P
ACCÓ/FRAME/FOLHAPRESS
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Capítulo 7  –  Sociedade e economia 
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1.
  A ONG Hospitalhaços utiliza a figura do palhaço para 
levar o sorriso ao ambiente hospitalar.
Integrantes da oNg Hospitalhaços, 2012.
a)
 A qual setor a ONG Hospitalhaços pertence? 
Comente a importância desse setor no contexto 
social contemporâneo.
b)
  Você conhece o trabalho desenvolvido por alguma 
organização do terceiro setor? Que causa ela 
defende e quais são suas atividades?
2.
  Observe os gráficos.
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