Sensibilidade absurda


SíSIFO E A  PERCEPÇÃO DA REALIDADE TRÁGICA PELA SENSIBILIDADE ABSURDA



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SíSIFO E A  PERCEPÇÃO DA REALIDADE TRÁGICA PELA SENSIBILIDADE ABSURDA 

 

Revista Eletrônica Literatura e Autoritarismo: A opressão na ficcionalização da história 



– ISSN 1679-849X 

         



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http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index.php/LA/index 

 

 

ainda é possível ser percebida a partir do mal-estar da cultura, do rompimento 



violento contra as opressões do espírito e da consciência).

 

O pensamento moderno se solidifica, ataca e coloca-se como opção ao 



período  clássico.  Conforme  (SAVIAN,  2008)  o  pensamento  filosófico,  na 

modernidade,  isto  é,  nos  séculos  XVI-XVIII,  foi  marcado  por  uma  atitude  de 

crítica  do  pensamento  antigo  e  medieval.  O  questionamento  e  a  dúvida 

ganham  espaço  e  credibilidade  no  século  XVI,  mas  somente  mais  tarde  ela 

será  internalizada  e  ganhará  método.  Um  século  depois  a  dúvida  será 

ancorada  no  cógito  cartesiano,  marco  de  nascimento  da  filosofia  moderna. 

Embora  Deus  seja  basilar  na  filosofia  de  Descartes,  a  crença  absoluta  no 

transcendente como fonte de orientação para os destinos humanos, começa a 

se  dissipar  na  cultura  ocidental  ao  mesmo  tempo  em  que  a  dúvida  e  o 

racionalismo  ganham  espaço.  Está  surgindo  uma  maneira  diferente  de  fazer 

filosofia,  nessa  nova  maneira,  Deus  torna-se  um  recurso  para  sustentar  a 

razão.


 

 O  século  XVIII  é  o  palco  das  revoluções  contra  os  regimes 

absolutistas,  a  razão  é  apontada  como  o  melhor  guia  humano  e  a  liberdade 

torna-se,  sem  dúvida,  um  dos  conceitos  centrais  das  teorizações  políticas. 

Entretanto,  ao  mesmo  tempo  em  que  a  fé  se  dissipa,  o  culto  a  razão  ganha 

espaço, a técnica toma o lugar da manufatura, a terra o do paraíso e o Homem 

o lugar de Deus. 

Se por um lado, a humanidade vê falsear seu apoio no divino, por outro 

busca  no  racional  o  amparo,  desenvolve  uma  verdadeira  fé  na  ciência,  por 

meio dela busca conhecer-se, nela busca os rumos para a vida, uma vez que 

Deus  não  mais  permanece  como  garantia  da  singularidade  e  eternidade 

humana. 


 

O século XX foi o século das consequências da “morte de Deus

. Não 


só  a  ciência  desprendeu-se  definitivamente  de  qualquer  apelo  ao  metafisico, 

como a maioria das constituições políticas dos regimes emergentes afirmaram 

sua posição secular e agnóstica, separando-se das doutrinas religiosas.

 


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