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parte do mundo. As mulheres ainda desfrutam de menos oportunidades econômicas


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parte do mundo. As mulheres ainda desfrutam de menos oportunidades econômicas, 
recebem rendimentos inferiores aos dos homens e ainda é inexpressiva a participação 
feminina na política e em cargos de gestão pública e privada.
A violência contra as mulheres, que persiste em diversos países do mundo, é a 
mais grave constatação da desigualdade entre os gêneros e da situação de submissão 
feminina. A maioria dos casos de violência ocorre em âmbito doméstico; no contexto 
social, a mulher está sujeita às mais variadas formas de agressões, como o assédio 
sexual no trabalho e em outras situações. 
Em alguns países – como na Índia e na China – a violência começa antes do 
nascimento. Nesses países a preferência cultural pelo filho homem impele muitas 
famílias a interromperem o nascimento de meninas por meio do aborto seletivo. A 
população masculina atualmente supera em grande volume a população feminina, 
em contraste com o que acontece na maior parte do mundo. 
POLÍTICA DEMOGRÁFICA NA CHINA
Na China, enquanto perdurou a “política do filho único”, de 1979 a 2015, existia 
a obrigatoriedade de os casais terem apenas um filho, com o objetivo de reduzir a 
natalidade e controlar o excesso da população no país. A restrição ao filho único era 
aplicada com maior rigor nas cidades (figura 17). 
A possibilidade de ter apenas um filho fez com que muitas famílias optassem pelo 
filho homem. O caminho que muitos pais adotaram para se adaptarem à política de 
controle de natalidade foi por meio do abandono, do aborto ou do infanticídio seletivo 
de meninas ou de crianças com alguma deficiência física ou mental. Não foram raros 
os casos em que a mulher, na segunda gravidez, era forçada a realizar o aborto pelas 
próprias autoridades públicas. 
Calcula-se que a política do filho único conseguiu impedir o nascimento de mais 
de 400 milhões de pessoas nas três décadas e meia que vigorou. Em 2013, essa 
política ficou mais flexível, ao conceder o direito de um segundo filho a grupos étnicos 
minoritários e famílias rurais cujo primogênito é uma menina. 
 


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