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Hiperônimo é o termo que, diante de palavras do mesmo campo semântico, se mostra o mais abrangente. Exemplo: fruta (hiperônimo); uva, maçã, caju, caqui (hipônimos).

Gênero

Todos os substantivos da língua portuguesa apresentam um gênero gramatical, que pode ser identificado pela observação do artigo ou do pronome que os acompanha. O planeta, seu copo e este sofá são masculinos, enquanto a terra, minha escolha e aquela lapiseira são femininos. Quando têm uma forma para o masculino e outra para o feminino, os substantivos são chamados biformes; quando assumem a mesma forma para ambos os gêneros, são denominados uniformes.

Como se percebe, o gênero é uma referência linguística e não está diretamente associado à questão do sexo, já que essa distinção se refere apenas a seres humanos e a animais. Além disso, algumas palavras, como pessoa, indivíduo ou vítima, por exemplo, podem indicar seres de ambos os sexos. São os chamados substantivos sobrecomuns.

Nos casos em que o substantivo pode variar, a formação do feminino é feita, em geral, pelo emprego de desinências ou sufixos nominais. Observe:

menino
gênero masculino
menina
gênero feminino
troca de -o*pela desinência de gênero feminino -a

*Alguns linguistas, como Mattoso Camara Júnior, preferem descrever a terminação -o como vogal temática e indicar que há uma desinência zero para o gênero masculino em oposição ao feminino em -a. Preferimos seguir o estudioso Valter Kehdi, que aponta -o como desinência de gênero firmemente associada à noção de masculino, a exemplo do que revelam certas construções populares, como crianço ou corujo.

Outros exemplos: gato-gata; advogado-advogada; secretário-secretária.

professor
gênero masculino
professora
gênero feminino
acréscimo de -a em parte dos substantivos terminados em consoante

Outros exemplos: freguês-freguesa; embaixador-embaixadora; general-generala.


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irmão
gênero masculino


irmã
gênero feminino
troca de -ão por , -oa ou -ona

Outros exemplos: campeão-campeã; leão-leoa; solteirão-solteirona.

ator
gênero masculino
atriz
gênero feminino
alterações no radical na mudança para o feminino

Outros exemplos: frade-freira; príncipe-princesa; rei-rainha.

maestro
gênero masculino
maestrina
gênero feminino
inclusão de sufixo específico para indicar o feminino

Outros exemplos: barão-baronesa; galo-galinha; herói-heroína.



ARTE: MARCEL LISBOA/FOTOS: PIXABAY – CREATIVE COMMONS LICENSE – CC BY 4.0

A distinção de gênero também pode ser indicada por mecanismos que não se referem à flexão nominal. É o caso do emprego de radicais diferentes, como exemplificam os pares pai – mãe; cavalo – égua; padrinho – madrinha; bode – cabra.

Há ainda os casos em que nenhuma alteração ocorre no substantivo, cabendo ao contexto ou a algum outro elemento linguístico identificar o gênero. Neles se incluem os substantivos epicenos e os comuns de dois gêneros.

Nos substantivos epicenos, existe um único termo para indicar animais de ambos os sexos, e as palavras macho e fêmea podem ser utilizadas para fazer a distinção:

a cobra macho – a cobra fêmea

Nos substantivos comuns de dois gêneros, cabe ao artigo e aos pronomes marcar o gênero:



o artista – a artista
esse figurante – essa figurante

Veja mais alguns exemplos de substantivos incluídos nessas subclasses:





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