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Pensando sobre o texto – p. 27



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Pensando sobre o texto – p. 27

1. a) Simão Botelho estava apaixonado por Teresa de Albuquerque.

b) De acordo com alguns autores da escola romântica, o amor teria o poder de promover mudanças significativas, daí ser coerente a brusca transformação de Simão Botelho após apaixonar-se por Teresa.



2. a) Espera-se resposta afirmativa. Camilo escreve uma obra em que a língua portuguesa é acessível, coloquial, direta e espontânea: os períodos são curtos (o que facilita a leitura), coloquialismos (como “cansam-nos a paciência”) são frequentes, a linguagem (marcada por exclamações) é espontânea e a adjetivação (“suspirosa menina”) é precisa. Além disso, o narrador comporta-se como se estivesse contando pessoalmente uma história para o leitor, numa relação de quase intimidade: opina (“Os poetas cansam nossa paciência [...]. Enganam-se ambos”), explica (“O magistrado e sua família eram odiosos ao pai de Teresa, por motivos de litígios [...]”) e situa o interlocutor (“Em outro relanço desta narrativa darei conta do remate deste episódio”).

b) Resposta pessoal. Professor: Espera-se que os alunos respondam afirmativamente, pois o texto de Camilo é escrito em um português claro, simples e espontâneo até mesmo para um leitor atual. Além disso, a força do discurso empregado pelo tipo de narrador criado pelo autor ainda mantém seu poder de comunicação com quem o lê.



3. Resposta pessoal. Professor: Espera-se que os alunos concordem com a afirmação, pois o narrador mostra que se identifica com os valores burgueses. Como justificativa de resposta, podem ser citadas as seguintes passagens: “As companhias da ralé desprezou-as”; “recolhimento que o sequestrava da vida vulgar”; “rica herdeira, regularmente bonita e bem-nascida”, “ela esperava que seu velho pai falecesse para [...] lhe dar [...] o seu grande patrimônio”; “Estudava com fervor, como quem já dali formava as bases do futuro renome e da posição por ele merecida, bastante asustentar dignamente a esposa”; “convertido aos deveres, à honra, à sociedade e a Deus pelo amor”.

4. a) O fragmento que comprova a afirmação é o seguinte (as barras duplas separam os parágrafos): “Os poetas cansam-nos a paciência a falarem do amor da mulher aos quinze anos, como paixão perigosa, única e inflexível. Alguns prosadores de romances dizem o mesmo. Enganam-se ambos. // O amor dos quinze anos é uma brincadeira; é a última manifestação do amor às bonecas; é a tentativa da avezinha que ensaia o voo fora do ninho, sempre com os olhos fitos na ave-mãe, que a está de fronte próxima chamando: tanto sabe a primeira o que é amar muito, como a segunda o que é voar para longe. // Teresa de Albuquerque devia ser, porventura, uma exceção no seu amor.”

b) Sugestão de resposta: Embora os poetas e alguns prosadores repitam que o amor das mulheres aos quinze anos é uma paixão intensa que não pode ser substituída, esse amor é apenas uma brincadeira, um resquício da infância, ainda frágil devido à falta de experiência. O amor de Teresa Albuquerque, porém, era uma exceção.



5. a) Trata-se da história do irmão de Simão, Manuel Botelho, cadete em Bragança, que se apaixona por uma açoriana casada com um acadêmico. A moça abandona o marido para viver com seu amor em Lisboa e depois na Espanha.

b) A história de Manuel Botelho não é a principal (ação central da novela), mas contribui para a construção de um universo baseado unicamente na força do amor. A açoriana abandona um casamento estável com um acadêmico para viver um grande amor com Manuel Botelho, com quem foge.


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