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Poema “É ela! É ela! É ela! É ela!” – p. 46



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Poema “É ela! É ela! É ela! É ela!” – p. 46

1. A da idealização da mulher amada.

2. Porque a amada por quem o eu lírico suspira não é uma dama inexistente, idealizada, distante. Trata-se de uma mulher real do povo, uma lavadeira que está à janela.

3. O eu lírico contempla o sono de sua amada, mas há uma quebra com essa imagem típica do Romantismo, pois a mulher ronca e tem nas mãos um ferro de passar roupa – elementos realistas.

4. O eu lírico beija a amada que está dormindo e rouba de seus seios um bilhete, julgando que fosse uma “doce página” contendo versos para ele. De posse da folha de papel, ele treme pensando
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que ela estivera pousada no seio da lavadeira e, por isso, a beija. Toda essa narrativa apresenta elementos típicos das idealizações românticas. Em contraste com esse cenário, descreve-se um elemento realista que quebra a idealização inicial: ouve-se um pio de coruja – ave de mau agouro – e o bilhete não se revela um poema de amor, mas um “rol de roupa suja”.





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