Se liga na língua: literatura, produção de texto, linguagem



Baixar 11.7 Mb.
Página259/665
Encontro29.07.2021
Tamanho11.7 Mb.
#16612
1   ...   255   256   257   258   259   260   261   262   ...   665
Se liga na l ngua literatura, produ o de texto, linguagem
Segunda leitura

Antes de iniciar o estudo das características do gênero, peça a um aluno que leia o texto em voz alta, procurando respeitar as marcas de pausa. O objetivo da leitura é resgatar parcialmente as características de oralidade, além de permitir uma compreensão geral do texto antes de iniciar a análise de suas partes. Se possível, mostre aos alunos a fala de Ribamar Bessa, que está disponível em: (acesso em: 22 nov. 2015). Explique-lhes que foi editada para viabilizar seu uso no livro.

Cinco ideias equivocadas sobre os índios

Boa noite. Eu queria agradecer ao acadêmico Domício Proença Filho e o Marco Lucchesi pelo convite para participar desta mesa ao lado da Graça Graúna, né?, a quem eu já conheço de algum tempo. É... eu gostaria de... de situar é... o problema de uma forma até mais... é... informal, em tom de conversa mesmo. [...]

As comunicações orais públicas geralmente começam com o cumprimento ao público e o agradecimento pelo convite. É comum o falante usar alguma estratégia para se aproximar dos ouvintes.

Eu quero compartilhar com vocês o discurso de abertura da Sessão Magna do Quarto Centenário do Brasil, no dia 4 de maio de 1900. Brasil festejava seus quatrocentos anos. Aqui na Glória se realizou uma missa, cardeal veio, celebrou, etc., e as comemorações tiveram início com um discurso de um engenheiro e político carioca, que depois se tornaria prefeito da cidade, o Paulo de Frontin. Ele foi conhecido por ter ampliado o potencial de abastecimento de água do Rio de Janeiro, não é?, que era a capital do Brasil. É... no discurso de abertura do Quarto Centenário, eu vou ler bem devagar, porque eu acho que é extremamente importante esse discurso, ele diz o seguinte: “O Brasil não é o índio; este, onde a civilização ainda não se estendeu, perdura com os seus costumes primitivos, sem adiantamento nem progresso. Descoberto em 1500 pela frota portuguesa ao mando de Pedro Álvares Cabral, o Brasil é a resultante direta da civilização ocidental, trazida pela imigração, que lenta, mas continuadamente, foi povoando o solo. A religião”, continua Paulo de Frontin no seu discurso, “a religião, a mais poderosa força civilizadora da época, internou-se pelos longínquos e ínvios sertões brasileiros e, sob o influxo de Nóbrega e Anchieta, conseguiu assimilar número considerável de aborígenes, que assim se incorporaram à nação brasileira”. E aí ele arremata no final: “Os selvícolas, esparsos, ainda abundam nas nossas majestosas florestas e em nada diferem dos seus ascendentes de 400 anos atrás. Eles não são nem podem ser considerados parte integrante da nossa nacionalidade; a esta cabe assimilá-los e, não o conseguindo, eliminá-los”.

O produtor do texto optou por discutir as ideias equivocadas sobre os índios tomando como referência um discurso feito em 1900. Estrategicamente, toda a exposição será desenvolvida com base em uma citação capaz de atrair o interesse do ouvinte por seu conteúdo polêmico.




Baixar 11.7 Mb.

Compartilhe com seus amigos:
1   ...   255   256   257   258   259   260   261   262   ...   665




©historiapt.info 2022
enviar mensagem

    Página principal