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O romance regionalista: Visconde de Taunay – p. 54



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O romance regionalista: Visconde de Taunay – p. 54

1. Espera-se resposta afirmativa. No capítulo, as falas dos personagens são tentativas de reprodução da fala brasileira sertaneja, como em “Nocência”, “Como vai a dona”, “Olhe, que enjoado...”, “Quando mecê queira”, “qu’é de sua filha”, etc.

2. Esse “registro da fala brasileira sertaneja” dá mais veracidade ao texto, transportando o leitor para o espaço em que se passa a narrativa.

3. As falas de Pereira e Manecão estão mais próximas do registro do interior de Mato Grosso, enquanto nas falas proferidas por Martim e Iracema são usados registros urbanos do Rio de Janeiro, como vemos nesta passagem (as barras duplas separam os parágrafos): “O guerreiro falou: // – Quebras comigo a flecha da paz? // – Quem te ensinou, guerreiro branco, a linguagem de meus irmãos? Donde vieste a estas matas, que nunca viram outro guerreiro como tu? // – Venho de bem longe, filha das florestas. Venho das terras que teus irmãos já possuíram, e hoje têm os meus. // – Bem-vindo seja o estrangeiro aos campos dos tabajaras, senhores das aldeias, e à cabana de Araquém, pai de Iracema”.



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