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Castro Alves: o poeta dos escravos – p. 49



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Castro Alves: o poeta dos escravos – p. 49

1. Espera-se que os alunos percebam, somente pela leitura, que o poema de Castro Alves possui um tom grandiloquente e declamatório.

2. a) Embora Castro Alves parta de imagens irrealistas, como aquela da orquestra em pleno mar, ele objetiva chamar a atenção do leitor para o drama dos escravos, submetidos às torturantes viagens nos precários navios negreiros.

b) Assim como em uma orquestra, composta de muitos músicos, no navio há um grande grupo de escravos. O aspecto sonoro também é muito importante para a construção da metáfora: os sons do “tinir de ferros”, do “estalar do açoite”, os gritos, o choro, a cantoria, os gemidos, as preces, as risadas, etc. corresponderiam aos inúmeros sons emitidos pelos instrumentos que compõem uma orquestra. Além disso, uma orquestra é regida por um maestro, e o navio é conduzido por um capitão responsável pela “dança” e pela “música” dos escravos. É ele que ordena: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! / Fazei-os mais dançar!...”. Professor: Castro Alves parece ampliar a imagem da orquestra, transformando-a em um espetáculo mais plural: além do canto, há dança e certa teatralidade. Alguns alunos podem perceber esse detalhe.

c) Resposta pessoal. Sugestão de resposta: Os sons emitidos no espetáculo terrível, que é o navio negreiro, embora possam se assemelhar aos de uma orquestra (e o texto constrói essa relação), estão relacionados à dor, ao sofrimento e à morte de um povo, o que não causa nenhum prazer ao eu lírico nem aos leitores, daí a ironia.



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