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Capítulo 7 Simbolismo no Brasil: movimento rejeitado



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Capítulo 7 Simbolismo no Brasil: movimento rejeitado

Pra começar – p. 121

1. Sugestão de resposta: Ismália enlouquece e sobe em uma torre, onde se põe a sonhar e devanear. Do alto do edifício, vê uma lua no céu e outra no mar (seu reflexo). Perde-se nesse sonho e, banhada da luz lunar, deseja subir ao céu e, paradoxalmente, descer ao mar. Enlouquecida, inicia um canto, sentindo-se próxima do céu, mas longe do mar. Como se fosse um anjo, abre asas para voar, almejando a lua do céu e, ao mesmo tempo, a lua do mar. Batendo suas asas imaginárias, atira-se da torre e, ao cair na água, morre. Sua alma, então, sobe ao céu, enquanto o corpo jaz no mar. Dessa forma, Ismália realiza seu desejo de plenitude.

2. “Ismália” é um poema formado por cinco quartetos. Os versos que compõem as estrofes são estruturados em redondilhas maiores. As rimas são alternadas (ABAB) e há paralelismo entre os versos 3 e 4 de todas as estrofes, garantido pela repetição sistemática de palavras como “viu”, “céu”, “mar”, “queria”, “estava”. Há aliterações – /s/, /r/ – e assonâncias – /a/, /e/ –, responsáveis
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(junto com a rima) pela intensa e cadenciada sonoridade do poema. Além disso, uma série de reticências desperta a imaginação do leitor.





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