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O cortiço: o romance do coletivo – p. 94



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O cortiço: o romance do coletivo – p. 94

1. O narrador informa que havia no terreno de João Romão “noventa e cinco casinhas” e que, “mal vagava uma das casinhas, ou um quarto, um canto onde coubesse um colchão, surgia uma nuvem de pretendentes”, o que dá a entender que o português passou a ganhar muito dinheiro com sua propriedade. Além das casas, o narrador informa que Romão alugava “as tinas, por dia” por “quinhentos réis”, sem risco de prejuízo, já que tanto as casinhas quanto as tinas “eram alugadas por mês” para os moradores do cortiço.

2. a) No texto, o narrador mescla o sentido da audição (a “lavanderia” é caracterizada como “barulhenta”), da visão (há no espaço “hortaliças verdejantes”, as tinas são negras) e do tato (as tinas são limosas).

b) Por meio da sinestesia, o autor amplia o realismo da cena, como se transportasse o leitor para o espaço em que as lavadeiras estão trabalhando. Cores, texturas e sons se misturam, como no mundo real.



3. a) A prosopopeia ou personificação.

b) A personificação do cortiço serve para mostrar que ele é um grande organismo vivo que, tal qual um ser humano, dorme e acorda.

c) O fragmento personifica o cortiço, atribuindo-lhe características humanas; no parágrafo final do capítulo I, de maneira semelhante, o narrador se refere ao cortiço como “uma coisa viva”.
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