Surrealismo Nome: Artur Camargo de Campos nº: 14



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Surrealismo - Artur - Word

Surrealismo
Nome: Artur Camargo de Campos nº: 14
Quando falamos de surrealismo, pensamos em Salvador Dali, Marx Ernst e Joan Miró. Esse movimento começou no século XX em Paris e depois se espalhou pelo mundo ganhando muita atenção durante muito tempo.

O primeiro a utilizar o termo "surrealismo" foi um poeta, Guillaume Apollinaire em 1917 e em 1924 o autor André Breton, em seu livro, manifesto surrealista, narra um dos principais ideais desse movimento.

Trecho do livro de André Breton: "Acredito na resolução futura destes dois estados, tão contraditórios na aparência, o sonho e a realidade, numa espécie de realidade absoluta, de surrealidade, se assim se pode dizer"

Como podemos ver, Breton abre a mão da racionalidade para colocar o inconsciente como protagonista deste processo criativo.

Entre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial. o Surrealismo surge como um movimento revolucionário que denunciava os horrores da guerra e os traumas deixados por ela.

Abraçando a contradição e a complexidade, é usado como tática a livre associação de ideias e símbolos. Por meio de sonhos, estados hipnóticos e até consumo excessivo de álcool, os surrealistas buscavam fugir das técnicas tradicionais de limitação da realidade.

O surrealismo se inspira nos dadaístas ao utilizar o "automotivo psíquico", que em outras palavras é a ação do inconsciente. Também usam da experimentação que são impulsionadoras para a descoberta de novas técnicas como a colagem, a frottage, técnica criada por Max Ernst que consiste em colocar uma folha de papel sobre um objeto texturizado, depois com um lápis, esfrega-se sobre o papel para obter as texturas da superfície.

Outra técnica muito interessante é a assemblage, que é baseada no princípio que todo e qualquer material pode ser incorporado a uma obra de arte, criando um novo conjunto maior, onde sempre é possível identificar que cada peça é compatível e considerado obra.

Em 1938, houve uma exposição importantíssima ao movimento surrealista, responsável pela divulgação desse movimento. A exposição internacional do Surrealismo foi organizada por Marcel Duchamp. O evento chamou uma atenção enorme em toda a Europa.

Na entrada da galeria, havia uma instalação onde 16 manequins foram estilizados por vários artistas, como Joan Miró e Salvador Dali. A obra trazia à tona questões do feminino e do desejo.

O movimento surrealista não se limitou apenas a Europa, o início da Segunda Guerra Mundial fez com que vários artistas fossem em direção ao continente Americano. Esta mudança despertou novos temas as obras:

A artista tcheca Toyen, inicialmente inspirada pelo cubismo, se interessou pelo surrealismo e fez trabalhos que abordavam temas como gênero, desejo e violência.



Outro exemplo é o de Leonora Carrington que nasceu na Inglaterra, mas viveu 70 anos de sua vida no México. Ela é considerada por muitos, a última figura do surrealismo. Suas obras são recheadas de narrativas celtas e imaginários do México.

A Segunda Guerra Mundial marca o declínio do surrealismo, já que a mídia se apropriou desta técnica e as colocou em propagandas e editoriais de moda. Mesmo assim se extende até os dias de hoje no mundo das artes, a sua influência impacta no pop art, performance art no século XX.
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