Se liga na língua: literatura, produção de texto, linguagem



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6 No trecho “por que é que elas não usam, para cúmulo da elegância, um laçarote azul no dedo...”, qual é a função do pronome que em negrito?

Ele questiona a causa.

7 Quando menino, o eu lírico não compreendia o sentido da expressão moléstias de senhoras. Por que essa expressão pode ser considerada um eufemismo?

Provavelmente, referia-se ao termo menstruação, substituindo-o por algo menos explícito, na época considerado mais elegante.

8 De que forma o uso dessa expressão sugere um passado distante?

Atualmente, não há constrangimento no emprego de um termo como esse, que apenas designa uma característica física da mulher.

9 Releia agora este outro trecho: “Era decerto uma coisa privativa das senhoras, como as enxaquecas, pois as criadas, essas não tinham tempo para isso”. O pronome essas poderia ser excluído sem prejudicar a estrutura da oração? Que efeito seu uso produz?

Sim, pois o pronome apenas coloca seu referente (as criadas) em evidência, não interferindo no sentido da oração.

10 Em “me assustavam deliciosamente com histórias de assombração”, qual é o sujeito da ação? Que palavra expressa o alvo desse sujeito? Justifique o uso dessa palavra.

O sujeito é criadas, e o alvo, me, um pronome oblíquo átono usado como complemento para se referir à 1ª pessoa do discurso.

11 Como você interpretou a afirmação “nunca consegui comunicar-me com este nem com o outro mundo”? Que importância tem o pronome demonstrativo na caracterização de um dos dois mundos citados?

Resposta pessoal. Sugestão: O eu lírico sugere que teve dificuldades não apenas na comunicação com o outro mundo, aquele fantástico de que falavam as criadas, mas também com o mundo dele próprio, sugerindo que não se comunicava bem com as pessoas. O pronome este foi usado para enfatizar esse mundo real do eu lírico.

12 De que maneira as memórias apresentadas no poema confirmam a dificuldade de comunicação do eu lírico?

As memórias contadas revelam sua dificuldade em compreender certos atos das senhoras da época, sugerindo dificuldade de inserção no grupo social a que pertencia.

13 No penúltimo parágrafo, a expressão a não ser introduz uma ressalva. Explique-a.

A ressalva indica que, apesar da dificuldade de comunicação do eu lírico, a poesia funcionava como um elo entre ele e o mundo, fosse este o real ou o fictício.

Alguém fala/escreve assim?

Segundo as gramáticas tradicionais, o pronome relativo onde tem a função de se referir exclusivamente a lugares físicos. Está correto, por exemplo, o período “Aquele é o hospital onde nasci”, porque onde retoma o hospital, que é um lugar físico.

Mas será que esse tipo de construção é o único empregado pelos falantes da língua portuguesa no Brasil? Em grupo, você e seus colegas deverão pesquisar textos escritos e falados e identificar exemplos que mostrem usos diversos do pronome onde. Durante a socialização dos resultados da pesquisa, com o auxílio do professor, analisem essas várias construções e sua adequação ou não às diversas situações comunicativas.



Sugerimos que cada equipe se responsabilize por pesquisar determinado gênero textual: entrevista ou depoimento oral, intervenção de repórteres ao vivo em telejornais, artigo de opinião, notícia em jornal ou revista, etc. Como estratégia, cada grupo pode ler uma parte dos períodos que selecionou. Os casos mais interessantes podem ser anotados na lousa.

Mostre aos alunos que, além de se referir a lugares físicos, o pronome onde tem se estendido a situações em que a ideia de lugar é figurada ou virtual, como neste enunciado: “Trata-se de um filme onde coadjuvantes tornam-se protagonistas”.

Embora esse uso já seja aceito por parte dos linguistas mais modernos, é desabonado pelas gramáticas tradicionais e deve ser evitado em situações comunicativas formais, como os concursos vestibulares.

Mostre, ainda, que tem sido comum o uso de onde em lugar de quando para retomar dados temporais, como exemplifica “Resfriados são típicos dessa época do ano onde as temperaturas variam muito”. Esse uso é rejeitado pela norma-padrão da língua, mesmo que presente na fala cotidiana e em determinadas produções da imprensa.
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CAPÍTULO 16 - INTERJEIÇÃO



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PERCURSO DO CAPÍTULO



- Conceito de interjeição e locução interjetiva
- Valores semânticos expressos pelas interjeições
- Interjeição como recurso expressivo
- Interjeições nas variedades linguísticas de jovens


JONATHAN NACKSTRAND/AFP

Na foto, a jogadora Celia Coppi comemora seu gol no jogo Brasil × França, no Campeonato Mundial de Handebol Feminino em Kolding, Dinamarca, dez. 2015. Certas situações provocam reações e sentimentos espontâneos, impulsivos, e nós os expressamos por meio de sons, palavras ou expressões que são classificados na língua como interjeições, assunto deste capítulo.
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Pra começar

Leia com atenção esta tirinha de Fernando Gonsales.

FERNANDO GONSALES/FOLHAPRESS





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