T. Apocalipse 12 L. Gênesis 3,15; Queridos irmãos em Jesus Cristo



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T. Apocalipse 12

L. Gênesis 3,15;
Queridos irmãos em Jesus Cristo,
Estamos perto do dia de Natal. Nesse dia nós comemoramos o nascimento do nosso Senhor Jesus Cristo. Mas como nós comemoramos o nascimento dele? Muitas vezes fazemos isso isoladamente. Só observamos o momento histórico do nascimento dele, as circunstancias em que ele nasceu sem observar as consequências. A nossa visão é muito limitada.
Nós somos como um motorista na fila. Ele anda na estrada e num certo momento fica preso num engarrafamento. Ele só pode ver o carro em frente dele e o carro ao lado dele e atrás dele. Então, ele tem uma visão limitada. Ele não pode ver o que aconteceu em frente, o que causa a fila; e ele também não pode ver o que está acontecendo atrás. Ele está no meio da fila e a sua visão se limite a isso. Ele não sabe o que a policia esta fazendo para resolver a situação. Mas o jornalista, que está num helicóptero, tem uma visão mais ampla. Ele pode ver tudo. Ele sabe o que aconteceu em frente e o que está acontecendo atrás. Ele pode ver o que a policia está fazendo. Ele tem uma visão bem mais ampla e assim ele descreve a situação.
O apóstolo João é como tal jornalista. Ele recebeu uma visão muito mais ampla sobre o nascimento de Jesus Cristo. Deus lhe mostrou a história de Natal através de imagens que foram projetadas no céu. Como uma apresentação de slides. Deus lhe revelou a história de Natal desde o início até o final.
O Apocalipse nos oferece a historia de Natal pela perspectiva profética de João, ou talvez seja melhor dizer: pela perspectiva profética de Jesus, porque o Apocalipse oferece as revelações de Jesus à João! O nosso Senhor Jesus, O maior profeta do mundo, revelou a verdadeira história de Natal. Ele nos mostrou as coisas invisíveis que estavam acontecendo em redor do Natal.
A nossa visão é limitada: só observamos as coisas visíveis do dia de Natal.

Não podemos ver tudo o que estava acontecendo. Mas a perspectiva profética é diferente. Deus tem uma visão mais ampla. Ele sabe o que aconteceu em frente e o que está acontecendo atrás. Ele conhece as consequências e o impacto do nascimento de Jesus.


E como já disse: Ele mostrou tudo isso à João através de imagens que foram projetadas no céu, e registradas por João. João viu cinco momentos impressionantes:

  1. Uma mulher que estava grávida;

  2. Um Dragão vermelho que estava ameaçando a mulher e o seu filho.

  3. A Salvação do Filho;

  4. A Batalha no céu;

  5. A Perseguição da descendência da mulher;

Tudo o que ele viu terminou com isso: a perseguição da descendência da mulher: os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus. O que João viu parece como um filme de terror. E no final do filme ele viu o que deve acontecer com a igreja de Cristo. O Dragão vermelho não conseguiu pegar o filho e agora ele se concentra nos irmãos dele: os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus.

Esse final assustou João, porque 12,18 diz que ele (quer dizer João) se pôs em pé sobre a areia do mar. Essa ação mostra que João estava ansioso a ver o que aconteceria depois disso. Como será o resultado dessa perseguição?

João sabe que essa visão tem a ver com a vida real. Ele se pôs em pé sobre a areia do mar. Ele está à beira do mar, na praia da ilha de Patmos. O fato que ele está lá faz parte dessa perseguição. João, sendo apostolo de Jesus, foi um dos primeiros que foi perseguido, porque ele tinha o testemunho de Jesus. Ele foi preso e condenado ao exílio na ilha de Patmos. Patmos se tornou a prisão dele no mar Mediterrâneo. Ali ele vivia longe das sete Igrejas de Cristo em Ásia Menor; e ali ele recebeu as revelações a respeito do futuro.

Tudo isso já começa em Apocalipse 4. Ele viu uma porta aberta no céu, ouviu uma voz e viu o que deve acontecer depois destas coisas (Apoc. 4,1). Todas essas revelações estão registradas nos capítulos 4 até 11. Mas as revelações de capitulo 12 fazem também parte disso. A perseguição da igreja de Cristo é uma coisa do futuro para João e o que é futuro para João é presente para nós. Nós somos parte da igreja do Novo Testamento, que está no deserto, no caminho para a cidade santa, a nova Jerusalém.

E Apocalipse 12 nos mostra o por que! A perseguição da igreja de Cristo tem um motivo; ela tem uma história. Uma história antiga. As raízes dessa história se encontram até no paraíso. Apocalipse 12,9 mostra isso, porque ali se fala sobre o Dragão vermelho que é igual à antiga serpente. Quer dizer: a antiga serpente que estava no paraíso e que seduziu Adão e Eva. Ali no paraíso encontram-se todos os ingredientes que explicam a perseguição da igreja. Tudo isso faz parte da inimizade que Deus colocou entre a serpente e a mulher.

Lemos sobre isso em Gênesis 3. Nesse capitulo lemos sobre Adão e Eva que viviam no paraíso. Eles viviam em paz, até o momento que a serpente apareceu. A serpente enganou Eva e Eva seduziu o Adão. Os três fizeram uma aliança contra Deus. E quando Deus aparece, Ele quebrou esta aliança e disse à serpente (Gênesis 3,15): Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. Deus pôs inimizade entre a serpente e a mulher. Isso é claro. Mas sabe também como ele pôs inimizade? Ele revelou que a mulher será um perigo para a serpente; a descendência da mulher será um perigo para a serpente; um dos descendentes dela ferirá a cabeça da serpente. Nós sabemos que este descendente é Jesus Cristo. Ele é o Messias que foi predestinado a vencer Satanás, a antiga serpente. Sabemos também que satanás fez tudo para evitar isso. Ele perseguiu a mulher e a sua descendência para evitar que o messias nasceria.

Ele tentou destruir a descendência da mulher para que o descendente principal nunca fosse nascido.

A história mostra isso. Podemos pensar na história de Noé. A descendência santa da mulher foi diminuída até 8 pessoas: Noé e a sua família.O Diabo quase conseguiu destruir a linha santa do Messias. Podemos pensar na história de Abrão, que não podia ter filhos. A linha santa para o Messias era muitíssima fina naquele momento. Podemos pensar na história de Israel em Egito na época de Moisés; O Faraó mandou matar todos os filhos de Israel. Atrás dele está o diabo que queria destruir a descendência santa da mulher. Pensa na história de Ester. Hamã o conselheiro do rei fez um plano para destruir o povo de Israel, mas Ester conseguiu salvar o povo. A História de Israel nos mostra aquela inimizade entre a serpente e a mulher; entre a descendência da serpente e a descendência santa da mulher.

Quem conhece essa história entende melhor a visão que João recebeu ali na praia de Patmos. Ele estava olhando para as estrelas e de repente ele viu um grande sinal no céu. Observando o universo, ele viu um grande sinal. A saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça.

Quem é essa mulher? Aqui no Brasil a maioria das pessoas diz: Maria, a mãe de Jesus! Ela deu a luz o Messias e ela é considerada como a Rainha do céu. Quase todas as estátuas dela, que se encontram na igreja de Roma, mostram Maria com uma coroa de doze estrelas e com a lua em baixo dos pés dela. Em poucas palavras: ela é a mulher de Apocalipse 12. A igreja de Roma pensa assim, irmãos.

Mas prestem atenção: o único argumento para isso é o fato que ela deu a luz o Messias. (vs.5) O resto do sinal não combina com a imagem que recebemos de Maria.

A posição humilde de Maria em Lucas, não combina com a posição alta da mulher em Apocalipse 12. Ela era rainha do céu ANTES do nascimento de Jesus? As dores do parto em vs. 2 combinam com a ideia de Roma que Maria ficou virgem durante o parto? e como é possível que Maria tivesse mais filhos (de acordo com Apocalipse 12,7) se a igreja de Roma diz que ela ficou virgem depois do parto e nunca teve outros filhos?

A ideia que a mulher de Apocalipse 12 é Maria é uma ideia errada. É mais lógico considerar a mulher como Israel, o povo santo de Deus. A mulher é a descendência santa de Eva: a igreja de Deus no Antigo Testamento. As doze estrelas na cabeça dela nos lembram das doze tribos de Israel. Israel tinha uma posição especial na história do Antigo Testamento. Israel teve uma posição alta e especial nos olhos de Deus porque o Messias seria nascido de Israel. O destruidor de satanás seria um filho de Israel.

Então, podemos dizer que Israel estava grávida com a promessa de messias. E por causa disso ele sofreu muito na sua história. Como já disse: Satanás fez tudo para evitar o nascimento do Messias. Ele fez tudo para destruir o povo de Israel. Esses são os dores do parto. As perseguições em Egito, mais tarde as perseguições pelos Babilônios, o exílio, as perseguições pelos Persos, Ester contra Hamã etc. Israel sofreu na sua historia porque era o povo eleito de Deus. A ‘mãe’ do Messias.

A inimizade da serpente é contra ela. Contra a família santa do Messias. Se compararmos a visão de João com a história do paraíso, podemos ver que a mulher se desenvolveu. Ela não é mais a mulher simples do paraíso. Ela recebeu uma posição alta coroada com 12 estrelas. Mas também a serpente cresceu. Ela é não mais uma serpente, mas ela se tornou um dragão. Ela cresceu em poder. Sete cabeças, dez chifres e nas cabeças sete diademas. As sete cabeças e as coroas significam muitas vezes sete reinos, que estão sob o domínio da serpente. Os chifres significam poder, força. È claro que esse dragão é muito mais poderoso e perigoso do que a serpente no paraíso. Ele conquistou poderes que ele usou contra o povo de Deus. Talvez possamos pensar nos impérios dos Egitos, dos Canaanitas, dos Babilônios, dos Persos, dos Gregos, e dos Romanos que eram os inimigos de Israel. E na época de Jesus o instrumento de satanás era Herodes, que queria matar o messias. Sete cabeças, sete coroas, sete inimigos de Israel. A inimizade que Deus colocou no paraíso se realizou na história de Israel.

João viu também que o Dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar á luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse. Nasceu lhe o filho e ele foi arrebatado para Deus até ao seu trono. Parece que o ‘filme’ que João viu, passava bem rápido, pois se pensarmos na vida de Jesus, nós recebemos a ideia que toda vida de Jesus, desde o nascimento até a sua ascensão ao céu, passou em um segundo. A perspectiva profética é assim. Ela não mostra todos os detalhes, mas a linha geral do plano de Deus. O filho nasceu; o Dragão não conseguiu matá-lo; ele foi arrebatado ao céu; o Dragão quer pegá-lo, mas houve uma batalha no céu e o Dragão perdeu; ele foi jogado na terra e agora mudou o seu objetivo e o seu alvo é o resto da descendência da mulher: os irmãos de Jesus Cristo.

Isso chama a nossa atenção e nos deixa em alerta. Jesus mesmo disse várias vezes que devemos vigiar. Pedro afirmou (1 Pe. 5) que o Diabo, o nosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; e Paulo disse em Efesios 6 que a nossa luta não é contra o sangue e carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal.

Quem são essas forças espirituais do mal; esses dominadores deste mundo tenebroso; esses principados e potestades? Não são pessoas; a nossa luta não é contra sangue e carne, mas contra ideias e filosofias ímpias, que dominam o nosso mundo. Ideias e filosofias que são divulgadas por meio da televisão; mensagens escondidas que nos estimulam a negar Jesus; a não seguir Jesus e a não amar a Deus. O Comercio, O Capitalismo, o Liberalismo, O Socialismo são os ídolos deste mundo. Todos eles são filosofias que no fundo do fundo são anticristo. Eles não nos levam para Cristo, mas nos afastam de Cristo.

A igreja deve estar alerta e vigiar. Orar ao Pai: não deixe nos cair em tentação e livra-nos do mal. Pode ser que o poder do mal cresceu, mas Deus é soberano e todo-poderoso. O Apocalipse nos mostra exatamente isso: no final, o poder de Deus vencerá!!

Não é sem motivo que os anjos se alegram (Apocalipse 12:10-11); porém eles dizem também: “Ai da terra e do mar, porque o diabo desceu para junto de vós cheio



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