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A beleza da feiura: o grotesco



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5. A beleza da feiura: o grotesco

Retome mentalmente os movimentos literários que você estudou até agora. Que relação o Trovadorismo, o Classicismo, o Barroco e o Arcadismo mantiveram com a beleza? Em consonância com os barrocos e em oposição aos classicistas e aos árcades, os românticos questionaram a noção clássica do belo e elevaram o grotesco a uma categoria estética a ser cultivada, e não desprezada.



O semioticista italiano Umberto Eco trata desse tema no capítulo “O resgate romântico do feio”, em A história da feiura. (Rio de Janeiro: Record, 2007. p. 270-281).

MUSEU DO PRADO, MADRI

GOYA, Francisco de. Saturno devorando um de seus filhos. 1820-1823. Óleo sobre reboco trasladado a tela, 146 × 83 cm.

6. A cor local

Para os românticos, a beleza residia justamente no que era característico, e não nos elementos gerais, por isso era preciso buscar, nos romances e poemas, a “cor local” do que era retratado, ou seja, as particularidades de uma região, o pitoresco de uma paisagem, a descrição de costumes ou da língua de certas comunidades. Essa expressão, advinda da pintura, tomou sentido literário durante o Romantismo e se referia ao exclusivo, individual, marcante; em oposição, estaria o comum, o trivial, que deveria ser evitado pelos bons autores.





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