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NAMÍBIA
BOTSUANA
AZILÂNDIA
SUAZILÂNDIA
AZILÂNDIA
AZILÂNDIA
MOÇAMBIQUE
A
LESOTO
ZIMBÁBUE
Capital de país
Cidade
Bophuthatswana
Venda
Ciskei
Transkei
N
0
210 km
PROVÍNCIA DO CABO
ORANGE
NATAL
TRANSVAAL
CIDADE
DO CABO
Porto Elizabeth
East London
Kimberley
Durbam
Qwaqwa
Johanesburgo
Pretória
EMILIE CHAIX/PHOTONONSTOP/LA
TINSTOCK
DACOST
A MAP
AS
Fonte: South Africa: overcoming apartheid, building democracy. 
Disponível em: 

Acesso em: jan. 2016.
O massacre de Soweto
O massacre em Soweto, bairro de população negra (township) 
em Johanesburgo (África do Sul), ocorreu em junho de 1976, durante 
um protesto pacífico contra uma determinação do governo racista da 
África do Sul, que tornou obrigatório o ensino da língua africâner e da 
língua inglesa, desconsiderando as línguas nativas. A polícia sul-a-
fricana reprimiu a manifestação com violência e deixou mais de uma 
centena de mortos, sensibilizando toda a comunidade internacional 
sobre o drama da população negra na África do Sul. A imagem a seguir, 
do fotógrafo Sam Nzima (1934-), tornou-se um ícone da revolta contra 
o apartheid. Hector Pieterson, de 12 anos, é carregado morto por um 
adolescente após ser baleado durante a manifestação dos estudantes 
de Soweto. Do lado esquerdo, está a irmã mais velha de Hector.
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Unidade 1  |  Etnia, diversidade cultural e confl itos 
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•  Fim do apartheid
Os habitantes dos bantustões tinham como única 
alternativa de sobrevivência trabalhar fora de seu terri-
tório, como estrangeiros que trabalham em outro país, 
continuando a prover a mão de obra necessária à econo-
mia sul-africana. A estratégia do governo da África do Sul 
provocou indignação de toda a comunidade internacional, 
resultando na exclusão do país da ONU, em 1974, e na 
adoção de 
sanções econômicas com o objetivo de pres-
sionar o governo a acabar com o apartheid.
A reação internacional e a luta dos negros contra 
o regime segregacionista obrigaram os governantes 
da África do Sul a revogar as 
leis raciais, a libertar 
Nelson Mandela (1990), a promover uma transição do 
sistema político junto com o CNA e a realizar eleições 
democráticas multirraciais (1994). Desde então, o país 
passou a ser governado por presidentes e ministros 
negros (figura 16).
Apesar do fim do apartheid, a emancipação da 
população negra ainda não é uma realidade. O acesso 
à terra ainda é restrito para a grande maioria. Nas cida-
des, os negros circulam livremente, mas muitos vivem 
em busca de trabalho, realizando uma vez ou outra 
alguma atividade temporária ou vendendo mercadorias 
como ambulantes. 
ESTADOS UNIDOS E O CONTRATERRORISMO
A violação dos direitos humanos ocorre, também, nas democracias ocidentais, 
por meio da atuação militar em outros países.
Após os atentados de 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos lançaram-se 
na doutrina do 
contraterrorismo, ou guerra preventiva na luta contra o terrorismo. 
Apoiado por outros países, o governo estadunidense utilizou seus vultosos recursos 
econômicos e tecnológicos para realizar intervenções militares em outros países, como 
Afeganistão e Iraque. A guerra, que já é, de certo modo, um ato de terror, passou a 
ser praticada mesmo à revelia dos organismos internacionais, como a ONU. O ataque 
das forças estadunidenses passou a ser justificado mediante 
ameaça provável e não 
por um direito de defesa diante de um ataque inimigo.
Para justificar os ataques ao Iraque após o 11 de setembro, o governo dos Estados 
Unidos fez uso intensivo da mídia para manipular a opinião pública, apresentando 
motivações para os ataques que nunca foram comprovadas. Além da força militar, 
tentou impor-se sobre seus inimigos empregando meios ilícitos, como pôr a prêmio 
a cabeça de líderes, violar a privacidade das pessoas, realizar prisões ilegais, torturar 
e executar inocentes civis em suas campanhas militares, entre outros.
Com a doutrina da guerra preventiva, os Estados Unidos outorgaram a si 
mesmos o direito de intervir militarmente em qualquer lugar do mundo quando 
entenderem que a sua segurança nacional está ameaçada. Esse unilateralismo 
estadunidense em relação a questões militares tornou-se uma ameaça de guerra 
permanente, cujos inimigos são selecionados de acordo com os seus interesses 
econômicos e geopolíticos.
Os Estados Unidos utilizaram a comoção nacional e internacional causada pelos 
atentados de 11 de setembro de 2001 para atuar em todas as frentes possíveis. 
FILME


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