Subsídios para II dia Mundial dos Pobres



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Conselho Pontifício

para a Promoção da Nova Evangelização
Este pobre clama e o Senhor o escuta
II Dia Mundial dos Pobres - 18 de novembro de 2018
Subsídio Pastoral



Apresentação


«Este pobre clama e o Senhor o escuta». São estas as palavras do Salmo 34 que servem de moldura ao II Dia Mundial dos Pobres e em torno das quais gira a Mensagem que o Papa Francisco quis oferecer à Igreja, resumindo-as em três palavras: clamar, responder e libertar.

São três verbos que identificam a ação de Deus e revelam o seu amor misericordioso pelo homem. A pobreza não se esgota numa palavra, mas «torna-se um brado que atravessa os céus e chega a Deus» (n. 2). O Senhor, por sua vez, não se limita a escutar este desesperado pedido de ajuda, mas responde-lhe, participando na condição do pobre, para «repor a justiça e ajudar a retomar a vida com dignidade» (n. 3). A esperança do pobre não é desiludida e Deus intervém a seu favor, para lhe dar de novo a dignidade perdida e libertá-lo das «amarras da pobreza» (n. 4).

Estes verbos referem-se também a nós e deveriam levar-nos a estar prontos diante dos pobres que, também no nosso tempo, clamam todos os dias. Tomando como ícone o cego Bartimeu (cf. Mc 10,46-52), o Papa Francisco sublinha o modo como tantos pobres podem identificar-se com este pobre que se encontra à beira do caminho e que muitos queriam mandar calar. Também hoje, de facto, «as vozes que se ouvem são de repreensão e convite a estar calados e a sofrer» (n. 5). Muitas vezes, contudo, este clamor não consegue chegar aos nossos ouvidos e tocar os nossos corações, deixando-nos indiferentes e incapazes de responder. Demasiadas vezes, efetivamente, os pobres são considerados «como pessoas não apenas indigentes, mas também portadoras de insegurança, instabilidade, extravio dos costumes da vida diária e, consequentemente, pessoas que devem ser repelidas e mantidas ao longe» (n. 5). Mesmo assim, a salvação de Deus deveria tomar a forma da nossa mão estendida ao pobre, levando-o a sentir a amizade de que precisa e levando-o a experimentar a proximidade que o liberta: «Cada cristão e cada comunidade são chamados a ser instrumentos de Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres» (Evangelii Gaudium, 187).

Este instrumento pretende ser um simples auxílio, oferecido às dioceses, às paróquias e a todas as realidades eclesiais, para se prepararem para a vivência do II Dia Mundial dos Pobres, para que, uma vez mais, seja um momento forte em que se dirige o olhar cada vez mais para os pobres, se escuta o seu clamor e não se deixa que lhes falte a nossa ajuda e a nossa proximidade.
† Rino Fisichella

Presidente do Conselho Pontifício

para a Promoção da Nova Evangelização




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