Tambortec: sistema musical interativo para performance de música eletrônica dançante Tambortec: sistema musical interativo para performance de música eletrônica dançante



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players com reguladores de pitch e botões de start/stop dos toca-discos, os CDJs. A qualidade do 
som, as pequenas dimensões e a oferta de mais títulos em formato de compact disc no mercado 
acabaram por convencer os DJs para as praticidades do sistema digital. Quando o livro Last night 
a  DJ  saved  my  life  foi  lançado,  seus  autores  já  apontavam  elementos  facilitadores  no  uso  da 
tecnologia digital : 
“É  mais  fácil  de  aprender,  também.  Com  os  contadores  de  bpm
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 e  as 
facilidades  de  sincronização,  o  trabalho  com  CDs  podem  descartar 
domínios  necessários  na  mixagem.  Djs vão  se  agarrar  à  natureza  sexy 
táctil do vinil e ressaltarão o calor do som analógico, mas a discotecagem 
digital será cada vez mais atrativa” (Brewster, Broughton, 1999: 435). 
De  fato,  a  avalanche  de  equipamentos  digitais  agregados  ao  mixer,  dos  samplers  aos 
sintetizadores  e  baterias  eletrônicas,  ampliou  as  técnicas  clássicas  de  manipulação  na 
discotecagem  introduzindo  uma  digitalização  de  seus  processos  com  o  uso  de  computadores 
pessoais munidos de interfaces de áudio. Os sistemas de controle de vinil transferiam mensagens 
de  discos  codificados  (timecode)  através  de  uma  interface  apropriada  para  o  computador, 
permitindo  que  músicas  arquivadas  pudessem  ser  executadas  e  controladas  a  partir  dos  toca-
                                            
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   Dispositivo  em  aparelhos  digitais  capazes  de  identificar  numericamente  o  andamento  da  música,    
representando-o em batidas por minuto (beats per  minute). 


 
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discos  com  o  vinil  timecode
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.  No  começo  do  século  XXI,  os  laptops passaram  a  integrar  o  rol 
tecnológico disponível para a produção e performance de música eletrônica dançante e, com eles, 
foram lançados softwares que reproduziam o ambiente tecnológico presente no universo do  DJ 
com  seus  toca-discos  e  mixers  virtuais.  A  mídia  digital  descartou  a  presença  física  de  um 
formato,  como  um  CD  ou  disco  de  vinil,  e  apresentou  seu  conteúdo  musical  em  informações 
codificadas  digitalmente  dentro  um  arquivo  de  áudio  em  vários  formatos,  como  o  wav  da 
Microsoft e o aiff (Audio Interchange File Format) da Apple dentre outras. Uma codificação que 
reduzia o tamanho dos arquivos digitais de áudio surgiu no fim dos anos 90 e se popularizou em 
meados da década seguinte: o mp3. O formato favorecia a transmissão de músicas via internet, 
determinando  um  sucesso  entre  o  público  a  partir  do  lançamento  de  equipamentos  para  a 
reprodução de músicas em mp3, fato que mudou os rumos da indústria fonográfica e estabeleceu 
um pilar no consumo de músicas online, como descrevem Brewster e Broughton: 
 
“A música começou como uma forma viva a qual ninguém podia possuir. 
Apenas um século atrás nós trabalhamos para guardá-la em discos e fitas. 
Agora, no nosso brilhante novo milênio,  a música gravada escapou da sua 
condição  física  e  move-se  ao  redor  de  uma  névoa  de  uns  e  zeros, 
disponível  a  qualquer  um  com  um  software  capaz  de  plugar-se  com    o 
ciberespaço” (2002:96). 
Com a incorporação dos computadores na discotecagem, o acoplamento de equipamento 
via  USB  tornou-se  uma  possibilidade  extra  de  controle  da  reprodução  para  o  DJ.  Esses 
controladores  funcionam  a  partir  de  botões  e  acionadores  diversos  tipicamente  mapeados  com 
parâmetros  dos  softwares.  Labuhn  ressalta  que  os  controladores  na  discotecagem  digital 
transferem  as  técnicas  tradicionais  de  manipulação  numa  correspondência  virtual  com  os  toca-
discos,  CD  players  e  mixers,  embora  “[...]  identifique-se  um  conceito  fragmentado  dessas 
manipulações, que não conduzem ao núcleo da discotecagem, mas mostram, com seus artefatos 
tecnológicos, facetas mais distantes de uma prática cultural diferenciada  e estabelecida ao longo 
de décadas” (2012: 68). Brewster e Broughton adotam a mesma linha de pensamento em relação 
                                            
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     Disco  com  um  sinal  de  áudio  contínuo  e  composto  de  uma  frequência.  O  sinal  analógico  é  codificado 
digitalmente,  transmitido  ao  computador  que  extrai  informações  relativas  à  velocidade  de  reprodução  do 
disco,  sua  direção  (para  frente  ou  para  trás)  e  a  posição  de  reprodução  (Extraído  da  página: 
http://www.djban.com.br. Último acesso em 24/09/2014). 


 
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às novas tecnologias aplicadas ao trabalho do disc jockey, aceitando as plataformas digitais como 
uma  evolução,  mas  sublinhando  a  incapacidade  de  softwares  “[...]  em  expandir  os  gostos  dos 
ouvintes,  recontextualizar  uma  peça  de  música,  ou  justapor  duas  implausíveis  gravações  e 
transformá-las  em  um  sucesso”  (1999:  436).  Portanto,  a  evolução  tecnológica  permitiu  novos 
caminhos  na  arte  dos  DJs,  mas  manteve  seus  procedimentos  básicos  em  relação  ao  uso  dos 
equipamentos e a estética de sua performance como sustentação para seu discurso. 
 


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