Tema 12 – Palestra 099 Praeiro Maçonaria



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Tema 12 – Palestra 099 - Praeiro Maçonaria

Os meus agradecimentos pelo convite dos familiares de Aristotelino Alves Praeiro, em solicitar que eu fale nessa loja, Maçonica, Acássia Cuiabana, algo da vida de Aristotelino Alves Praeiro.

É fácil, e me oferece felicidade, e lembranças de seus exemplos, plenos de sabedoria e moralidade.

Na sua vida, religiosa, foi sem dúvida o maior trabalhador, nas atividades de socorro aos necessitados de apoio moral, fossem eles encarnados ou desencarnados, nos diálogos oriundos das reuniões mediúnicas.

Na Seara de Jesus o seu dia a dia, de trabalho não tinha limite.

- Reuniões administrativas na Federação Espírita do Estado de Mato Grosso, o qual foi o fundador, quando a sede do governo estadual era em Campo Grande.

Mesmo tendo obrigações de trabalho, como militar, do exército brasileiro, Mato Grosso não tinha asfalto e mesmo assim ele fez várias viagens ao Rio, até obter o registro, para implantar em terra de Rondon, a Federação Espirita do Estado de Mato Grosso.

Foi o responsável pela fundação de centro/s espirita/s nesse serrado mato-grossense.

Quero ressaltar que em todos os momentos de sua vida social, profissional, sempre marcou a sua presença, com:

- Sábias decisões;

- Decisões acatadas com respeito;

- Com segurança, definindo rumos em momentos difíceis.

Não podemos esquecer, de citar a sua presença a frente das atividades, do Cristianismo Redivivo.

- Toda semana, a sua palestra no Centro Espirita de Cuiabá, acalentava corações;

- Atendimento fraterno, aos que buscavam palavras sábias, que pudesse oferecer paz e esperança, necessários aos momentos difíceis que vivenciavam.

- Administrando o passe, oferecendo o que era mais sagrado, suas energias para o equilíbrio do físico e psíquico;

- Sempre à frente, nas arrecadações e distribuição de mantimentos distribuídos mensalmente, aos necessitados cadastrados – antes da distribuição ele reunia essas mulheres e orientava como deveria ser o comportamento, perante o seu bairro, seus vizinhos. . Exemplos simples:

- não prejudicar o vizinho com som alto;

- não jogar lixo em frente, porta do vizinho, etc.

- não esquecer que foi junto com outros companheiros o construtor do Lar Espirita Monteiro Lobato, no qual sempre esteve à frente, nas decisões administrativas, e nas eleições dos seus presidentes, ou contornando problemas internos.

Tivemos oportunidades de conversarmos em torno da ciência e filosofia espirita, porém as coisas ditas por ele tinha o cunho da serenidade, exposta sucintamente e em momentos pertinentes.

Nas suas exposições ele sempre oferecia material de reflexão, como veremos a seguir:

Sr. Wilson, como é difícil ser órfão;

Para entendermos melhor, vou transcrever alguns registros da sua infância:

Praeiro nasceu no dia primeiro de maio de 1.903 (coincidentemente no dia do trabalhador) de 1.903, na Av. XV de novembro, bairro do Porto, Cuiabá. As 09 anos de idade tornou-se órfão e teve infância difícil já que os tutores Américo e sua esposa eram muito severos. Agradecia, no entanto essa criação dura que teria contribuído para a formação do seu caráter.

Numa sessão mediúnica familiar, presidida por Montezuma, foi solicitada conversações com os seus pais (desencarnados) e estes o exortaram a avançar nos estudos doutrinários. No ano de 1.929 Praeiro convocado por sua noiva Adelina de Matos, para assistir a uma reunião mediúnica na casa de D. Mariquinha (Maria Joan) o convite foi aceito, menos pelo interesse pela sessão que pelo prazer de acompanhar a noiva. No transcurso da Reunião, após a leitura do Evangelho, feita por Montezuma, manifestou determinado espirito, de forma espontânea por via psicofônica com caraterísticas de acentuada elevação moral, transmitindo uma mensagem tocante e profunda, infundindo na intimidade do Praeiro certo devaneio para futuras concepções a respeito daquilo todo.

O Espirito abordava assuntos da mais alta transcendência, principalmente para pessoas leigas na matéria. Falou também sobre as futuras guerras e acontecimentos que ocorreram posteriormente.

A surpresa geral foi quando a entidade se identificou como Duque de Caxias.

A partir dai Praeiro começou a estudar o espiritismo e a acatar o convite de Jesus para a sua tarefa na terra. Por onde andasse quer nas mais diferentes cidades onde viveu por força da condição militar, Aristotelino Alves Praeiro divulgou a Doutrina Espirita, promoveu conversões. Mas foi em Cuiabá, sua terra natal, a cidade onde sua majestosa obra mais se fez presente e produziu frutos imperecíveis.

Divaldo Pereira Franco ao ser agraciado com a cidadania matogrossense, em plenário, durante sua palestra, pronunciou dirigindo-se a ele: “Praeiro, foi o desbravador altruísta, que padeceu o ridículo a chacota a chalaça a zombaria, não esfiando no ideal. Colocou em sua luta constante o marco de uma nova era em nome do Cristo, que está acima de todas as religiões, porque é o amor não amado, e não pode conter em lugar nenhum, porque Ele é o continente e não o conteúdo. Desejo repartir essas honrarias com a personalidade singular do nosso querido Aristotelino Alves Praeiro, este homem bom, doce e suave, cuja presença é um atestado de Cristianismo entre nós. Praeiro desencarnou em 18 de maio de 1.993.

Lembrando que ele nasceu no dia do trabalho, primeiro de maio e desencarna no mês do trabalhador. Como as coisas boas, não podem cair no esquecimento e assim busco relatar algumas do meu conhecimento:

- Senhor Wilson, ha bons anos eu tive um sonho: das águas do Rio Cuiabá emergia um gigante, e eu tinha que lutar por ele, hoje eu sei. Era o prenuncio da minha luta em defesa do gigante, o Espiritismo, a terceira revelação aos homens;

- Hoje temos no movimento espirita do Mato Grosso o espirito Índio Arakati, muito atuante. Esse índio conheceu Praeiro em terras do Rio de Janeiro, acompanhando e permanecendo nesse Mato Grosso. O qual muito nos tem ajudado, quando dialogamos com espíritos, também de índios.

- Revolução de 1.932. Praeiro apresenta-se ao seu comandante na cidade do Rio de Janeiro, era o dia de seleção de soldados, sargentos e oficiais, que atuaria na companhia de metralhadora, ou de infantaria. Em prece ele pedia: Jesus não permita que eu seja conduzido a companhia de metralhadora, arma mortal. Um tanto surpreso, escuta o oficial dizer: Praeiro e aponta para o lado direito. Era a companhia de metralhadora! Lembro-me dele dizendo: recebi a incumbência de tomar de assalto determinada posição inimiga, não eram inimigos e sim irmãos brasileiros, que necessitavam cumprir ordens. Eu tinha a responsabilidade de desempenhar bem a minha tarefa, na vanguarda, para não colocar em perigo os meus companheiros.

O que aconteceu?

Tomamos de assalto à posição inimiga, sem disparar um tiro. Nesse momento eu disse, agora entendo Jesus, porque estou aqui. Se a memória estiver certa, ele foi condecorado, sem ter disparado um tiro.

- Em outra ocasião ele é procurado por uma senhora muito simples que dizia: sou viúva, tenho como companhia apenas o meu filho, ainda criança que foi tirado de minha casa para lutar, na revolução. Ele oferece toda atenção e pergunta: qual o nome do seu filho, ela diz (...), amanhã cedo minha senhora o seu filho estará retornando para a sua casa.

Determinado dia, em reunião mediúnica, no Centro Espirita de Cuiabá, um oficial que morreu em seus braços, ferido na revolução de 1.032, disse: venho lhe agradecer pelos estudos do Evangelho que era administrado a sombra dos cafezais, o qual me ajudou, muito, nesse outro lado da vida.

- Em outro momento, comparece determinado espirito, feminino e quem é Cuiabano da velha guarda vai lembrar, eu não consigo lembrar, do seu apelido muito conhecido. Era ainda um tanto jovem, gordinha, baixinha, com deficiência mental, porém amável e sempre sorridente.

Ah! Saudades desse velho Cuiabá, As mães Cuiabanas confiavam suas filhas a essa jovem, a qual organizava as felizes brincadeiras de roda que acontecia em frente ao Palácio do Governo, Praça Alencastro, hoje Prefeitura Municipal.

Ela através de determinada médium, vem agradecer o Praeiro, pela atenção para com ela, pois somente ele lhe oferecia atenção.

Da minha parte digo: Nasci em São Paulo, no meio de familiares espiritas, quando o espiritismo era percebido apenas pelos fenômenos. E assim como eu muitos vieram para cá, com a missão de trabalhar e contribuir com o crescimento desse rincão de Rondon.

No meu caso, outrora vim para buscar a riqueza do ouro. E agora reencarnado retorno com a responsabilidade de restituir o que daqui tirei.

Como disse, nasci em família espirita, mas foi nessa terra de Rondon e por intermédio de Praeiro, que eu aprendi que o intelecto é necessário, mas o amor é essencial.

Ele me fez ver que em coríntios, capitulo 13, eu teria o norte para entender a postura do homem que pretende ser cristão no seu meio religioso.

Vamos às palavras do Apóstolo Paulo.

- Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

- E ainda que eu tivesse o Dom da Profecia, e conhecesse todos os mistérios e todo o conhecimento, ainda que tivesse a fé da maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor nada seria.

- E ainda se distribuísse toda a minha fortuna para sustentar os pobres, e ainda que eu entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

- O amor é sofredor; é benigno; o amor não é invejoso, o amor não trata com leviandade, não ensoberbece

- Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

- Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

- Tudo sofre; tudo crê tudo espera, tudo suporta.

Por que apresentei esse versículo, bíblico? Foi essa leitura indicada por Praeiro, me dizendo: leia, leia, reflita, reflita e foi assim que a passei a entender e sentir como as religiões cristãs, estão distorcendo esse cristianismo de Jesus. Não estão percebendo que a religião que não transforma o homem para melhor, não alcança o objetivo do cristianismo.

Eu tinha a preocupação de oferecer um adjetivo para identificar esse homem, sábio e iluminado. E numa dessas reuniões mediúnicas que dirijo o espirito Carlos Fernandes que fora Presidente do Centro Espirito Cuiabá, se apresentando exclama: Ah! Praeiro a voz que continua acalmando.

Devo entender que nessa Loja Acácia Cuiabana, ele se fez querido, produtivo e respeitado.

Tenho em minha memoria, quando ele se referia a Maria Santíssima, levava as mãos, com gestos lentos ao coração e sua fala adquiria o magnetismo do amor.

- Senhora Doralice: como a senhora definiria o seu Pai. “Papai era uma pessoa paciente, tranquila, reservada, jamais ouvimos falar alto, embravecido, porém era enérgico” Acho que a única vez que vi tristeza nele foi no final da carreira militar. Mas ele logo se recompôs, pois entrega tudo nas mãos de Deus.

- Seu pai sofreu alguma perseguição por ser líder espírita? Ele mesmo deu resposta a essa pergunta falando assim: “Felizmente, nunca me senti ferido, ou magoado com o menosprezo das pessoas que por desconhecem o Espiritismo nos colocasse a margem como pessoa anormal e nociva à sociedade. Devido ao preconceito religioso nas cidades antigas, onde predominava o catolicismo, nas décadas passadas, sempre sentia o afastamento pessoas com relação a minha família, mas sempre, por outro lado, as flores recebidas eram mais abundantes (...) não me considero pioneiro, mas um simples voluntário que se incorporou ao Exército de Jesus com o desejo de auxiliar os semelhantes. Encontrei a água cristalina do amor e matei a minha sede; a partir dai alimentei o meu desejo de que todos bebessem e fosse todos felizes.




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