Territorio e Sociedade3 pnld18 pr pontualOK. pdf


Página116/519
Encontro29.09.2021
Tamanho
1   ...   112   113   114   115   116   117   118   119   ...   519
A batalha de Argel
De Gillo Pontecorvo. 
Argélia/Itália, 1965. 117 min.
O filme mostra os dois 
lados do conflito: a tortura 
e a eliminação cruel dos 
rebeldes, empreendidas 
pelo exército de ocupação 
francês, e os métodos de 
luta da FLN, apoiados na 
guerrilha e no terrorismo.
Figura 14.
 Campo de batalha em 
Argel (Argélia), 1965.
COUR
TESY EVERETT COLLECTION/FOTOARENA
75
Capítulo 3  –  Faces do terrorismo
TS_V3_U1_CAP03_060_081.indd   75
23/05/16   19:03


Em 1912, foi criado o Congresso Nacional Africano 
(CNA), em defesa dos direitos da população negra, 
que liderou a luta contra a discriminação na África do 
Sul por todo o século XX. A partir de 1948, o apartheid 
(separação), que já existia de fato, passou a fazer parte 
da própria Constituição do país, obrigando os negros a 
viver em zonas residenciais afastadas – nas townships 
– e impedindo-os de frequentar os mesmos lugares 
que os brancos. Os negros utilizavam serviços públicos 
(transporte, assistência médica e escola) separados dos 
brancos. Proibiram-se, também, casamentos e relações 
sexuais inter-raciais. Em defesa dessa política, afirmava-
-se que brancos, negros e mestiços eram iguais, mas 
deveriam viver separados.
Em 1960, o CNA foi proibido. Nelson Mandela 
(1918-2013), presidente do partido, e um grupo de 
militantes passaram a agir clandestinamente, apesar da 
oposição de vários líderes do CNA, e a utilizar métodos 
terroristas, como bombas e sabotagem, para atacar as 
minas de ouro e diamante, as fábricas, a polícia e a 
população civil branca.
A reação do Estado sul-africano contra o terrorismo 
do CNA foi violenta. Prisões ilegais, julgamentos sumá-
rios, torturas, mortes e ataques à população civil negra 
indefesa eram realizados com frequência pelo governo 
branco opressor, num país de ampla maioria negra. Em 
1962, Mandela foi preso, permanecendo por 27 anos 
na cadeia até ser solto em 1990, quando o governo 
da África do Sul, que havia começado a abrandar o 
apartheid, passou a negociar com a maioria negra.
• Bantustões
A política segregacionista tornou-se cada vez mais 
dura, principalmente no governo de Balthazar Johannes 
Vorster (1915-1983). Em 1971, foram criados os bantus-
tões, territórios não brancos independentes, separados 
da África do Sul, situados nas piores terras e desprovidos 
de qualquer obra de infraestrutura (figura 15). Com isso, 
os negros teriam seu próprio território e governo, mas 
teriam que enfrentar sozinhos os inúmeros problemas 
de saúde, políticas educacionais, falta de trabalho e 
segurança concentrados nos bantustões. Para entrar e 
circular na África do Sul, dependiam de autorização e 
precisavam ter passaporte como qualquer estrangeiro 
que entra em outro país. Dos 10 bantustões previstos, 
apenas quatro tornaram-se independentes: Bophuthat-
swana,  Venda,  Ciskei e Transkei, mas nunca tiveram 
reconhecimento internacional.
Figura 15. África do Sul: bantustões – 1984
OCEANO
ÍNDICO
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO
20° L


Compartilhe com seus amigos:
1   ...   112   113   114   115   116   117   118   119   ...   519


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal