Tambortec: sistema musical interativo para performance de música eletrônica dançante Tambortec: sistema musical interativo para performance de música eletrônica dançante


 - Ableton Live – centro de organização e controle



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6.2 - Ableton Live – centro de organização e controle  
 
A organização de todas as informações adquiridas pelo sistema fica atribuída ao Ableton 
Live, assim como o controle de efeitos, sintetizadores e dispositivos elaborados para a descrição 
de áudio. O software permite o uso de vários canais com funções distintas que vão da recepção de 
áudio  e  a  manipulação  desse  material  sonoro  por  efeitos  (delays,  reverberação,  equalização, 
compressores,  dentre  outros),  até  a  alocação  das  faixas  a  serem  usados  na  performance, 
juntamente  com  loops diversos.  Ao  sistema  adicionamos  também  canais  dedicados  aos  patches 
elaborados  no  Max  for  Live,  com  funções  ligadas  ao  controle  de  eventos  dentro  do  Live,  tais 
como  disparos  de  faixas,  loops,  troca  de  cadeias  de  efeitos,  acionamento  de  sintetizadores  e 
descritores  de  áudio;  dispositivos  estes,  fundamentais  no  funcionamento  do  sistema  interativo. 
Neste projeto, setorizamos os canais do Live em relação à suas funções dentro do sistema.  
 
•  Entrada – canal por onde o sinal de áudio que é distribuído no sistema. 
•  Dispositivos  controladores  –  vias  que  não  recebem  informações  sonoras, 
funcionado  como  estações  para  patches  do  Max  for  Live,  especificamente 
projetados para receber ações do Wiimote e do pedal FCB 1010. 
•  Efeitos Tambor – canais com efeitos acionados separadamente para processar o som 
do tambor. 
•  Gravador – canal que grava loops de tambor com sons manipulados ou não, além de 
frases executadas no sintetizador. 
•  Faixas  musicais  –  canais  que  contém  o  repertório  do  sistema,  composto  de  faixas 
musicais.  Também  nestas  vias,  alocamos  amostras  sonoras  vocais  e  efeitos  para 
transição entre músicas.  
•  Sintetizadores  –  canais  com  instrumentos  virtuais  com  alguns  parâmetros 
reguláveis. 
•  Dispositivos  com  descritores  –  canais  para  o  qual  o  sinal  de  entrada  também  é 
distribuído para análise em tempo real . 
•  Efeitos – canal com efeitos aplicados às músicas gravadas. 


 
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O  canal  com  os  dispositivos  controladores  desmembra-se  em  três  patches.  Assim,  o 
primeiro patch, “Controle Wii”, envia comandos do tipo “liga-desliga” para os canais de efeitos 
para  manipular  o  som  do  tambor  além  de  acionar  sintetizadores  ou  descritores  de  áudio.  O 
segundo  dispositivo  elaborado  no  Max  for  Live  (“Accels  Mods”)  recebe  informações  dos 
acelerômetros,  traduzidas  no  OSCulator  e  enviadas  ao  Live  pela  porta  MIDI  in  do  programa, 
possibilitando a manipulação de parâmetros dos efeitos a partir da movimentação espacial com o 
instrumento  de  percussão.  O  terceiro  patch (“FCB  DJ_set”) recebe  dados  do  pedal  controlador, 
informações MIDI enviadas por cabeamento também recebidas pela porta MIDI IN do Live. Os 
comandos atuam na parte do sistema que emula o papel do DJ, isto é, seleciona faixas, controla o 
volume e realiza a transição entre tracks (crossfading). 
Os canais  de  efeitos  contém dois  vocoders
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um delay e  um pitch shifter, processadores 
cujo detalhamento em relação ao funcionamento e aplicação no sistema será feito posteriormente 
nesse  trabalho.  A  setorização  dos  canais  dentro  da  interface  do  Live  completa-se  com  as  vias 
destinadas  a  executarem  o  material  composto  de  faixas  musicais,  aqui  distribuídas  em  quatro 
canais, chamados de deck A, B, C D
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. As transições ‘típicas do estilo (ruídos brancos, rulos de 
pratos, etc.) e intervenções vocais também ocupam dois canais no sistema.  
Os sintetizadores ocupam mais um grupo de duas vias; utilizamos um instrumento virtual 
baseado em síntese subtrativa e nele definimos configurações variadas para oferecer ao performer 
possibilidades sonoras ao acionar o instrumento.  
Os descritores de áudio ocupam dois canais e sua atuação no sistema também será tópico 
de nossa descrição. Uma cadeia de efeitos para operar sobre o sinal vindo dos decks e uma saída 
para  todo  material  sonoro  do  sistema  -  sons  do  tambor,  das  faixas  e  loops  –  completam  esta 
organização dos elementos que compõem o sistema musical (fig. 33). 
 
                                            
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  Efeito clássico baseado na técnica de síntese cruzada (cross synthesis), onde um sinal de áudio é sobreposto 
a um som sintetizado.  
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   O  termo  “deck”  refere-se  às  fontes  sonoras  usadas  na  discotecagem,  sejam  elas  toca-discos,  CD  players 
dentre outras.  

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