Símbolos nacionais, ao lado dos oficiais, como a Bandeira e o Hino Nacional Brasileiro



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CAPA
BRASIL
DE TODAS 
AS COPAS
BRASIL
DE TODAS
AS COPAS
1930  20061930  20061930  20061930  2006


GUARDA
GUARDA


1930  2006
O BRASIL
DE TODAS
AS COPAS
Antônio Carlos Napoleão


        
Nossa 
Seleção 
tornou-se, 
informalmente, 
um 
dos 
símbolos nacionais, ao lado dos oficiais, como a Bandeira e o Hino Nacional Brasileiro. Motivo de orgulho para todo 
o país, a Seleção é a expressão da garra e do talento da nossa gente e, por isso mesmo é chamada muitas vezes 
de Brasil. Nas disputas, é o Brasil inteiro que se sente jogando e dando espetáculo. A Seleção sempre contribuiu 
para fortalecer a auto-estima dos brasileiros. Não apenas nos cinco campeonatos conquistados a partir de 1958, 
na Suécia, quando sepultamos o que Nelson Rodrigues chamava de complexo de vira-latas e demonstramos ao 
mundo que o Brasil tinha capacidade de sobra para ser o melhor entre os melhores. Mesmo nos momentos mais 
dolorosos, como na final da copa de 1950, no Maracanã, ou na derrota para a Itália no Estádio Sarriá, na Copa da 
Espanha, mostramos nosso talento e reunimos forças para superar a adversidade.
Nosso selecionado tem o dom de fazer os corações de todos os brasileiros pulsarem no mesmo ritmo apaixonado. 
Quando está em ação, é capaz de promover o congraçamento, de unir na mesma onda de vibrações homens 
e mulheres, meninos, adultos e velhos, trabalhadores humildes e donos de grandes empresas, brancos, negros, 
índios e mestiços, ribeirinhos, camponeses e moradores das grandes metrópoles. Não há quem fique indiferente. 
É quando até quem não liga para o esporte no dia-a-dia torna-se um torcedor empolgado. Nossa Seleção é o 
traço de união de todos os brasileiros. Com a Seleção atuando, acontecem coisas impensáveis em tempos normais: 
torcedores de um clube vibram com as jogadas do atleta do time rival, porque está vestindo as cores brasileiras. 
Por seus méritos incontestáveis, a Seleção Brasileira tornou-se a mais bem-sucedida das seleções. É a que mais 
títulos mundiais conquistou, a única que participou das 18 Copas do Mundo realizadas até hoje e é também 
a única que, além da Copa deste ano, já tem participação garantida na próxima, de 2014. O Brasil despontou 
para o mundo com seu futebol encantador e hoje, vencido o complexo, assumiu a dianteira mundial em outros 
esportes, já se destaca como líder de competitividade em diversos setores da economia e se encontra na 
fronteira tecnológica internacional em vários outros.
Recentemente,  o  enfrentamento  da  crise  internacional  projetou  o  Brasil  como  modelo  de  seriedade  e  de 
competência. E é com este currículo respeitável, tanto dentro de campo, quanto fora dele, que vamos sediar a Copa 
de 2014. É uma oportunidade rara que temos para avançar ainda mais na modernização do país, de demonstrar 
nossa capacidade de organização e de expor para todo o mundo as nossas potencialidades, as nossas belezas 
naturais, a nossa diversidade cultural, atributos capazes de nos tornar um dos principais destinos turísticos do mundo. 
Esta publicação primorosa mostra detalhadamente a saga do Brasil desde a primeira Copa do Mundo, realizada 
em 1930. Podemos aqui conhecer a escalação da Seleção em cada jogo de cada Mundial. Ricamente ilustrada com 
fotos de época, verdadeiros documentos históricos, ainda nos brinda com histórias dos principais personagens 
brasileiros de cada Copa. Por este trabalho, é possível compreender porque o Brasil tornou-se uma referência 
no mundo do futebol.
 Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República Federativa do Brasil
br
asileir
o
UM      SÍMBOLO



Em 1930, quando a delegação brasileira chegou a Montevidéu, desembarcava com seus companheiros Fausto 
dos Santos. Na capital uruguaia, aquele negro esguio encantaria a torcida com seu extraordinário futebol. Fausto 
nasceu na cidade de Codó, em 28 de fevereiro de 1905. Esta cidade fica localizada no interior do Maranhão, 
ao longo da Estrada de Ferro São Luís–Teresina. Por conta das dificuldades enfrentadas pela família e por se 
tratar de uma região pobre, migraram para o Rio de Janeiro.
Fausto iniciou sua carreira no Bangu como meia-direita e se destacou pela sua habilidade no trato da bola, mas 
também passou a ser conhecido pela sua vida levada na boemia. Em 1928 se transferiu para o Vasco da Gama. 
Por conta de suas grandes atuações, foi convocado para a Seleção Brasileira. Fausto seguiu com a delegação 
brasileira, e na capital uruguaia atuou contra a Iugoslávia e a Bolívia. Suas duas notáveis exibições extasiaram 
a crônica esportiva e o público uruguaios.
Em 1931, durante uma excursão do Vasco à Europa, Fausto assinou contrato com o Barcelona. Dois anos 
depois se transferiu para o Young Boys, da Suíça, onde permaneceu apenas dois meses. Retornou ao Brasil 
e ao Vasco da Gama em 1935. No ano seguinte, ao lado de grandes craques como Domingos da Guia e 
Leônidas da Silva, seu maravilhoso futebol voltou a brilhar. Mas Fausto não se afastava da boemia e as 
gripes eram mais frequentes.
Mesmo consciente do mal que o acometia, o jogador continuava a não seguir os conselhos médicos. Passou a 
fazer segredo da doença e a tocar a vida normalmente, mas o fôlego começou a faltar nos jogos.  Ainda assim 
aceitou a proposta do Nacional e viajou para Montevidéu. Sua permanência não durou mais que sete meses. 
Quando retornou ao Brasil, vários clubes se interessaram em contratá-lo e o Vasco acabou liberando-o para 
o Flamengo, que lhe dava uma nova oportunidade na carreira. Agradecido à Diretoria do Flamengo, Fausto se 
afastou um pouco da vida boêmia.  
Mas alguns meses depois, num treino, sentiu profundo cansaço e forte dor no peito. Mesmo muito doente, 
participou  da  equipe  reserva  contra  o América  na  decisão  do  título  da  categoria.  Era  sua  despedida  dos 
gramados. No dia seguinte, teve uma hemoptise. Insistente, Fausto se apresentou na Gávea para treinar. Veio o 
desmaio e nova hemoptise. Era o início do fim. Aconselhado pelo médico, viajou para Palmira, no interior de 
Minas Gerais. Lá ficou internado num sanatório até as 18h do dia 29 de março de 1939. Nesse dia, o futebol 
brasileiro perdia um dos maiores craques da sua história. 



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