Síndrome de Guilliain-Barré ➢ Conceito



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Fisiopatologia

o A síndrome de Guillain-Barré é o resultado de um ataque imune celular e humoral 
contra as proteínas da mielina dos nervos periféricos, causando desmielinização 
inflamatória.
o A teoria mais aceita para a etiologia consiste em mimetismo molecular, ou seja, 
um organismo infeccioso contém um aminoácido que imita a proteína da mielina 
dos nervos periféricos.
o O sistema imune é incapaz de distinguir as duas proteínas e ataca e destrói a 
mielina dos nervos periféricos.
o Com o ataque autoimune, observa-se um influxo de macrófagos e de outros 
agentes imunologicamente mediados, que atacam a mielina, causam inflamação e 
destruição, interrupção da condução nervosa e perda axônica (Ho, Thakur, Gorson, 
et al., 2008; Palmieri, 2005).
o Na síndrome de Guillain-Barré, a célula de Schwann é preservada, possibilitando a 
remielinização na fase de recuperação da doença.

Tratamento Clínico 
▪ Devido à possibilidade de rápida progressão e de insuficiência respiratória 
neuromuscular, a síndrome de Guillain-Barré é uma emergência médica 
que exige tratamento em uma unidade de terapia intensiva.
▪ Pode haver necessidade de terapia respiratória ou de ventilação mecânica 
para manter a função pulmonar e a oxigenação adequada.
▪ A ventilação mecânica pode ser necessária por um extenso período de 
tempo.
▪ O paciente é desmamado da ventilação mecânica quando os músculos 
respiratórios conseguem novamente sustentar a respiração espontânea e 
manter uma oxigenação tecidual adequada.
▪ Outras prescrições visam a prevenção das complicações da imobilidade.
▪ Podem incluir o uso de agentes anticoagulantes e de meias de compressão 
elásticas ou botas de compressão sequencial para prevenir a trombose e a 
embolia pulmonar. 
▪ Os riscos cardiovasculares impostos pela disfunção autônoma exigem 
monitoramento eletrocardiográfico (ECG) contínuo. 



▪ A taquicardia e a hipertensão são tratadas com medicamentos de ação 
curta. 
▪ A plasmaférese e a IGIV são usadas para afetar diretamente os níveis de 
anticorpos dirigidos contra a mielina dos nervos periféricos (Mazzoni, et 
al., 2006).
▪ Ambas as terapias diminuem os níveis circulantes de anticorpos e reduzem 
o tempo durante o qual o paciente permanece imobilizado e dependente 
da ventilação mecânica. 
▪ As intervenções de tratamento incluem os AINE para a dor muscular e os 
opioides, quando os AINE são ineficazes.
▪ A causalgia e a dor neurogênica podem ser aliviadas por opioides 
sistêmicos ou epidurais ou, possivelmente, agentes anticonvulsivantes ou 
medicamentos antidepressivos tricíclicos.


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