Se liga na língua: literatura, produção de texto, linguagem



Baixar 11.7 Mb.
Página581/665
Encontro29.07.2021
Tamanho11.7 Mb.
1   ...   577   578   579   580   581   582   583   584   ...   665
2. Subjetividade.

3. Resposta pessoal. Professor: Espera-se que os alunos percebam que a descrição feita por Sérgio possui um grau bastante grande de subjetividade e é predominantemente metafórica, o que permite ao leitor interpretar a figura de Aristarco a sua maneira, imaginando-a. Espera-se, também, que percebam que a descrição é
Página 402

bastante plástica e sugestiva, muitas vezes beirando o grotesco.

4. O narrador está criticando Aristarco, mas o faz de maneira irônica. Segundo ele, “Aristarco todo era um anúncio”, ou seja, fazia propaganda de seus atos. O narrador o chama de rei e descreve sua aparência de forma a torná-lo um homem ridículo: “olhar fulgurante”, “supercílios de monstro japonês”, “queixo severamente escanhoado, de orelha a orelha”. Associada a essa descrição física grotesca, o narrador insere elementos morais como “lembrava a lisura das consciências limpas”.

5. Em resumo, Aristarco era um homem que buscava ser reconhecido e célebre; entretanto, enquanto isso não ocorria de maneira plena, contentava-se com a grande quantidade de estudantes ricos que recebia em seu internato.

Explique aos alunos que O Ateneu é um romance memorialista. É por intermédio da memória – subjetiva – que Sérgio-adulto retomará uma parte de sua infância e adolescência. Essa característica afasta o livro de Pompeia da classificação rígida de romance naturalista porque, embora parta de uma memória histórica para narrar – a história se passa no Brasil, durante o Segundo Império, em um colégio tradicional (o Ateneu) frequentado pela classe alta carioca –, Sérgio a reproduz a partir da memória subjetiva, poética que tem dos fatos.

Recomendamos ainda o ensaio escrito pelo professor Sílvio Castro, da Universidade de Pádua, na Itália, sobre a coexistência da memória histórica com a memória poética em O Ateneu. In: História da Literatura Brasileira. Lisboa: Publicações Alfa, 1999. p. 273-282. v. 2



Compartilhe com seus amigos:
1   ...   577   578   579   580   581   582   583   584   ...   665


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal