Se liga na língua: literatura, produção de texto, linguagem


RESPOSTAS DAS ATIVIDADES DE LITERATURA



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RESPOSTAS DAS ATIVIDADES DE LITERATURA 414
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PRESSUPOSTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS RESPOSTAS QUE SUSTE TAM A COLEÇÃO



Duas ou três palavras antes de começar

O professor do Ensino Médio tem diversos desafios a enfrentar. No que diz respeito ao trabalho com o ensino da língua portuguesa, isso implica:

a. desenvolvimento da linguagem oral e escrita, desenvolvendo a compreensão linguística em um ambiente democrático, valorizando tanto o uso formal da língua quanto a diversidade dialética;

b. aprofundamento das capacidades de reflexão sobre a língua e a linguagem, com a necessária introdução dos conhecimentos linguísticos e literários, não só como ferramentas, mas como objetos de ensino e aprendizagem próprios;

c. sistematização progressiva dos conhecimentos metalinguísticos decorrentes da reflexão sobre a língua e a linguagem”.

(Edital de convocação para o processo de inscrição e avaliação de obras didáticas para o Programa Nacional do Livro Didático, PNLD 2018, p. 36.)

Para que o aluno consolide tal formação, precisará dispor de materiais que possibilitem esse acesso. O livro didático é um deles e, historicamente, tem estado ao lado de professores e alunos, auxiliando na construção de saberes diversos, entre eles os da língua e da linguagem.

Não podemos negar que é no livro didático que os objetos de ensino de todas as disciplinas chegam à maioria das salas de aula de nossas escolas, sobretudo das públicas. Ele está presente no meio escolar há décadas, muito antes da fixação de programas e currículos disciplinares, e, apesar do avanço tecnológico e da variedade de materiais didáticos disponíveis para o trabalho docente, continua sendo o principal recurso utilizado pelo professor. De acordo com Soares (1996), o ensino sempre esteve associado ao livro didático, seja para aprender, seja para ensinar a aprender.

Com a distribuição gratuita de livros didáticos no país, o governo tem adquirido em média 135 milhões de exemplares por ano. Esse número não deixa dúvida sobre a importância e o papel do livro didático como apoio às atividades do professor, ainda que seja necessário adaptá-lo ao projeto da escola e à realidade dos alunos.

Sabemos que há disponíveis no vasto mercado editorial didático brasileiro alguns bons títulos que trabalham com essa complexa área que é o estudo da língua portuguesa no Ensino Médio. Esta coleção foi pensada pelos seus autores – assim como vocês, professores de adolescentes – para ser uma obra didática de fácil utilização por parte de alunos e de educadores, de estrutura simples (mas não simplista) e inovadora em suas propostas e na seleção textual que traz, seleção esta em diálogo direto com a contemporaneidade e com a cultura dos jovens leitores.

A preocupação com a cultura jovem também se traduz no projeto gráfico desenvolvido para esta coleção. Cada cor, cada elemento gráfico, vinheta, ilustração, reprodução de obra de arte (pintura, fotografia, grafite), cartaz (de filme, peça de teatro), reprodução de capa de livro ou CD foi pensado minuciosamente para dialogar com os adolescentes e com seu universo particular. O volume 1 tem inspiração no universo dos mangás (histórias em quadrinhos feitas no estilo japonês; quando animadas para TV ou cinema, são denominadas animes), por serem eles um gênero bastante apreciado pelos pré-adolescentes e adolescentes. O volume 2 tem inspiração na técnica de colagens, pois nossa experiência tem mostrado que alunos adolescentes apreciam a ideia de uma arte em construção, uma arte possível de ser feita por eles, acessível. São bastante comuns, nessa fase, os cadernos personalizados, os adesivos, as sobreposições, etc. O volume 3, por sua vez, dialoga com o universo dos grafites, pelo qual os adolescentes mais velhos costumam se interessar muito, dado o caráter transgressor, questionador e político desse tipo de arte.

Todas as aberturas das partes (Literatura, Produção de texto e Linguagem) são introduzidas, com exceção dos grafites, por ilustrações exclusivas e inéditas, cujos traços dialogam com as formas de arte escolhidas para cada volume.

Os tipos de letra, suas cores e tamanhos, os ícones, etc. também têm relação com os três universos explorados na coleção. As ilustrações que habitam as páginas, e que se comunicam com os textos literários e não literários, são exclusivas e constituem, a seu modo, recortes interpretativos feitos pelos artistas plásticos convidados para trabalhar na coleção. Elas procuram sugerir visões sobre os textos e não induzem a interpretações fechadas ou definitivas. Além disso, privilegiamos, sempre que possível, ilustrações com personagens jovens. Nos boxes biográficos, optamos por caricaturas bem-humoradas (e respeitosas) dos autores, em lugar de fotografias deles, também com o intuito de aproximar o livro do universo dos adolescentes. O mesmo vale para as caricaturas presentes no quadro-síntese dos movimentos literários brasileiros.

Agradecemos pela escolha e nos colocamos à disposição para futuras contribuições, críticas e debates sobre estas obras, que só se transformam efetivamente em livros de verdade quando estão em suas mãos e nas de seus alunos.


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