Sua obra apresenta de maneira geral, um nacionalismo que busca as origens, sem perder a visão crítica da realidade brasileira



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Vida inteira de Oswald de Andrade
REDAÇÃO VACINA

Oswald de Andrade nasceu no dia 11 de janeiro de 1890 e morreu no dia 22 de outubro de 1954 foi escritor e dramaturgo brasileiro. Representa uma das principais lideranças no processo de implantação e definição da literatura modernista no Brasil. Fundou junto com Tarsila do Amaral o "Movimento Antropófago". Foi uma das personalidades mais polêmicas do Modernismo.
Sua atuação ficou marcada pelo seu espírito irreverente, polêmico, irônico e combativo. Tornou-se figura fundamental dos principais acontecimentos da vida cultural brasileira na primeira metade do século XX.
Sua obra apresenta de maneira geral, um nacionalismo que busca as origens, sem perder a visão crítica da realidade brasileira.
Oswald defendia a valorização de nossas origens, de nosso passado histórico-cultural de forma crítica, parodiando, ironizando e atualizando nossa história de colonização.
O romance foi o gênero da prosa que mais despertou o interesse de Oswald de Andrade. O autor estreou na prosa em 1922, com o romance "Os Condenados". Trata-se do primeiro volume da intitulada Trilogia do exílio, que incorpora ainda as obras "Estrela do Absinto" e "Escada Vermelha".
Ele formou-se em Direito e ingressou na carreira jornalística em 1909, no Diário Popular, que publicou seu primeiro artigo “Penando”, uma reportagem da excursão do presidente Afonso Pena aos Estados do Paraná e Santa Catarina. Nesse mesmo ano, iniciou-se como crítico teatral.
Em 1911 iniciou sua vida literária no jornal semanal “O Pirralho”, que fundou e dirigiu junto com Alcântara Machado e Juó Bananère.
Filho de família rica, em 1912, viaja para Europa. A estada em Paris, além das ideias futuristas, deu-lhe uma companheira, Kamiá, mãe de seu primeiro filho nascido em 1914.
Em 1917 volta para São Paulo e nesse mesmo ano em sua coluna no Jornal do Comércio defende Anita Malfatti das críticas de Monteiro Lobato. Em 1918, Oswald de Andrade formou-se em Direito pela Faculdade de São Paulo, mas nunca advogou. Iniciou uma amizade com Mário de Andrade, e juntos representaram as principais lideranças no processo de implantação e definição da literatura modernista no Brasil.
Oswaldo de Andrade era irônico e gozador, teve uma vida atribulada, foi militante político, foi o idealizador dos principais manifestos modernistas. Ao lado da pintora Anita Malfatti, do escritor Mário de Andrade e de outros intelectuais organizou a Semana de Arte Moderna de 1922.
Participou intensamente da Semana de Arte Moderna de 22 atuando sobre o desenrolar dos fatos, e contaminando seus contemporâneos com o entusiasmo vibrante, às vezes irreverente.

Viaja novamente para a Europa e em Paris, na Sorbonne, dá a Conferência "O Esforço Intelectual do Brasil Contemporâneo".


Faz várias amizades no meio artístico o que lhe permite estar em contato com as correntes de vanguardas. Oswald de Andrade lançou em 18 de março de 1924, um dos mais importantes manifestos do Modernismo o Manifesto Pau-Brasil, publicado no Correio da Manhã.
Explicando o nome do manifesto, o autor diz "Pensei em fazer uma poesia de exportação. Como o pau-brasil foi a primeira riqueza brasileira exportada, denominei o movimento Pau-Brasil".
Em 1925, em Paris, Oswald de Andrade lançou o livro de poemas Pau-Brasil, ilustrado por Tarsila, onde apresenta uma literatura extremamente vinculada à realidade brasileira, a partir de uma redescoberta do Brasil.
Em 1926 casa-se com a pintora Tarsila do Amaral. Em 1927, radicalizando o movimento nativista, fundam – na literatura e na pintura – o “Movimento Antropofágico” no qual propõe que o Brasil devore a cultura estrangeira e crie uma cultura revolucionária própria.Juntos, fundam o Movimento Antropófago, onde propõe, na literatura e na pintura, que o Brasil devore a cultura estrangeira e crie uma cultura revolucionária própria.
Em 1929, separa-se de Tarsila e rompe com seu amigo Mário de Andrade. Em 1930, casa-se com a escritora e militante comunista Patrícia Galvão (a Pagu), com quem teve seu segundo filho. Milita nos meios operários e, em 1931 ingressa no Partido Comunista, no qual permanece até 1945. Em 1928, com Raul Bopp e Antônio de Alcântara Machada, fundou a “Revista Antropofágica”, que já em seu número inicial divulgou um dos textos mais polêmicos de Oswald “O Manifesto Antropofágico”. Dissidente do grupo mais ligado a Mário de Andrade, lançou nesse texto, “contra todos os importadores de consciência enlatada”, um dos seus lemas de maior futuro: “Tupy or not tupy, that is the question.”.
Desse período são as obras mais marcadas ideologicamente, como o "Manifesto Antropófago", o romance "Serafim Ponte Grande" e a peça teatral “O Rei da Vela”.
No campo do teatro, Oswald estreou em 1916, com as peças Leur Âme e Mon Coeur Balance. Ambas foram escritas em francês com a colaboração do poeta modernista Guilherme de Almeida.
A grande contribuição para o teatro nacional só ocorreu na década de 30, com o lançamento de três importantes textos dramáticos:

  • “O Homem e o Cavalo” (1934)

  • “O Rei da Vela” (1937)

  • “A Morta” (1937)

Na peça "O Rei da Vela", Oswald apresenta inovações técnicas e faz críticas à sociedade brasileira dos anos 60. A peça só foi levada ao palco em 1967-68, causou grande repercussão na época, contribuindo para o clima de efervescência cultural que caracterizou os anos 60.
Em 1929 separa-se de Tarsila do Amaral. Filia-se ao Partido Comunista, conhece a escritora e militante política Patrícia Galvão, a Pagu. Casam-se em 1931 e juntos fundam o jornal “O Homem do Povo”, que pregava a luta operária e que durou até 1945.
Da união com Pagu nasce seu segundo filho. Em 1944, mais um casamento, desta vez com Maria Antonieta D'Aikmin, com quem teve duas filhas e permaneceu casado até o fim de sua vida.
Algumas de suas obras foram:

  • Os Condenados, romance, 1922

  • Memórias Sentimentais de João Miramar, romance, 1924

  • Manifesto Pau-Brasil, 1925

  • Pau-Brasil, poesias, 1925

  • Estrela de Absinto, romance, 1927

  • Primeiro Caderno de Poesia do Aluno Oswald de Andrade, 1927

  • Manifesto Antropófago, 1928

  • Serafim Pontes Grande, romance, 1933

  • O Homem e o Cavalo, teatro, 1934

  • O Rei da Vela, teatro, 1937

  • A Morta, teatro, 1937

  • Marco Zero I - A Revolução Melancólica, romance, 1943

  • A Arcádia e a Inconfidência, ensaio, 1945

  • Ponta de Lança, ensaio, 1945

  • Marco Zero II - Chão, romance, 1946

  • A Crise da Filosofia Messiânica, 1946

  • O Rei Floquinhos, teatro, 1953

  • Um Homem Sem Profissão, memórias, 1954

  • A Marcha das Utopias, manifesto

  • Poesias Reunidas, (edição póstuma)

  • Telefonemas, crônicas, (edição póstuma)

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