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Fragmento do prefácio

[1] O artista é o criador de coisas maravilhosas.

[2] Revelar a arte, esconder o artista é a meta da arte.

[3] O crítico é aquele capaz de traduzir para uma outra maneira, ou para um novo material, sua impressão das coisas maravilhosas.

[4] Tanto a forma mais elevada como a forma mais baixa de crítica é um modo de autobiografia.

[5] Os que descobrem significados feios nas coisas maravilhosas são corruptos deselegantes. Isto é um erro.

[6] Os que descobrem significados maravilhosos em coisas maravilhosas são os ilustrados. Para estes, há esperança.

[7] São os eleitos, para quem as coisas maravilhosas significam apenas beleza.

[8] Não existe isso de livros morais ou imorais. Livros são coisas bem-escritas ou mal-escritas. É só.

[...]


WILDE, Oscar. O retrato de Dorian Gray. Trad. José Eduardo Ribeiro Moretzsohn. Porto Alegre: L&PM, 2002. p. 3. v. 239. (Coleção L&PM Pocket). (Fragmento).

Oscar Wilde fazia parte de um movimento denominado Esteticismo. Questionado por um repórter norte-americano sobre o que seria Esteticismo, Wilde respondeu: “é a procura dos signos do belo. É a ciência do belo pela qual os homens buscam a correlação das artes. É, para ser mais preciso, a procura do segredo da vida”.

Após a leitura coletiva do texto e da investigação das hipóteses dos alunos sobre seus sentidos, proponha as questões a seguir, a serem respondidas em grupo:



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