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Atividade: Textos em conversa – p. 105



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Atividade: Textos em conversa – p. 105

1. A “prata firme” corresponderia ao papel utilizado pelo poeta para registrar seus versos. O “cinzel”, à pena usada para escrever o poema.

2. Os poetas parnasianos achavam possível traduzir imagens, ideias e pensamentos em palavras, arranjadas de forma perfeita em versos rimados, métricos e, de certo modo, impessoais. No poema de Bilac, o eu lírico defende que uma imagem pode ser desenhada e vestida, num processo de materialização do abstrato. Para ele, quando um poeta “Torce, aprimora, alteia, lima / A frase”, consegue transformá-la em “estrofe cristalina”, “Sem um defeito”, como se fosse um vaso perfeito (concreto).

3. Resposta pessoal. Professor: Espera-se que os alunos percebam que o termo “oficina”, como espaço de trabalho do poeta, distancia-se dos ideais românticos ligados à inspiração e às emoções motivadoras (pátria, mulher amada, sofrimento amoroso, ideais sociais, etc.), responsáveis pela produção do verso. Além disso, os românticos defendem a liberdade da forma, baseados no princípio de que a expressão dos sentimentos intensos não deve ter limites. Os parnasianos puristas, por sua vez, acreditam no árduo ofício, no esforço quase físico, para “torcer”, “aprimorar”, “limar” e “dobrar” a palavra a fim de obter a perfeição, como se fossem artesãos.

4. Espera-se que os alunos citem características do Dadaísmo possíveis de serem depreendidas pela leitura do texto de Tristan Tzara: liberdade, bom humor, irreverência, aceitação do acaso como elemento criador, ironia, questionamento, revisão do conceito de arte, etc. Professor: Tzara defende que um poema pode ser criado de maneira absolutamente livre, desvinculada de regras de qualquer tipo (as clássicas, por exemplo), de emoções, de sentimentos, de temas de qualquer natureza, de clichês literários. O artista romeno sugere também que um poeta não precisa ter nenhuma preocupação com seu público leitor. O mais importante, segundo esse ponto de vista, seria a criação, livre de qualquer regra.

5. Em primeiro lugar, a opção do autor pelo domínio discursivo instrucional, uma receita (ligada normalmente ao universo da culinária, e não ao da poesia), já dá um tom irreverente ao texto de Tzara. Depois, o que intensifica o humor são as instruções propriamente ditas: a recomendação de o “poeta” recorrer a um artigo de jornal a partir de seu tamanho, e não de seu tema, o recorte aleatório de palavras e a introdução delas em um saco, o pedido de agitar as palavras suavemente, etc. Escolhas vocabulares como “Copie conscienciosamente”, “escritor infinitamente original”, “sensibilidade graciosa”, etc. também garantem o humor do texto.



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