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Avaliação no Ensino Médio



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Avaliação no Ensino Médio

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN, em seu artigo V, que trata da verificação do rendimento escolar, a avaliação deverá ser “contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais”. Isso leva à compreensão de que não se pode sufocar o estudante em um dia apenas para cobrar-lhe “a conta” no final de um dado percurso, ou seja, bimestre ou semestre.

Ao contrário disso, a avaliação deverá ocorrer em um processo contínuo, na mesma ordem em que os conteúdos e saberes são tratados. Desse prisma, ela passa a ser um apoio ao professor, permitindo-lhe avanços ou retomadas, sempre em função do que o aluno conseguiu ou não aprender. É o que se diz de uma avaliação diagnóstica, não apenas na dimensão do desempenho num dado momento, mas numa dimensão formativa.

Nessa perspectiva, a avaliação também é uma forma de ponderar todo o processo pedagógico, servindo para aperfeiçoá-lo, pois não só os alunos são avaliados, mas também o professor e sua prática pedagógica.

Em outros termos, de acordo com as Orientações Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa (2006), o papel da avaliação é o de “indicador do estágio em que se encontra o estudante, fornecendo elementos sobre o processo, e não sobre os resultados”. Por isso, ainda conforme esse documento, é a avaliação formativa, contínua e de acompanhamento que poderá fornecer subsídios para o professor e os alunos; é a que deve ser privilegiada.

Assim, no decorrer desta obra didática, há uma série de atividades propostas logo após o estudo de certos conhecimentos de língua e literatura, que podem ser concebidas como situações de avaliação. É necessário ter clareza do que foi ensinado, para que se obtenha o “retrato” mais aproximado possível do que o estudante passou a dominar e do que ainda precisará retomar ou desenvolver. Com o apoio dos diagnósticos, é possível planejar atividades


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adequadas para que nossas práticas possam definir os encaminhamentos relativos à progressão dos conhecimentos a serem construídos, evitando a repetição daquilo de que os alunos já se apropriaram bem como a desconsideração dos processos que ainda não se completaram.

Com essa mesma perspectiva, consideramos, ainda, que as seções “Pra começar”, que antecedem as exposições teóricas, também podem funcionar como relevantes instrumentos de avaliação, nesse caso do conhecimento prévio do aluno. O reconhecimento do grau de familiaridade dele com o tema oferece ao professor um importante parâmetro para a seleção e ordenação dos conteúdos e atividades que formarão sua sequência pedagógica.

Entendemos, portanto, que avaliar é mediar o processo de ensino-aprendizagem, oferecer recuperação imediata, promover cada ser humano e acompanhar de perto seu desempenho e as implicações psicológicas disso, no que repetimos Bevenutti (2002, apud Kraemer, 2005, p. 7).



Nossas reflexões sobre esse tema ampararam-se em diversos estudos sobre as diferenças entre o modelo de avaliação tradicional e as novas perspectivas, definidas a partir das concepções mais modernas de ensino. Consideramos que pode ser útil ao professor conhecer um quadro comparativo desses dois sistemas, elaborado por Kraemer a partir de Luckesi (2002), com o qual encerramos essas considerações.



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