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O que é contado nos quatro primeiros quadrinhos?



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1 O que é contado nos quatro primeiros quadrinhos?

O esforço da personagem para obter um belo visual.

2 Que expectativa de reação do namorado uma mulher esperaria nesse contexto?

Provavelmente um elogio.

3 Que recursos linguísticos foram empregados para explicitar a irritação do rapaz diante da demora da moça?

O alongamento da pronúncia de tanto (“taaaanto”), palavra que se refere a quantidade, e a pontuação expressiva (mais de um ponto de exclamação e de interrogação).

4 Conforme essa HQ, que diferença existe na maneira como homens e mulheres encaram a preparação do visual para um evento social?

Para a mulher, os eventos sociais exigiriam um visual muito caprichado e exigente, enquanto os homens ficariam satisfeitos com uma preparação menos trabalhosa. Para eles, acontecimentos como esses não seriam tão diferentes de outras situações do dia a dia.

5 Na sua opinião, generalizações sobre os comportamentos masculino e feminino, como se vê na HQ, prejudicam a luta pela igualdade de gêneros? Por quê?

Resposta pessoal. Ajude os alunos a compreender que o humor se vale, com frequência, dos estereótipos, que em alguns casos podem expressar preconceitos sociais e contribuir para naturalizar ideias equivocadas.

O humor desses quadrinhos é criado pelo contraste entre as expectativas do rapaz e da moça. Tal oposição é evidenciada pelo emprego dos artigos um antes de banho e uma antes de festa e roupa, que atribuem aos substantivos um sentido generalizante e contribuem para a sugestão de que, para o namorado da personagem, o evento não exigiria uma preparação tão especial; tratava-se de uma situação corriqueira. A moça, por sua vez, tratou a festa como algo especial, singular. Veja, por exemplo, sua dúvida diante do guarda-roupa: para ela, não bastava uma roupa qualquer; ela deseja encontrar a roupa perfeita.



Um e uma, bem como suas flexões no plural uns e umas, são chamados de artigos indefinidos, porque indeterminam o substantivo a que se referem. Já o, a, os e as são classificados como artigos definidos, porque tornam os substantivos mais específicos, particularizados. Observe como funcionam os artigos na introdução do conto de Hans Christian Andersen na página seguinte.
Página 251

Imagino que vocês saibam que na China houve uma vez um imperador chinês que tinha o palácio mais espetacular do mundo. [...] Tudo no jardim do imperador era pensado com muita inteligência. O jardim era tão grande que nem o jardineiro sabia onde acabava. Quem andasse por ele ia dar numa encantadora floresta de árvores altas e lagos profundos; a floresta descia até o mar, que era azul e profundo. Os grandes navios podiam navegar logo abaixo dos ramos – e nesses ramos vivia um rouxinol. O rouxinol cantava tão divinamente que mesmo um pobre pescador que toda noite saía para recolher suas redes e tinha muitas outras coisas que cuidar, quando ouvia o canto do rouxinol ficava quieto escutando.

[...]

ANDERSEN, Hans Christian. O rouxinol. Histórias maravilhosas de Andersen. Trad. Heloisa Jahn. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2001. p. 38. (Fragmento).



Quando mencionados pela primeira vez no discurso, os substantivos imperador, floresta e rouxinol foram antecedidos de artigos indefinidos, por serem termos ainda desconhecidos do leitor. Em seguida, esses mesmos substantivos, quando retomados, passaram a ser acompanhados por artigos definidos, porque tinham sido particularizados.

A ideia de particularização explica também o uso do artigo definido para introduzir o substantivo palácio; o termo estava caracterizado pela expressão mais espetacular do mundo e, portanto, referia-se a um lugar específico. Da mesma forma, jardim estava particularizado no contexto (pertence ao palácio já conhecido pelo leitor) e navios, pelo adjetivo grandes, que definia seu tipo. Em todos esses casos, os artigos atribuíram ao ser um sentido preciso.

O substantivo pescador, por sua vez, foi introduzido por um artigo indefinido, já que no contexto não tem uma identidade específica; é um pescador qualquer, que não faz parte das referências do leitor.

Cabe lembrar, ainda, que os artigos podem se combinar com preposições, como ocorreu em do (imperador) e numa (encantadora floresta). Observe:




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