Territorio e Sociedade3 pnld18 pr pontualOK. pdf


Página168/519
Encontro29.09.2021
Tamanho
1   ...   164   165   166   167   168   169   170   171   ...   519
Moradia nas cidades 
brasileiras
De Arlete M. Rodrigues. 
Contexto, 2001.
Retrata a questão 
da moradia, a luta 
da população nesse 
processo, os movimentos 
reivindicatórios, a repressão 
e a especulação urbana.
Figura 10.
 Manifestação do Movi-
mento dos Trabalhadores Sem 
Teto (MTST) em frente à Câmara 
Municipal de São Paulo, em 
junho de 2014, para pressionar 
a aprovação da revisão do Plano 
Diretor do município. O movi-
mento surgiu em decorrência da 
forte segregação urbana gerada 
tanto pela atuação do poder 
público, que frequentemente age 
em favor das forças do mercado, 
como também pela própria espe-
culação imobiliária urbana. Com a 
articulação do MTST, os sem teto 
passaram a ter uma expressão 
política significativa.
NELSON ANTOINE/FOTOARENA
119
Capítulo 5  –  Urbanização no Brasil 
TS_V3_U2_CAP05_107_129.indd   119
23/05/16   19:05


A ocupação da periferia da cidade é a justificativa para que o poder público cons-
trua as benfeitorias necessárias ao atendimento dos novos núcleos de povoamento
como transporte, pavimentação, rede de água e esgoto, eletrificação e outros. As novas 
infraestruturas instaladas acabam atingindo também os terrenos vazios situados no 
espaço intermediário da cidade. Tais terrenos (muitos deles propriedades de grandes 
empresas imobiliárias) passaram a ter um valor econômico maior, fazendo com que 
sejam utilizados para fins especulativos. 
As áreas periféricas, antes habitadas apenas pela população de baixa renda, 
passaram a sofrer um novo processo de especulação imobiliária. Os espaços ainda 
não ocupados ao redor das grandes cidades, com a presença de paisagens natu-
rais ainda preservadas, passaram a abrigar condomínios fechados, nas últimas 
décadas do século XX. 
Essa nova modalidade de moradia urbana atende a demanda de uma população com 
maior poder aquisitivo, que busca um modo de vida longe dos problemas dos grandes 
centros, como poluição, falta de segurança, carência de espaços verdes e de áreas 
de lazer. Tais empreendimentos proliferaram também nas cidades médias brasileiras.
QUESTÃO DOS TRANSPORTES
O trânsito caótico e os transportes coletivos ineficientes e com custo elevado 
fazem parte da rotina dos moradores das grandes cidades brasileiras.
Essa situação traz sérios prejuízos ambientais, sociais e econômicos à cidade e a 
seus habitantes, pois provoca intensa poluição atmosférica e sonora, produz grandes 
congestionamentos e eleva o gasto com combustíveis. O fato de o transporte rodoviário 
ter sido privilegiado em detrimento de outros meios, como trens, eleva o custo do frete 
e aumenta o preço das mercadorias comercializadas. Além disso, provoca conges-
tionamentos na cidade e retração de investimentos na cadeia produtiva, em virtude 
do alto custo arcado pelas empresas com o transporte de mercadorias (figura 11). 
O tempo perdido nos congestionamentos aumenta o cansaço dos habitantes das 
áreas urbanas, muitas vezes sendo fator para diminuição da produtividade e do tempo 
destinado à convivência familiar e social, ao estudo e ao lazer. Por isso, muitas pessoas 
procuram morar em bairros próximos a estações de trens, metrôs e ônibus e a grandes 
vias de circulação para reduzir o tempo de deslocamento. Isso faz com que os terrenos e 
as construções existentes nessas áreas tenham uma valorização econômica expressiva.
A mobilidade no meio urbano no Brasil foi tratada 
no Capítulo 6 do Volume 2.
TIAGO QUEIROZ/EST
ADÃO CONTEÚDO


Compartilhe com seus amigos:
1   ...   164   165   166   167   168   169   170   171   ...   519


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal