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Fontes: Institute of Health Systems. Population Dynamics & Public Policy 2009. Disponível em: 
Acesso em: fev. 2016; RICKLEFS, Robert E. A economia da natureza. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. p. 198.
A reflexão sobre as transformações na dinâmica populacional a partir da 
Revolução Industrial deu origem a diferentes teorias que estudam as causas 
do crescimento demográfico, a capacidade dos recursos naturais para suportar 
o crescimento e os impactos diversos na sociedade humana; e a importantes 
debates sobre o tema. 
•  Teoria malthusiana 
A Grã-Bretanha, pioneira na Revolução Industrial, em 1840, atingira a marca de 
mais de 10 milhões de habitantes. Meio século depois, passava dos 20 milhões. Essa 
tendência generalizou-se nos demais países europeus que acompanharam a primeira 
fase da Revolução Industrial. A partir da observação da etapa inicial desse processo 
surgiu a mais polêmica teoria sobre o crescimento populacional.
Em 1798, 
Thomas Robert Malthus (1766-1834) escreveu o Ensaio sobre o prin-
c’pio da popula•‹o, em que expôs o que se convencionou chamar de 
teoria malthu-
siana. Ele associava o crescimento da população a um processo multiplicador de 
uma progressão geométrica (2, 4, 8, 16, 32...), enquanto a produção de alimentos 
cresceria por adição, ou em progressão aritmética (2, 4, 6, 8, 10...). Assim, a popu-
lação cresceria num ritmo maior do que a capacidade de produção de alimentos, 
o que resultaria, ao longo do tempo, na falta de recursos suficientes para suprir as 
necessidades alimentares da humanidade. 
Colocava-se a perspectiva de um futuro com subnutrição, fome, doenças, epi-
demias, infanticídio, guerras por disputas de territórios para ampliar a produção de 
alimentos e, consequentemente, desestruturação de toda a vida social.
Para evitar a tragédia por ele prevista, Malthus defendia o que chamou de 

controle moral”, cujo fim último era limitar o crescimento populacional. Em razão 
de sua formação religiosa, ele descartava a utilização de métodos contraceptivos. 
No entanto, defendia uma série de normas, que incluíam a abstinência sexual e o 
adiamento dos casamentos, que só deveriam ser permitidos mediante capacidade 
comprovada para sustentar a provável prole. É evidente que essas normas atingiam 
apenas a população mais carente. Para Malthus, era preciso forçar a população mais 
pobre a diminuir o número de filhos. 
Sugere-se que a leitura do gráfico 
seja realizada com os estudantes
questionando-os sobre os momentos 
de maior inflexão observados, por 
exemplo, em meados do século XVIII 
(Revolução Industrial) e meados do 
século XX (quando algumas das gran-
des conquistas médico-sanitárias 
alcançaram os países em desenvol-
vimento, dando impulso ao cresci-
mento da população mundial).
Infanticídio 
Ato voluntário de tirar a vida 
de uma criança, geralmente 
recém-nascida. 
MARIO YOSHIDA
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Capítulo 6  –  Crescimento populacional: tendências e dilemas 
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Malthus subestimou a capacidade 
da tecnologia em elevar a produção de 
alimentos. A fome e a subnutrição, que 
atualmente afetam quase a sexta parte 
dos seres humanos, não se devem à 
incapacidade de produzir alimentos, e 
sim à sua má distribuição, devido às 
desigualdades sociais e econômicas 
existentes dentro de cada país e entre 
os países.
CRESCIMENTO DA 
POPULAÇÃO NO SÉCULO XX
A partir da década de 1950, os 
países em desenvolvimento passaram 
a registrar elevadas taxas de cresci-
mento populacional, fenômeno que 
ficou conhecido como explosão demo-
gráfica
2
 (figura 4). Alguns desses paí-
ses chegaram a dobrar a sua popula-
ção em menos de três décadas e foram 
os que mais contribuíram para o crescimento da população mundial no século XX. 
Atualmente, eles concentram mais de 80% da população do planeta, e esse 
índice tende a aumentar.
Muitas doenças infecciosas que assolavam principalmente os países em desen-
volvimento passaram a ser controladas com campanhas de vacinação em grande 
escala e uso de antibióticos. Essas práticas se estenderam a várias regiões do mundo, 
provocando declínio significativo nas taxas de mortalidade, com consequente aumento 
no ritmo de crescimento da população.
No entanto, com o processo de urbanização em diversos países emergentes, entre 
eles o Brasil, as taxas de natalidade passaram a declinar, provocando sensível queda 
nas taxas de crescimento populacional. Se na África, onde a taxa de urbanização 
ainda é relativamente baixa, o número médio de filhos por mulher está próximo de 
cinco, na América Latina e no Caribe, onde a urbanização foi intensa, essa taxa média 
é praticamente a metade da africana. Observe a figura 5.
Fonte: PRB. 2015 World Population Data Sheet. p. 11-20. Disponível em: . Acesso em: fev. 2016.
Figura 5. Mundo: taxa de fecundidade – 2015
Mundo
0
1
2
3
4
5
África
Ásia
Oceania
América Latina*
América do Norte**
Europa
2,5
4,7
2,2
2,5
2,1
1,8
1,4
  * Exceto o México.
  ** Incluído o México.


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